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Cronograma - Linha Bíblica-profética

Éon-Hadeano
4,57 Bilhões de Anos

Formação do Planeta

Verbo Construtor Planetário - Jesus
"Como Exemplo de Respeito à Minha Lei, enviei em tempo certo o Verbo Construtor do Planeta, comandante das legiões de filhos Meus, para o adensamento de elementos, para que mais um Mundo viesse a existir." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Quanto a Jesus, usou da lei natural e simples da encarnação, cuja repetição é a reencarnação, para fins evolutivos. Jesus já era um espírito cristificado, antes mesmo que a Terra fosse, como Planeta existente. Demais, todos os mundos têm seus Cristos construtores e diretores. A verdadeira Iniciação conduz a tais conhecimentos, mas as clerezias só ensinam erros e corrupções." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"A SIGNIFICAÇÃO DO VERBO MODELO
Ser de antes de haver Mundo; prometido milênios antes de encarnar; anunciado pelo Mensageiro Gabriel na hora de encarnar; não nascer de homem; ter os Dons do Espírito Santo ou Mediunidades SEM MEDIDA; produzir grandes feitos mediúnicos; não ficar no túmulo; cumprir a Promessa Divina do Derrame de Dons para toda a carne; e mandar entregar o Livro dos Eventos Porvindouros, ou Apocalipse. Eis as SUAS MARCAS INCONFUNDÍVEIS, para ser ALFA e ÔMEGA, ou representar o Espírito e a Matéria, os Mundos e as Humanidades, ou tudo que deriva de Deus, do Princípio, para a Ele Princípio retornar, como ESPÍRITO E VERDADE, DEUS EM DEUS." - Boletim: Quem Quer Ser Prudente?
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam" - João, 1, 1 a 5.
"Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso" - Apocalipse, 1, 8.
"Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro" - Apocalipse, 22, 13.
27 Milhões de Anos

Raça Evita ou Primitiva

Raça Autóctone - Originária do Planeta
"Já é muito conhecido que, sobre a Raça Evita, Primitiva ou Raça Mãe, a Raça Adâmica ou Advinda se estabeleceu, surtindo normais vantagens para ambas, porque Eva ganhou em experiências e Adão teve oportunidades para ressarcir culpas, rebeldias contra as Leis Divinas, naquele Planeta do sistema da Cabra. Eva nunca foi mulher, Adão nunca foi homem, como querem os adultérios lavrados no Gênese. Embora o caráter simbólico do Gênese, o fato é que, acima de tudo, houve tremendas corrupções, desviando o sentido dos ensinos bíblicos." - Livreto: Manual Divinista
Pré-História
540 Mil Anos

Raça Adâmica

Raça Advinda - Expulsa de Capela, na Constelação do Cocheiro
"O entrosamento da Raça Mãe e da Raça Adâmica rendeu em experiências, ciências, artes, filosofias, técnicas, indústrias, comércios, etc. Os conceitos espiritualistas, filosofias, técnicas, supersticiosos, clericais, sectários e outros, foram tendo oportunidades, movimentações, erros e acertos, com choques, guerras, toda sorte de acontecimentos, melhores e piores, sangrentos e não sangrentos, como não poderia ser de menos, em uma sociedade constituída de primitivos e punidos." - Livreto: Manual Divinista
"Há que considerar o seguinte: desde que a Raça Adâmica veio para a Terra, reencarnando no seio de Eva ou Raça Primitiva, constituída de diferentes nações e estendida sobre os vários Continentes, foram vindo Profetas ou Missionários." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

Os Exilados da Capela (Livro de Edgard Armond)
Indeterminado

Viasa Veda

Encarnação do Princípio Sagrado
Popol Bugg - Primeira Bíblia da Humanidade
"Oferecendo-vos o Conhecimento da Origem Única, do Movimento Único e da Finalidade Única, ofereço-vos a Trilha Única, o Caminho Certo. Aquele que, por qualquer motivo ou pretexto se desviar, terá que, sofrendo, retornar ao Caminho Certo, para então atingir a Finalidade Única."
"Popol Bugg, ou Mãe das Bíblias, a dos Atlantes, citada em alguns antiquíssimos documentos."
"O LIVRO DOS PRINCÍPIOS, de Viasa Veda, que contém a TEOGONIA DIVINA ou a SABEDORIA TOTAL. Grandes sábios e estudiosos afirmaram que, depois de Viasa Veda, tudo quanto foi feito, por outros Messias, foi apenas entrar em pormenores, dizer a mesma coisa, entrando apenas em peculiaridades." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Tudo começou em termos de Verdades Divinas a serem vividas, pelo mais hierarquizado dos filhos de Deus, Viasa Veda, que entregou a Iniciação Védica." - Boletim: Quais Foram, São e Jamais Deviam Deixar de Ser Vividos...
"Apanhou o livro, um grosso volume, começando a ler; eram citações em torno dos primórdios da Humanidade, quando os homens deviam ser fatalmente medrosos, supersticiosos, idólatras, fetichistas, etc. Afirmando datar a comunicabilidade dos espíritos desde remotíssimos tempos, afirmou que os mesmos espíritos não podiam falar e ensinar, sem ser aquilo que os homens de então pudessem compreender. Como aconteceu com Jesus, que tinha muito mais a dizer, mas não disse, porque as inteligências ainda não poderiam assimilar tais ensinos.
Depois de ler e historiar as primeiras etapas do homem sobre a Terra, expondo os possíveis conceitos sobre Deus, o Amor e a Ciência, em conformidade com a sua natural inferioridade, encaminhou as atenções para os Vedas, que o autor do livro dizia serem os primeiros reveladores com radicais caracteres de organização. Antes, afirmou, tudo eram Verdades bisonhas, medíocres, isentas de caráter universal, sem o mais leve resquício de organização doutrinária. Segundo narrativas antiquíssimas, empolgavam as primeiras mulheres sacerdotisas e os primeiros feiticeiros ou fanáticos, crentes em pedras, em árvores, em animais, em astros, em espíritos familiares de baixíssimo teor espiritual, etc.
Com os Vedas, segundo o autor do livro, vieram os primeiros iluminados e fizeram obra de acendrada organização doutrinária. Em linhas gerais ressaltou as lições védicas, observando a grandeza doutrinária, o Divino Monismo exposto, mas em sentido esotérico, de portas fechadas. A Verdade era para poucos... O grande número ficava entregue aos desmandos da idolatria, do paganismo e das explorações de variada ordem." - Livro: Lei, Graça e Verdade
"Conclui Sanjaya: Assim ouvi esse maravilhoso Diálogo entre o Divino Krishna e o nobre Arjuna. E ao ouvi-lo, eriçavam-se-me os cabelos. Por mercê de Vyasa conheci este mistério do Yoga, revelado pela palavra do próprio Krishna, o Senhor do Yoga. Ó Rei, quanto mais recordo e me lembro deste maravilhoso e sagrado Diálogo entre Keshava e Arjuna, tanto mais me regozijo.
(Sanjaya - vitorioso; a Vyasa Dvaipayana são atribuídas a composição do Bhagavad Gitã e a a autoria do Mahabharata. Foi um grande Yogi, dotado de poderes sobrenaturais; Yoga significa União, não só no sentido de doutrina filosófica, como também na prática - o saber teórico sem a realização prática não tem valor; Yogi é aquele que realizou sua União consciente com a Alma Divina; Keshava - um dos nomes de Vishnu e de Krishna)" - Livro: Bhagavad Gitã
4.700 a.C.

Enoch

Encarnação do Princípio Sagrado
Ocultismo
"A Raiz do Profetismo está nos Vedas, pois foi lá que o foi buscar Enoch, o Grande Patriarca de antes do dilúvio, antes do desaparecimento da Atlântida. O que chamavam de poderes ocultos e transcendentais, nada mais era do que o Mediunismo ou culto das faculdades mediúnicas." - Livro: A Bíblia dos Espíritas
Não deixou corpo físico: "Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; porque antes da sua trasladação alcançou o testemunho de que agradava a Deus" - Hebreus 11, 5.

4.400 a.C.

Rama

Encarnação do Princípio Sagrado
Ramaiana - Relata a Grande Epopeia
Rama, no hinduísmo, é considerado um dos avatares do deus Vishnu. A ele é dedicado o poema sagrado Ramaiana, uma das mais respeitadas narrativas históricas (Itihasas) da cultura védica. É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante.
"O Senhor está na intimidade profunda de cada um, mas poucos sabem disso. Aqueles que disso vêm a ter conhecimento, e se esforçam para realizar a união, esses gozarão da Sua Eterna Glória."
"Aquele que procura a Verdade fora de si, certamente a encontrará nos fundamentos de tudo o que existe, mas aquele que a procura em si e com Ela se faz uno, esse é o verdadeiro sábio."
- Sabedoria Hinduísta
"Rama foi o fundador da Astrologia. Seja qual for o grau de influência do magnetismo cósmico sobre as criaturas, o certo, que temos obrigação de respeitar, é que todas as grandes verdades de caráter espiritualista, que foram transmitidas aos homens comuns, vieram por meio de alguns homens excepcionais. Neste caso temos, uma vez mais, o fenômeno mediúnico ou espírita a servir de alicerce. Rama fora arrebatado em espírito e instruído pelo seu Guia ou Gênio." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

Os Grandes Iniciados (Livro de Édouard Schuré)

Idade Antiga
3.300 a.C.

Apolo

Encarnação do Princípio Sagrado
"Apolo e Orfeu cantam o Amor, a Ciência e a Arte, como sendo as trilhas que à libertação interior conduzem." - Livro: Orações e Poesias Divinas
"O Apolo Hiperbóreo significa, pois, a descida do céu sobre a Terra, a encarnação da beleza espiritual no sangue e na carne, o fluxo da verdade transcendente pela inspiração e pela vidência." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

2.900 a.C.

Hermes Trismegisto

Encarnação do Princípio Sagrado
Ocultismo - Tábua de Esmeralda - Bíblia dos Egípcios
Hermes Trismegisto, "Hermes, o três vezes sábio" legislador egípcio e filósofo. Hermes foi o primeiro a proclamar o Divino Monismo ou a Ciência da Unidade. A Tábua de Esmeralda deu origem à Alquimia. Teve seus ensinamentos registrado através de trinta e seis livros sobre teologia e filosofia, além de seis sobre medicina, todos perdidos ou destruídos após invasões ao Egito, a literatura Hermética foi quase toda perdida. O estudo sobre sua filosofia é denominado hermetismo. Hermes foi inspiração para diversos pensadores da antiguidade como Sócrates, Platão e Aristóteles.
"O verdadeiro sábio é aquele que sabe ter Deus em si e tudo faz para com Ele se unir."
"O de dentro e o de fora, o de cima e o de baixo, tudo é um, porque só um é o Princípio."

"Hermes, foi o Grande Iniciado que mais conseguiu saber sobre a Divina Essência Criadora, Sustentadora e Destinadora de tudo e de todos." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"O verdadeiro criador do conceito ocultista de par com as felizes verdades que proclamou, também truncou o caminho a muitos, se é que dele partiram certas disposições doutrinárias. Vejamos alguns luminosos textos: "Isso não depende de nós. A Verdade não se dá. Ou nós a encontramos em nós mesmos, ou nunca a encontramos. Nós não podemos fazer de ti um adepto: é necessário que tu o consigas por ti mesmo." - Livro: O Pentecoste
"O livro grego, conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto, encerra certamente os restos alterados, mas infinitamente precisos, da antiga teogonia, que é como que o Fiat Lux de que Moisés e Orfeu receberam os primeiros raios. A Doutrina do Princípio-Fogo e do Verbo-Luz, encerrada na Visão de Hermes, é como o vértice e o centro da iniciação egípcia." - Livro: A Bíblia dos Espíritas
"Foram estudados Hermes Trismegisto e Pitágoras. Suas respectivas teologias brilharam celestialmente na palavra do verboso e lúcido expositor. Verdadeiramente, não haveria avalanches de falhas religiosas se todos os homens procurassem conhecer a torrente de verdades que aqueles dois Grandes Mestres derramaram sobre a Humanidade. Pena foi, sentenciou o expositor, que seus continuadores tenham posteriormente descambado para outros rumos, engendrando clerezias corruptoras, até mesmo adulterando os textos, colocando na boca dos Grandes Mestres aquilo que eles nunca disseram e, por outro lado, tirando aquilo que eles de fato ensinaram." - Livro: Lei, Graça e Verdade

Os Grandes Iniciados (Livro de Édouard Schuré)
2.800 a.C.

Lenda de Gilgamesh

A Epopeia de Gilgamesh é uma das lendas mais fantásticas dos povos sumérios e que mostram a riqueza de sua literatura. Possivelmente a obra literária mais antiga já produzida pelos seres humanos, ela é composta por doze cantos com cerca de 300 versos cada um. A lenda conta a história de Gilgamesh, rei sumério e fundador da cidade de Uruk que governou a região por volta do ano 2.800 a.C. Esta epopeia é conhecida graças à descoberta em 1.853, em ruínas da região mesopotâmica, onde hoje é o Iraque, por uma equipe de escavadores comandada por Hormuzd Rassam, que encontrou o palácio do rei assírio Asurbanipal, que reinou entre 668 e 627 a.C. Além das magníficas obras de arte talhadas em pedra, os escavadores encontraram fragmentos de tabletes e argila escrita em caracteres cuneiformes.
Tudo foi empacotado em caixas enviadas ao Museu Britânico, onde as armazenaram, mas não as classificaram até 1861, quando contrataram George Smith para lidar com elas. Cativado pelas antiguidades que chegavam de Nimrud e Nínive, ele havia passado anos apenas aprendendo a entender a escrita cuneiforme e a língua acadiana. Uma década depois, ele leu sobre um mundo afogado por uma enchente, um homem que construiu um barco e uma pomba solta em busca de terra. Era a história da Arca de Noé, mas não se tratava do Gênesis.
A trajetória de Gilgamesh o mostra como um grande conhecedor das coisas do mundo, inclusive de sua origem e de coisas existentes nas profundezas dos mares. Mas o rei Gilgamesh era despótico e dentre as várias obrigações que impunha a seu povo encontrava-se a construção de uma gigantesca muralha fortificada ao longo da cidade de Uruk. O povo amedrontado com o trabalho imensamente fatigante clamou pela ajuda da deusa Ishtar, que os ouviu e enviou Enkidu. Este, que era protegido da deusa e vivia nas florestas de cedros, deveria desafiar e vencer Gilgamesh em um duelo, matando-o em seguida. Ao chegar ao palácio do rei, iniciou o combate. Entretanto, não houve vitoriosos, sendo que Gilgamesh e Enkidu se tornaram amigos. A amizade os levou a diversas aventuras, destruindo monstros e harmonizando o mundo. Após seu reinado, Gilgamseh foi considerado o mais ilustre antecessor dos reis sumérios, tornando-se objeto de lendas e poemas e sendo venerado como deidade.
2.600 a.C.

Noé

Dilúvio de Água
"Noé avisou, como de Deus recebeu aviso, através dos Escalões Mensageiros, mas quantos quiseram ouvir?" - Boletim: O Fim da Ignorância...
"Não senhor, não teve nada de tantos bichos! Não senhor! Foram só as coisinhas domésticas! (...) E outra coisa filho... Outra coisa, lembrem bem, no extremo oriente nunca houve história de dilúvio, não foi universal, foi parcial. Separou da África aqui e separou da Europa lá no Atlântico Norte! Tá bem? A América é a Atlântida redescoberta! Lá no extremo oriente nunca houve Dilúvio de Água nenhum!" - Vídeo - 22m:47s
2.100 a.C.

Zoroastro

Encarnação do Princípio Sagrado
Zend Avesta - Bíblia dos Persas
"Uma só é a Verdade, e só com Ela triunfareis."
"Zoroastro foi o primeiro grande cultivador da Revelação, tendo estribado sua Doutrina sobre a diferença entre BEM e MAL e as vantagens do cultivo mediúnico sadio." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Satanás ou Lúcifer" – Bíblia. - Nas iniciações antigas o MAL era simbolizado como alguém que se tivesse revoltado contra a Lei de Deus; porque os Dez Mandamentos datam de mais de duzentos mil anos, tendo sido várias vezes retransmitidos. Vede, no capítulo quatorze de Isaías, que é uma parábola. Quem inventou essa alegoria, a de Satanás, foi o grande iniciado Zoroastro. E os clericalismos, para seus engodos, foram tomando tudo ao pé da letra, porque isso sempre constituiu uma grandiosa fonte de dinheiro e de obediência do povo." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

1.950 a.C.

Manu

Encarnação do Princípio Sagrado
Código de Manu - Primeiro Grande Codificador
"Continuou a falar Krishna: Já na mais remota antiguidade dei esta doutrina da União com o Eu Divino a Vivasvat. Ele a ensinou a Manu, e este a transmitiu a Ikshvâku, o fundador da dinastia solar. De Ikshvâku passou esta doutrina a outros, e era conhecida pelos Rishis; no decorrer dos tempos, entretanto, caiu em esquecimento o sentido espiritual, conservando-se apenas a letra. Tal é a sorte da Verdade entre os homens. A ti agora, que és Meu amigo dedicadíssimo quero de novo explicar esta doutrina, que é o mais profundo segredo e a mais velha Verdade. Disse Arjuna: Como devo compreender-te, ó Senhor, quando dizes que ensinaste a Vivasvat? Ele viveu no princípio do Tempo e tu naceste há poucos decênios.* Respondeu Krishna, o Verbo Divino: Muitos foram já os meus nascimentos, e muitas também foram os teus, ó Arjuna. Eu sou consciente deles todos, mas tu não o és.
* (Compara-se o Evangelho segundo João, cap. VII, vers. 57 e 58: "Disseram-lhe os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, vos digo que, antes que Abraão fosse feito, eu Sou".)
(Vivasvat é o Sol Espiritual ou a Mente Divina no princípio do Mundo; Manu se deriva da raiz sânscrita "man", pensar. Aqui se refere ao Filho do Sol e Pai da Raça atual; Rishis são os Reis Sábios ou Patriarcas)" - Livro: Bhagavad Gitã
"Manu fez uma sinopse deveras interessante, uma codificação valiosa, pois fez um extrato daquilo que havia de melhor sido revelado, até então. Seu espírito de síntese foi genial, como soem ser todos os codificadores. Atrás deles funcionam as Legiões do Senhor, o chamado Espírito da Verdade, e eles apresentam as linhas mestras, as chaves doutrinárias." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

1.900 a.C.

Melquisedeque

Encarnação de Jesus e sua esposa (encarnação da Maria Madalena)
Rei de Salém, Sacerdote do Deus Altíssimo
Melquisedeque conhecido como "rei da justiça" e "rei da paz" é um personagem bíblico do livro de Gênesis, sacerdote do Deus Altíssimo, que interagiu com Abraão quando este retornou vitorioso da batalha de Sidim. É descrito como o rei de Salém, a quem a história atribui-lhe características sobrehumanas, divinas. Alguém de enorme valor que instruiu os povos e lhes deu a civilização. Seu nome já foi usado nas denominadas "Índias", que se referiam à atual Etiópia, Índia e Himalaia. Nessas 3 culturas havia referências ao "Rei da Terra", que seria o próprio Melquisedeque.
"É muito importante conhecer o que fizeram estes missionários: Enoch, Melquisedec, Rama, Viasa Veda, Hermes, Orfeu, Zoroastro, Crisna, Moisés, Pitágoras, Jesus... Eles não puderam ensinar tudo quanto sabiam..." - Boletim: E Deus Faltaria com o Devido Aviso?
"João Batista foi reencarnação de Moisés ou Elias, e Jesus foi reencarnação de Melquisedeque, e ambos vieram juntos, e para dar testemunho do Princípio ou Deus; Sua Impoluta Justiça; Seus Divinos Dons distribuídos a Seus filhos; Seus Inderrogáveis 10 Mandamentos; e Seus Anjos, os Espíritos Mensageiros, entregadores de Ensinos e Graças do Deus." - Boletim: Qual a Diferença entre o Jesus da Verdade...
"Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou, a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Considerai pois quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos" - Hebreus, 7, 1 a 4.
1.810 a.C.

Hamurabi

Código de Hamurabi - Rei Babilônico
O Código de Hamurabi, representa o conjunto de leis escritas, sendo um dos exemplos mais bem preservados desse tipo de texto oriundo da Mesopotâmia. Acredita-se que foi escrito em 1.772 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1.901 na região da antiga Mesopotâmia, correspondente à cidade de Susa, no sudoeste do Irã. Os artigos do Código de Hamurábi descreviam casos que serviam como modelos a serem aplicados em questões semelhantes.
1.500 a.C.

O Grande Buda

Encarnação do Princípio Sagrado
Evangelho de Buda
O Grande Buda, resumindo os trinta e quatro menores ou anteriores, testifica que o saber bem, pensar bem, sentir bem e agir bem, faz atingir o Nirvana pela via mais curta e indispensável." - Livro: Orações e Poesias Divinas
Senda Óctupla - Oito Mandamentos
1 - Visão Correta; 2 - Intenção Correta; 3 - Fala Correta; 4 - Ação Correta; 5 - Viver Corretamente; 6 - Esforço Correto; 7 - Atenção Correta; 8 - Concentração Correta.
"No Budismo a Lei de DEUS data de mais de onze mil anos antes de Moisés e o seu espírito é o mesmo, que agora o transmitimos, sintetizado: (Citação aos Dez Mandamentos da Lei de Deus)." - Boletim: Carta ao Discípulo X
"Avançou pelo Budismo, fazendo referências a dezenas de Budas, que se sucederam no curso dos milênios, restaurando a Doutrina e avançando conforme as possibilidades do tempo. Tiveram sempre a Unidade Divina por base; a Lei por juiz; a Justiça por execução; o Amor e a Ciência como instrumento de libertação total; e a Revelação como órgão instrutivo. Tudo, porém, em caráter de ocultismo, para que as criaturas menos conscientes não fizessem mau uso do que merecia todo o respeito imaginável." - Livro: Lei, Graça e Verdade

1.420 a.C.

Crisna

Encarnação do Princípio Sagrado
Bhagavad Gita - Sublime Cântico da Imortalidade
Crisna é cultuado em toda a Índia como a Suprema Personalidade de Deus ou Deus encarnado. De acordo com o Bhagavata Purana, Crisna foi concebido por meio da "inseminação mediúnica" no ventre de sua mãe, "Aquela será a mãe de todos nós, porquanto dela nascerá o espírito que nos deve regenerar" – Profecia sobre Devaki, a mãe de Crisna, que o receberia em seu seio.
O Bhagavad Gita é a essência do conhecimento védico, é parte da antiga epopeia hindu, intitulada Mahabharata. Relata a luta que o princípe Arjuna (representa o homem em evolução) trava em seu íntimo entre o Bem e o Mal, entre as forças superiores e inferiores. Crisna lhe explica a verdadeira natureza humana e sua relação com Deus, é o Verbo de Deus, o Logos ou o Cristo em nós, em nosso íntimo. Os conselhos de Crisna auxiliam Arjuna no momento que os dois estão entre os dois exércitos prestes a iniciarem uma batalha. Crisna instrui o jovem guerreiro, procurando acabar com sua inquietude e perplexidade em que se encontra na iminência de uma luta contra seus próprios parentes, a batalha ocorre em seu íntimo e os generais, seus parentes, são: Bolso, Estômago, Sexo, Orgulho, Egoísmo e Vaidade.
"Todas as vidas ou existências, todo trabalho e todo sofrimento, é para que possais voltar a Mim, o Senhor Único, a Origem e a Finalidade."
"Eu Sou o Pai do Universo e igualmente a mãe; Eu Sou a Origem e o Conservador de tudo. Eu Sou o objeto do verdadeiro conhecimento; Eu Sou a palavra mística AUM; Eu Sou o Rig, Salma e Yajus-Veda. Eu Sou o Caminho, o Criador e o Sustentador, o Juiz e a Testemunha, o Abrigo e a Morada, o Amigo, o Princípio e o Fim, a Criação e a Destruição, o Espaço e o Conteúdo, o Semeador e a Semente Eterna que dá Frutos perpetuamente. Eu produzo o calor e a luz do Sol; Eu mando e retenho a chuva; Eu Sou a Morte a Imortalidade; e, não obstante, Sou Um e sempre o mesmo."
"Escuta este mistério. Eu Sou superior a nascimento; Sou inato e eterno, Sou o Senhor de todas as criaturas, pois tudo emana de Mim; mas também nasço, gerado por Meu próprio Poder. Sempre que o mundo declina em virtude e justiça; sempre que imperam o vício e a injustiça, venho Eu, o Senhor, e apareço no Meu mundo em forma visível, nascendo e vivendo como homem entre homens. A Minha influência e Doutrina destroem o mal e a injustiça, e restabelecem a virtude e a justiça. Muitas vezes, já apareci assim, e muitas vezes aparecerei ainda."
"Aprende também brevemente de Meus lábios, ó filho de Kunti, como quem conquistou esta meta, chega à unificação com Deus, que é a etapa suprema da realização."
"Finalmente, banindo de si o egoísmo, a resistência, o orgulho, o desejo, o rancor e o senso de posse, alcançará ele aquela paz que o capacitará a unificar-se com Deus. Unificando-se com Deus, ele é sereno; nada mais o entristece, nem ele deseja; ama por igual todos os seres, e Me ama intensamente. Com este amor intenso, ele sabe claramente, com esse mesmo amor, ele penetra então em Mim. Realize ele todas as ações refugiado em Mim, e não apenas o seu dever próprio, e por Minha Graça alcançará a perfeição, eterna e imutável. Dedica tu, em pensamento, todas as tuas ações em Mim, e perseverando nesta atitude, estarás sempre com tua mente fixa em Mim. Com tua mente fixa em Mim, com Minha Graça vencerás todos os obstáculos." - Livro: Bhavagad Gita
"Escutai pois, diz Crisna, um enorme e profundíssimo segredo, o mistério soberano, sublime e puro. Para se chegar à perfeição é mister conquistar a Ciência da Unidade, que está acima da Sabedoria; é mister elevarmo-nos até ao Ser Divino, que está acima da alma, mais alto mesmo que a inteligência. Ora, o Ser Divino, o Amigo Sublime, existe em nós próprios, está dentro de cada um de nós. Porque Deus reside no interior de cada homem, mas poucos sabem encontrá-Lo." - Livro: A Bíblia dos Espíritas
"Crisna deixou ensinos eternos, perfeitos e imutáveis, por palavras e demonstrações pessoais, em virtude das faculdades ou poderes de que dispunha, como Verbo Divino ou representante de Deus, do PRINCÍPIO ÚNICO. O livro BAGAVAD GITA, ou SUBLIME CÂNTICO DA IMORTALIDADE, ou o LIVRO DAS SETE INTERPRETAÇÕES, deveria ser lido por quantos pretendem, de direito e de fato, falar com autoridade, quando falam de Deus, do Espírito e da Matéria, da Imortalidade, Responsabilidade, Evolução Gradativa e Sagrada Finalidade do Espírito. Einstein e Chardin, e muitos outros verdadeiros sábios, têm feito dessa Bíblia da Índia, o livro de cabeceira, o roteiro de buscas científicas." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas

Os Grandes Iniciados (Livro de Édouard Schuré)
Bhagavad Gita - A Mensagem do Mestre (Livro de Francisco Valdomiro Lorenz)
1.370 a.C.

Nefertiti e Akhenaton

Nefertiti encarnação da Mãe Maria
Monoteísmo
Nefertiti foi rainha da XVIII dinastia do antigo Egito, esposa do faraó Amenhotep IV, mais conhecido como Akhenaton. Tornaram-se conhecidos pela revolução religiosa, na qual se passou a adorar apenas um deus, Áton, ou o disco solar. Ao implantar um novo conceito doutrinário alteraram as formas de religião dentro Egito, abandonando o politeísmo para implantação do monoteísmo. O busto de Nefertiti está exposto no Museu Neues, em Berlim.

1.300 a.C.

Orfeu

Encarnação do Princípio Sagrado
Sabedoria Órfica
"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses."
Orfeu é o fundador dos chamados Mistérios Órficos e da composição dos Hinos Órficos, assim como lhe é atribuído o Dom da medicina. Os gregos da era clássica veneravam Orfeu como o maior de todos os poetas e músicos; dizia-se que, enquanto Hermes inventou a lira, Orfeu a aperfeiçoou. Poetas como Simônides de Ceos disseram que a música e o canto de Orfeu podiam encantar os pássaros, peixes e feras, persuadir as árvores e as rochas a dançar e desviar o curso dos rios.
Nos séculos V e IV a.C., existia uma coleção de poemas hexamétricos conhecida como Órfica, que eram a autoridade aceita por aqueles que seguiam o modo de vida órfico, e foram por eles atribuídos ao próprio Orfeu. Platão várias vezes cita versos dessa coleção; ele se refere na "A República" a uma "massa de livros de Museu e Orfeu", e nas Leis aos hinos de Tâmiris e Orfeu, enquanto no Íon ele agrupa Orfeu com Museu e Homero como a fonte de inspiração de poetas épicos e elocucionistas.
"Chamava-se agora Orfeu, que significa – Aquele que cura pela luz – G. I. - Sempre as mesmas bases iniciáticas, sempre os Emissários do Senhor, sempre o encaminhamento aos Sagrados Páramos da Essência Divina. Orfeu foi, na Grécia, o assessor do Cristo."
"O canto místico da sacerdotisa de Delfos aludia a um dos numerosos segredos guardados pelos sacerdotes de Apolo, e que eram ignorados pela multidão. Orfeu foi o gênio vivificador da Grécia sagrada, o despertador da alma divina, cuja lira de sete cordas, cada uma das quais correspondia a uma feição da alma humana e continha a lei de uma ciência e de uma arte, abraçava o universo." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

Os Grandes Iniciados (Livro de Édouard Schuré)

1.270 a.C.

Thermutis e Itamar (rabino judeu)

Encarnação da Mãe Maria e Bezerra de Menezes
Pais de Moisés
"Só que tem uma coisa, quando Eu fui Moisés, Eu tive pai e mãe, não fui filho da cestinha, né? Dá pra entender? Não, não jogaram no rio, puseram numa cestinha, se jogasse no rio Eu morria afogado! Eu fui filho da Nefertiti (da Thermutis)! A casa faraônica iria deixar uma princesa egípcia casar com um judeu escravo?... Ele era rabino... Mas esse judeu que foi o meu pai, o amor da princesa, ele veio a ser mais tarde um grande Profeta hebreu! (...) E reencarnou no Brasil, Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante!" - Vídeo - 21m:13s

1.250 a.C.

Moisés

Encarnação do Princípio Sagrado e sua esposa Zípora ou Séfora (encarnação da Maria Madalena)
"Moisés foi o Profeta-Concatenador, ou Codificador do tempo, a fim de preparar ao Senhor Planetário o ambiente propício. A concatenação ou codificação de Moisés foi de sentido Védico-Hermético. O Védico-Hermetismo ensinava assim que o Um, ou Deus, também em leis regentes como ÚNICA LEI começava, desdobrando-se a seguir em infinitas leis ou leis menores." - Livro: A Bíblia dos Espíritas
"De Moisés, falou o expositor, nenhuma palavra direta existe; os Livros foram queimados, assim como perseguidos e mortos os Profetas, ao tempo de Saul. E a restauração, ordenada por Esdra, foi feita sobre lendas e contos do povo, havendo homens que de memória relataram algumas verdades. Quanto ao mais, símbolos e parábolas foram tomados ao pé da letra, caindo os grandes ensinos em tremendas falhas e contradições repelentes.
Salientou, entretanto, quatro feitos grandiosos na vida de Moisés, sem contar os muitos outros de menor significação:
O de "Trasladar o Povo de Israel para o local devido, da maneira que melhor pôde, contando com os recursos mediúnicos de que dispunha, assim como Deus lhe permitiu".
O de "Uma vez mais transmitir a Lei que fora diversas vezes transmitida, no curso dos tempos aos povos".
O de "Profetizar sobre a vinda de Cristo, fazendo ciente o Povo de que não estavam completas as Escrituras".
O de "Lavrar o primeiro batismo coletivo de Espírito Santo, ensejando a setenta homens escolhidos entrarem para o cultivo da Revelação, a fim de o auxiliarem a guiar o Povo".
Pouco mais falou fazendo referência aos feitos de Moisés. Se os homens menos conscientes fizeram de seus livros fogueira e do seu primeiro batismo de Espírito Santo obra de corrupção, nenhuma culpa lhe coube. Também com o Cristo, mais tarde, fariam a mesma coisa: o Novo Testamento era queimado pela Inquisição e com ele seu dono; o Seu batismo de Espírito Santo, para toda a carne, também foi perseguido e banido por Roma, no quarto século, quando ali fundaram o catolicismo Romano." - Livro: Lei, Graça e Verdade

Os Dez Mandamentos da Lei de Deus
"Na cadeia do Sinai, precisamente no Monte Horebe, havia furnas cavadas, para o retiro de iniciados; foi ali que Moisés teve colóquios com anjos, espíritos ou almas, recebendo a Lei e muitas outras informações." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"Os três sentidos da Lei de Deus – Moral, Amor e Revelação. A Moral harmoniza e dignifica, o Amor sublima e diviniza e a Revelação adverte, ilustra e consola. A Lei de Deus é Cósmica, é Universal, é Eterna e Imutável. Nunca deixarão de existir os três sentidos da Lei, enquanto houver a chamada Criação. A Lei é a Trilha dos Cristos e a Matriz dos Livros Sagrados." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

Primeiro Batismo de Dons Mediúnicos
"Quem dera que o Senhor desse o Seu Espírito Santo e que toda a carne profetizasse" – Números, 11, 29.
"Moisés procurou transmitir a Revelação para todo o povo, e houve por seu intermédio o primeiro batismo coletivo de Espírito Santo, na pessoa daqueles setenta escolhidos." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

Igreja dos Setenta - Corrupção Doutrinária
"Moisés já havia desejado para toda a carne ou povo o batismo de Revelação, tendo levado a termo o primeiro batismo de Revelação, que o clericalismo levita perseguiu e esfolou como melhor pôde." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"Que o clero levita tudo corrompeu, perseguiu, ou foi pelos séculos afora matando Profetas e perseguindo a Revelação..." - Livreto: Manual Divinista

Início do Candomblé - "Através do africano Moisés, Deus entregou a Lei de Deus, o Código de Moral Inderrogável, e o Primeiro Batismo de Dons Mediúnicos, como devem ler no Livro de Números, capítulo 11. Deus fez Moisés entregar a Igreja dos Setenta Médiuns, para jamais faltar a Consoladora Revelação, ou dos intercâmbios entre encarnados e desencarnados.
Como os rabinos ou padres, ou vendedores de engodos ou formalismos enganadores, atraiçoaram Deus e Moisés, através dos africanos Profetas ou Médiuns, Deus prometeu a vinda de outro africano, Jesus, que seria Ungido Verbo Modelo de Comportamento, e o entregador do SEGUNDO BATISMO DE DONS MEDIÚNICOS.
De fato, vindo o africano Jesus, PASSOU A VIDA PÚBLICA PRATICANDO O MAIS BRANCO DOS MEDIUNISMOS, e, como muito bem ensina o Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulos 1, 2, 3, 4, 7, 10 e 19, ENTREGOU O SEGUNDO BATISMO DE DONS MEDIÚNICOS, para jamais faltarem contatos entre encarnados e desencarnados." - Boletim: O Candomblé, Mediunismo - Igual a Magia Branca ou Negra

Pessach - do hebraico, significa passagem, festa da libertação dos hebreus da escravidão para a liberdade, comemorada desde o ano 1.280 a.C. A Páscoa era dividida em duas festas. Uma era agrícola Festa do pão sem fermento, a outra era pastoral, Festa do Cordeiro Pascoal.
Torá - instrução, lei ou apontamento, chamada como Pentateuco, um rolo de pergaminho no qual foram escritos em hieróglifos (referem-se aos caracteres usados na escrita egipcia), os cinco primeiros Livros da Bíblia, ditados por Moisés: Bereshit (Gênesis); Shemot (Êxodo); Vayikrá (Levítico); Bamidbar (Números); Devarim (Deuteronômio).

Os Grandes Iniciados (Livro de Édouard Schuré)
1.050 a.C.

Samuel

Encarnação de João Evangelista
Comunidade dos Nazireus
Escola de Profetas de Israel, posteriormente chamada de Comunidade dos Essênios
"Moisés procurou transmitir a Revelação para todo o povo, e houve por seu intermédio o primeiro batismo coletivo de Espírito Santo, na pessoa daqueles setenta escolhidos. E por ter havido nova queda, após a morte de Moisés, foi Samuel, o grande vidente e auditivo, como a Bíblia o afirma, encarregado pelo Senhor de fazer a restauração da Ordem dos Nazireus." - Livro: A Bíblia dos Espíritas
"Samuel, que mais tarde fora Daniel e João Evangelista, e mais tarde Antonio de Pádua e Giordano Bruno, foi quem reorganizou a Ordem Essênia ou dos Nazireus, pois com a morte de Moisés tudo se havia corrompido." – Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas

1.000 a.C.

Pitonisa de Endor

Encarnação da Mãe Maria
A maior mulher Vidente do Mundo
Pitonisa, Profeta, Vidente ou Médium, moradora do vilarejo de Endor no Vale de Jizreel (entre a colina de Moré e o Monte Tabor), consultada pelo rei Saul quando este deseja comunicar-se com o espírito de Samuel antes de combater contra os filisteus.
"Veja só querida mãe... Porque Eu chamo ela de mãe, porque foi minha mãe quando Eu fui Moisés, depois foi a célebre Pitonisa de Endor, a mais famosa Vidente mulher do Mundo, da história do Mundo foi a Mãe Maria quando foi a Pitonisa de Endor!" - Áudio
850 a.C.

Elias

Encarnação do Princípio Sagrado
Representa os Profetas - O maior Profeta da História da Humanidade
O Livro dos Reis narra que Elias defendeu o culto de Javé contra a veneração do deus canaanita Baal (que era considerado um culto idólatra); Deus através dele ressuscitou os mortos, fez chover fogo dos céus, e foi levado por um redemoinho (acompanhado por uma carruagem e cavalos em chamas, ou cavalgando-os. O retorno de Elias foi profetizado, pelo Profeta, Vidente ou Médium Malaquias, em seu capítulo 4: "Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; e Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, para suceder que eu não venha, e fira a Terra com maldição".
Não deixou corpo: "E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes" - II Reis 2, 11 e 12.

800 a.C.

Profeta Joel

Profecia da Eclosão Mediúnica - Joel, 2, 28
"Derramarei o Meu Espírito Santo sobre toda a carne, e vossos filhos e filhas profetizarão, vossos velhos terão sonhos e vossos jovens terão visões."
"Aquilo que está no capítulo dois, do Profeta Joel, também está mais umas dezoito vezes em outros textos do Velho Testamento. O Consolador ou Espírito Santo, ou de Profecia, seria generalizado através do Cristo Planetário, quando viesse. E foi o que Jesus fez, para tirar a orfandade do meio das gentes, uma vez que a Revelação consoladora só era praticada dentro dos Cenáculos Iniciáticos." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

780 a.C.

Eliseu

Encarnação de João Evangelista
Expoente da Doutrina do Caminho
Eliseu foi discípulo de Elias e após a saida deste da carne, quando entregou-lhe sua capa, deu continuidade a Doutrina do Caminho, tendo feito muitos prodígios relatados no Segundo Livro de Reis.
"Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa dura pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará" - II Reis 2, 9 e 10.

765 a.C.

Profeta Isaías

Profecia da Divina Civilização - Isaías, capítulo 11
"Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor." - [O tronco é Moisés e não Jessé como posteriormente foi adulterado na Bíblia, sendo o broto novo Jesus]
"Isaías foi um grande vidente e auditivo; viu e ouviu, por essas mediunidades, coisas sobre a sua época e a sua gente, tendo ouvido e visto, também para a posteridade. Não é com idolatrias e fanatismos religiosistas que se consegue tamanha capacidade em dons espirituais ou mediunidades; é com o máximo de respeito à Lei de Deus." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

753 a.C.

Numa Pompílio

Encarnação de Jesus
Reformador Político e Religioso de Roma
Numa Pompílio foi um sabino escolhido como segundo rei de Roma. Sábio e grande iniciado, dedicou-se a elaboração das primeiras leis de Roma, assim como dos primeiros ofícios religiosos da cidade. A estas reformas corresponde também um período de prosperidade e de paz que permitiu Roma crescer e se reforçar. A ele também é creditada uma reforma no calendário, baseado nos ciclos lunares, que passou de dez a doze meses (355 dias), com o acréscimo de janeiro, dedicado a Jano, e fevereiro, que foram colocados no fim do ano, depois de dezembro (o ano iniciava em março).
"Numa Pompílio mereceu-lhe palavras de acentuado respeito. Fora um dos primeiros imperadores romanos, iniciado nas ciências esotéricas, homem sábio e prudente, cujos exemplos logo mais foram sufocados pelos imperadores seguintes, que a tudo corromperam, nunca mais dando Roma fruto algum digno da Verdade, pois o imperalismo sanguinário e a corrupção da Igreja Viva de Jesus Cristo foram seus últimos relatos danosos, que ainda perduram, não permitindo à Humanidade o conhecimento da Verdade." - Livro: Lei, Graça e Verdade

606 a.C.

Profeta Daniel

Encarnação de João Evangelista
A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia no Livro de Daniel. Segundo a narrativa, Daniel foi um jovem príncipe judeu levado como prisioneiro de guerra pelas tropas do Império Babilônico, em meio à Rebelião para Independência de Judá. Ao fim do conflito, de acordo com a tradição rabínica, Daniel e outros príncipes judeus foram castrados por ordens do rei babilônico, com o objetivo de desencorajar lideranças e frustrar o sentimento de independência em meio ao povo dominado. Através da mediunidade interpretou sonhos e visões do rei Nabucodonosor II e seus sucessores com lealdade e competência, tornando-se uma figura proeminente na corte da Babilônia.
"E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo povo da terra" - ["A Palavra de Deus é a Revelação" - Anotação do Sr. Osvaldo Polidoro em Sua Bíblia, no capítulo 9, de Daniel, com esse texto acima sublinhado].
604 a.C.

Lao-Tsé

Encarnação do Princípio Sagrado
Filosófo, astrólogo e escritor - Tao Te Ching
Filósofo, escritor e astrólogo, nascido no norte da China. É personagem-chave na cultura chinesa, conhecido por ser autor do livro Tao Te Ching, que deu origem ao taoismo. O Tao Te Ching é um dos tratados mais importantes da cosmogonia chinesa, chamado Livro da razão suprema, a bíblia taoísta. Sua doutrina expõe a existência de Um Princípio Supremo, o Tao, que rege o universo. Todas as coisas têm origem no Tao, obedecem ao Tao e finalmente retornam ao Tao, ao Absoluto. Depois de ter escrito seu livro, Lao Tsé partiu e ninguém mais sabe o que foi feito dele.
590 a.C.

Profeta Ezequiel

Encarnação do Princípio Sagrado
Responsabilidade Individual - Capítulo 18 de Ezequiel
"Que tendes vós, vós que dizeis está parábola da terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?"
"Tudo estava desviado da Lei, tudo pecaminoso, e Deus enviou o Profeta Ezequiel, que em um só capítulo transmitido, o 18, bastaria para consertar tudo, para todos os tempos. Mas, quem ouviu ou está ouvindo? E que dizer das imundícias do findar do segundo milênio?" - Boletim: Dos Erros dos Padres às Abominações do Século Vinte
"E porei em vós o meu Espírito (Santo), e vivereis e vos meterei na vossa terra, e sabereis que eu, o Senhor, falei isto, e o fiz, diz o Senhor" - ["O Povo de Israel não só não recebeu o batismo de espírito (santo), como até mesmo crucificou o batizador, que foi Jesus" - Anotação do Sr. Osvaldo Polidoro em Sua Bíblia, no capítulo 37, de Ezequiel, com esse texto acima sublinhado].
570 a.C.

Pitágoras de Samos

Encarnação do Princípio Sagrado
Filósofo, matemático e terceiro Grande Concatenador
Nasceu na ilha de Samos e viajou para o Egito e Grécia, em 520 a.C. voltou à Samos. Cerca de 530 a.C., mudou-se para Crotona, na Magna Grécia.
"Do Um tudo parte, no Um tudo movimenta e no Um tudo atinge a finalidade."
"Tu verás que os males que devoram os homens, são o fruto da sua escolha; e que os infelizes procuram longe deles, o bem cuja fonte têm em si mesmos".

"Pitágoras, fazendo experiências com sua esposa, a médium Teocleia, vidente, psicômetra e desdobrante, fez os maiores estudos sobre a evolução do espírito, afirmando que ele gasta, em média, trezentos milhôes de anos, atravessando as espécies inferiores, antes de atingir a espécie humana." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Foi no Egito, portanto, que Pitágoras adquiriu essa vista de alto que permite aperceber as esferas da vida e as ciências numa ordem concêntrica; compreender a involução do espírito na matéria pela criação universal; e a sua evolução, ou ascensão para a Unidade, por essa criação individual que se chama o desenvolvimento de uma consciência."
"Conforme as almas que reveste, conforme os mundos que envolve, esse fluido transforma-se, afina-se ou condensa-se" – G. I. (...) Pitágoras foi grande na observação de tais leis e fatos, naqueles dias recuados, longe da desintegração atômica, que prova as marchas de ida e volta da matéria, desses fenômenos de integração e desintegração que são comuns e contínuos na Ordem Cósmica."
"Quem quer que saiba ler e procure confrontar, encontrará, no Evangelho de João Evangelista e no Apocalipse, fortíssimos traços pitagóricos. É que Pitágoras fora o terceiro Grande Concatenador da História das Revelações. E como as Escolas Iniciáticas tinham uma mesma Chave da Verdade, porque sabiam perfeitamente que a parte de Deus é Eterna, Perfeita e Imutável, também o Essenismo assim professava, daí derivando as parecenças doutrinárias ou fundamentais." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

Os Grandes Iniciados (Livro de Édouard Schuré)
563 a.C.

Sidarta Gautama

Encarnação de Gandhi
Um dos 35 Budas da antiguidade
Sidarta Gautama, também conhecido como Sakyamuni (sábio do clã dos Shakyas), foi um príncipe de uma região no sul do Nepal que, tendo renunciado ao trono, se dedicou à busca da erradicação das causas do sofrimento humano e de todos os seres, e desta forma encontrou um caminho até ao "despertar" ou "iluminação".
"Lembro esta necessidade em virtude de minha formação espiritual búdica; quero acentuar a minha repulsa a um dos axiomas da filosofia búdica, pois o seu radical abstracionismo, propulsor do mais acendrado abstencionismo, constitui erro clamoroso. Ninguém surtiu de Deus, da Divina Essência, como individualidade e comportando valores divinos em potencial, com a sagrada obrigação de fazê-los ter manifestação patente, e, ao mesmo tempo, numa flagrante manifestação de contradição, com o direito de sepultá-los, de renegá-los. Este conceito da filosofia budista é terrivelmente clamoroso, é aberrante, pois a Lei determina que haja, da parte do indivíduo, todo o esforço a bem do máximo desabrochamento." - Livro: O Mensageiro de Kassapa
"O Budismo, que não surgiu com o Sidarta Buda, mas tem origem nos anteriores trinta e quatro Budas, cuja linhagem se perde nos milênios. No Sidarta Buda sintetizaram a Doutrina Búdica, e O SANTO EVANGELHO DE BUDA é o livro que pode e deve ser lido, por parte de quem queira conhecer o Budismo." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Realmente, - acrescentou o discípulo, - há um ensino búdico a esse respeito. Diz ele que o Amor e a Ciência são fatores básicos do Universo, e que o espírito, enquanto não os realizar em si, ficará sujeito à lei das reencarnações dolorosas. Isso prova, portanto, que é melhor procurar realizar em nós mesmos o Amor e a Ciência, do que viver cantando loas à dor, seja por covardia moral, seja por atribuir a Deus erros e falhas que Ele não poderia jamais ter. O menino vagabundo, que recebe castigo pelo fato de não executar suas obrigações, não tem o direito de confundir a punição recebida com a execução da obra que ainda está por ser feita. A punição lembra o dever, mas não é a execução. Cumpre a todos jamais cair em tal estado de confusão." - Livro: Lei, Graça e Verdade
"Buda é respeitado no mundo por possuir cinco virtudes: uma conduta superior, um ponto de vista superior, uma perfeita sabedoria, uma habilidade superior de prática e o poder de levar os homens a praticarem seus ensinamentos. Além disso, outras oito virtudes capacitam Buda a conceder graças e felicidades aos homens: trazer benefícios imediatos ao mundo, através da prática de Seu ensinamento: discernir corretamente o bem do mal, o certo do errado, ensinar o caminho certo e levar os homens à iluminação, guiar os homens, de uma mesma maneira, evitar o orgulho e a ostentação, fazer e dizer aquilo a que se propôs e, assim fazendo, cumprir os votos de seu coração compassivo."
"Levados por sua ignorância, os homens estão sempre formulando pensamentos errados, estão sempre emitindo falsas opiniões e, apegando-se ao seu ego, agem erradamente. Consequentemente, eles se entranham cada vez mais no mar das desilusões." - Livro: A Doutrina de Buda

A Doutrina de Buda (Livro)
470 a.C.

Sócrates

Filósofo grego
Filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, considerado como um dos maiores, tanto da filosofía ocidental como universal. Sócrates foi iniciado órfico e não deixou obra escrita, achava mais eficiente o intercâmbio direto das ideias, mediante perguntas e respostas. Condenado à morte por envenenamento, em sentença proferida por Meleto: "...Sócrates é culpado do crime de não reconhecer os deuses reconhecidos pelo Estado e de introduzir divindades novas; ele é ainda culpado de corromper a juventude. Castigo pedido: a morte". Antes de beber a cicuta, aos 70 anos, disse diante dos amigos: "Críton, somos devedores de um galo a Asclépio; pois bem, pagai a minha dívida. Não se esqueça!"
Frases: "Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância."
"Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão equivocados."

"Mas, não tenhamos dúvida por isso, o homem fatalmente caminhará, na sua senda de eterna evolução; e quando se encontrar em um posto mais avançado, também estará despojado do orgulho que era antes a causa da sua morosidade em busca do absoluto, reavivando-lhe na memória as palavras sensatas de Sócrates, quando era tido pelo mais sábio dos gregos pelo Oráculo de Delfos: 'Só sei uma coisa e é que nada sei'." - Livro: Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo?

445 a.C.

Malaquias

Profecia do Retorno de Elias - Malaquias, 4
"Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a qual são os estatutos e juízos. Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; e converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição." - ["João Batista, o Precursor" - Anotação do Sr. Osvaldo Polidoro, em Sua Bíblia, no capítulo 4 de Malaquias, com esse trecho acima sublinhado].
O Antigo Testamento termina no Livro de Malaquias e o Sr. Osvaldo Polidoro também anotou os seguintes dizeres em Sua Bíblia: "Atenção!!! Ao entrar no Evangelho, faça-se honra aos Grandes Reveladores da antiguidade - os Budas, os Vedas, Rama, Hermes, Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, etc. Convém colocar Crisna em alto posto, como expoente do Divino Monismo".
"O Velho Testamento contém quatro verdades fundamentais:
1 – A Lei de Deus, que é inderrogável.
2 – A vinda de Elias, como Precursor do Cristo.
3 – O derrame de espírito (santo) sobre toda a carne.
4 – A vinda do Cristo, que viria cumprir a promessa de Deus, o derrame ou batismo de espírito (santo).
Textos comprovantes do Batismo de espírito (santo):
Joel - cap. 2.
João - caps. 14, 15, 16.
Atos - caps. 1 , 2 , 10, 11 , 19.
I Ep. Coríntios - caps. 12, 13, 14.
I Ep. João - cap. 4.
Apocalipse - cap. 2."

"Como estava prometido em Malaquias, 4, 4 a 6, Elias viria na frente, para dizer ao povo sobre a tarefa do Verbo Exemplar; e João Batista avisou que o Verbo cumpriria a Promessa do Derrame de Dons, que ficaria tirando a orfandade da Humanidade, jamais afirmando que Ele batizaria em Pedro." - Livreto: Como Desabrochar o Deus Interno?
"Quando foi hora de ter cumprimento aquela profecia contida em Malaquias, 4, 4 a 6, isso teve cumprimento, com a vinda de João Batista." - Boletim: Acima de Palpites Esfarrapados e Exploradores da Ignorância

428 a.C.

Platão

Encarnação do Princípio Sagrado
Filósofo e matemático - Academia de Atenas
Filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. É amplamente considerado a figura central na história grega antiga e da filosofia. Foi inovador do diálogo escrito e das formas dialéticas da filosofia. Platão também foi fundador da filosofia política ocidental. Sua mais famosa contribuição leva seu nome, platonismo (também ambiguamente chamado de realismo platônico ou idealismo platônico), a doutrina das Formas conhecidas pela razão pura para fornecer uma solução realista para problemas universais.
"Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado."
"Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo."
"Uma vida não questionada não merece ser vivida."

"Prosseguindo, o instrutor salientou Platão, em cujas obras, por não lhe ser permitido falar abertamente, estão contidas observações iniciáticas superficiais. Mas, afirmou, lembra o fato de a ninguém ser ensinado ou revelado mais do que a sua capacidade o permitisse. Sócrates e Platão foram iniciados órficos; e da Verdade falaram apenas o que lhes permitia o sigilo esotérico." - Livro: Lei, Graça e Verdade

Os Grandes Iniciados (Livro de Édouard Schuré)
270 a.C.

Apolônio de Tiana

Encarnação do Princípio Sagrado
Filósofo e professor
Filósofo pitagórico e professor de origem grega. Seus ensinamentos influenciaram o pensamento científico por séculos após seu desencarne. Sobre Pitágoras escreveu: "Por mim discerni uma certa sublimidade na disciplina de Pitágoras, e como uma certa sabedoria secreta capacitou-o a saber, não apenas quem ele era a si mesmo, mas também o que ele tinha sido; (...) e que ele foi o primeiro da humanidade a conter a sua própria língua, inventando uma disciplina de silêncio descrito na frase proverbial, 'Um boi senta-se sobre ela'. Eu também vi que o seu sistema filosófico era em outros aspectos oracular e verdadeiro. Então corri a abraçar os seus sábios ensinamentos". A principal fonte sobre a sua biografia é a "Vida de Apolônio", de Flávio Filóstrato. Devido a algumas semelhanças de sua biografia com a de Jesus, Apolônio foi, nos séculos seguintes, atacado pelos padres da Igreja Católica, sendo considerado um impostor e até um personagem satânico. Embora tenha sido exaltado e comparando aos grandes Iniciadores do passado, como Moisés e Zoroastro.
"E o Céu vinha em seu apoio, porque o seu coração era simples e a sua vontade era servir. Assim sendo, a quarta lição versou em torno de Orfeu, o fundador do esoterismo grego, que tantos vultos fizera surgir, como Sócrates, Platão e muitos outros, culminando na figura extraordinária de Apolônio de Tiana, cujos exemplos de caráter e poderes mediúnicos tanta Luz Divina fizera verter sobre miríades de criaturas."
"O expositor chamou a atenção dos discípulos para este escrito de Apolônio: "Aproximei-me dos confins da morte, e tendo atingido o limiar de Prosérpina, regressei, tendo sido levado através de todos os elementos". Em seguida, Apolônio relata como ficou maravilhado pela iniciação feita, tendo visto, na viagem astral, as baixas regiões do espaço, onde as almas vivem conforme os graus evolutivos e os merecimentos alcançados." - Livro: Lei, Graça e Verdade
150 a.C.

Essênios

Escola de Profetas de Israel
Em 1.955, na zona árida e quente de Qumran, próximo ao Mar Morto, foram encontrados em cavernas jarros que continham documentos, revelações, leis, usos e costumes da comunidade dos essênios, conhecidos como os Manuscritos do Mar Morto.
"Antes de Jesus Cristo, a Revelação estava enclausurada nos Cenáculos Iniciáticos, nas Escolas Esotéricas. O essenismo era a Escola de Profetas de Israel, a Ordem dos Nazireus, a mais profunda em lastro histórico, pois derivava diretamente do Vedismo Iniciático, onde a fora buscar Enoch, o Patriarca antediluviano." - Livro: A Bíblia dos Espíritas
"O que nós sabemos desta seita" – Atos, cap. 28. - A seita, como diziam, era a dos NAZIREUS, e não dos NAZARENOS, como fizeram questão de adulterar os adulteradores de textos. Seita dos Nazireus era o profetismo hebreu, que começou com o Patriarca Enoch, trazendo do Extremo Oriente o Vedismo Iniciático, radicando-o em forma esotérica nas terras do Médio Oriente, muito antes do dilúvio parcial. Samuel foi, após, o seu reorganizador." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"Sim, – anuiu o Mensageiro, - eles foram sempre partidários da iluminação interior! Não davam importância aos engodos da idolatria, condenavam os salamaleques rituais, reprovavam tudo quanto era postiço. Entretanto, bem o sabemos, o clero levita, organizado à base de formalismos e de comércio, deu-lhes sempre muitas e várias preocupações, inclusive martírios e mortes! Ao tempo em que viveu o Portador da Graça, apenas restavam dos Profetas poucos Cenáculos, nas fronteiras do Egito e beirando o Mar Morto. Realmente, como temos aqui aprendido, a Escola Essênia tinha dois pontos fundamentais de ordem religiosa: o AMOR e a CIÊNCIA, empregando a Revelação como instrumento de pesquisas espirituais."
"Fez entender que Enoque, o Maior Patriarca dos povos hebreus primitivos, tendo viajado pela Índia a mando espiritual, trouxe de lá o primitivo essenismo, ou vedismo, fundando a Ordem dos Essênios, ou Escola de Profetas de Israel, como veio a se chamar mais tarde. Escolhiam, através de estudos e severíssimas observações, os que deviam ser os profetas. Estes deviam portar-se da melhor maneira, fossem casados ou solteiros, a fim de serem dignos das melhores e mais perfeitas mensagens espirituais. Lembrou o Velho Testamento, cheio de repetidas referências a respeito, isto é, repleto de mensagens espirituais, através de elementos nazireus ou escolhidos. Não raro, disse, os pais recebiam mensagens referentes aos futuros nascituros, razão pela qual, desde o ventre materno, já se destinavam ao ministério da Revelação. Tudo, porém, em caráter reservado ou de portas fechadas. A Ordem Essênia foi sempre a mais rigorosa em matéria de sigilo a ser mantido." - Livro: Lei, Graça e Verdade

100 a.C.

Allan Kardec

Encarnação do Princípio Sagrado
Chefe Druida
Os druidas formavam uma classe de Iniciados dentro da sociedade celta, povo que há 3 mil anos, habitava territórios onde hoje estão o Reino Unido, norte da Espanha, de Portugal e da França, na Europa. Considerados por muitos como magos e bruxos, tinham amplo conhecimento das ervas medicinais, a filosofia dos druídas era fundamentada nos princípio de amor e da sabedoria. Eles adoravam a natureza, e estavam sempre em busca do equilíbrio com ela e com os outros seres. Cultivavam a música e a poesia.
70 a.C.

Zacarias e Isabel

Pais de João Batista
"E apareceu a Zacarias um anjo do Senhor, posto em pé da parte direita do altar..." – Lucas, cap. 1. - Anjo, espírito e alma, tudo quer dizer o mesmo na linguagem bíblica; e como diz o texto, um espírito chamado Gabriel, por mediunismo se comunicou e avisou a Zacarias, sobre o nascimento ou a reencarnação de Elias, para servir de precursor, como estava anunciado em Malaquias, cap. 4." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João; E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe; E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos; com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto" - Lucas, 1, 12 a 17.

45 a. C.

Calendário Juliano

Caio Júlio Cesar
Caio Júlio César (13 de julho de 100 a.C. – 15 de março de 44 a.C.) foi um patrício, líder militar e político romano. Desempenhou um papel crítico na transformação da República Romana no Império Romano. Em 49 a.C., César assumiu o comando em Roma como um ditador absoluto. Ele iniciou então uma série de reformas sociais e políticas, incluindo a criação do calendário juliano. O calendário juliano foi organizado pelo sábio Sosígenes de Alexandria, no ano 46 a.C., e que deve o seu nome a uma homenagem a Júlio Cesar. A reforma do calendário juliano entrou em vigor no dia 1 de janeiro do ano 45 a.C., tornando o calendário romano num calendário solar, alinhado pelas estações do ano, à semelhança do calendário egípcio já então em vigor. O ano se iniciaria em Januarius, e não mais em Martius. Após ser assassinado em 44 a.C., Júlio Cesar foi homenageado e, para isso, lhe foi reservado o mês Julius, antigo Quintilis. Unodecembris e Duocembris foram adicionados ao final do ano de 46 a.C., deslocando assim Januarius e Februarius para o início do ano de 45 a.C. Os dias dos meses foram fixados numa sequência de 31, 30, 31, 30... de Januarius a Decembris, à exceção de Februarius, que ficou com 29 dias e que, a cada três anos, teria 30 dias. Com estas mudanças, o calendário anual passou a ter doze meses que somavam 365 dias.

20 a. C.

Maria

Encarnação da Grande Mãe
Símbolo das Mães
"Tiago, José, Simão e Judas" – Mateus, cap. 13. – Depois do nascimento de Jesus, por efeito mediúnico, Maria foi mãe de quatro filhos, que são os acima mencionados. E no sagrado ministério da maternidade, todas as mulheres participam das graças daquela que foi escolhida para a encarnação do Cristo Planetário. O processo de encarnação é sempre comum, embora os fenômenos causais possam variar. Quando leis superiores interferem, leis inferiores cedem o lugar. E como Jesus vinha batizar em mediunismo, teve a Sua vida plena de grandiosos efeitos mediúnicos, nada mais." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"Maria Maior foi indicada a comandar o Serviço de Amparo, ou Retirada de Espíritos Sofredores, das faixas da subcrosta, dos umbrais, e da atmosfera ou de junto aos encarnados. Quando a Justiça Divina ordena, Maria orienta as Legiões Socorristas nesse sentido. Estudem a Oração à Maria, meditem sobre sua inteligência, porque é de Deus que ela deriva." - Boletim: Campanha da Oração pelo Retorno à Verdade Doutrinária

6 meses a.C.

João Batista

Encarnação do Princípio Sagrado
Precursor do Verbo Modelar e Modelador
João nasceu numa pequena aldeia chamada Ein Kerem, a cerca de seis quilômetros de distância a oeste de Jerusalém. Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, prima de Maria.
"Fiquei ciente da missão do Precursor, que era anunciar a chegada do batizador em Espírito Santo, daquele derramador de dons e revelações, tão aguardado. Soube ter tudo seguido uma trilha pura e francamente integrada nas disposições do Supremo Senhor. O Cristo sucedeu ao Precursor na hora exata, começando a evidenciar os poderes dos dons despertos. A sequência de feitos, diz o livrinho, é atestado da prova que o Mestre oferecia, dos valores efetivamente representativos dos dotes internos. Tudo queria dizer: DESPERTAI-VOS!" - Livro: As Margens do Mar Morto
"Como Elias deveria vir na frente, preparando o ambiente, o Velho Testamento termina em Malaquias, 4, 4 a 6, assinalando muito bem a Tarefa de Apresentador, pois sendo a reencarnação de Moisés, ou Elias, João Batista representou a Lei de Deus, que aponta para o Verbo Exemplar, o Modelo de tudo que deriva de Deus, o Princípio, e a Ele retorna, como Uno ou em Espírito e Verdade. A Lei manda imitar o Verbo e o Verbo ordena viver a Lei;" - Boletim O Fim da Ignorância e dos Sofrimentos
"Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho. Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir" - Mateus, 11, 10 a 14.

Marco Zero
Marco Zero

Jesus

Encarnação do Verbo Construtor Planetário
Verbo Modelar e Modelador
"Nenhum Vulto Iniciático foi prometido como Ele. Ninguém foi tão esperado. Ninguém foi anunciado como Ele, na hora de encarnar. Como foi anunciado, não nasceu de homem e passou pelo Mundo com os Dons do Espírito Santo, SEM MEDIDA. Produziu grandiosos feitos mediúnicos ou em virtude dos Dons do Espírito Santo. Prometeu não ficar e não ficou no túmulo. Apresentou a Ressurreição e o Glorioso Pentecostes, a generalização da Revelação. Mandou entregar o Apocalipse, o Livro dos Fatos Porvindouros. Depois que Ele passou, como foi dito que aconteceria, carradas de pedradas contraditórias, de corrupções e blasfêmias, inundaram o Mundo... em Seu Nome!..." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Aos trinta dias do nascimento de Jesus, que veio Ungido para viver o Personagem Verbo Modelar e Modelador, o Profeta Simeão tomou Jesus nos braços, para dizer que Ele e a Doutrina que deveria entregar, seriam feitos objetos de PEDRADAS CONTRADITÓRIAS. - Lucas, 2, 34." - Boletim: Quem São os Traidores da Doutrina do Caminho?
"Compreendam pois, de uma vez para sempre (os que puderem isso fazer), por que Jesus foi anunciado por Gabriel; por que nasceu de uma inseminação mediúnica; por que José e Maria eram avisados por sonhos; por que os reis iniciados foram guiados por uma estrela ou espírito; por que os reis iniciados foram avisados por sonhos, para não voltarem a Herodes; por que Jesus atravessou a vida a expelir maus espíritos e curar mediunicamente; por que para Ele ninguém era morto, nem é, e foi falar no Tabor com Moisés e Elias; por que não deixou túmulo cheio; por que retornou como espírito, para guiar os muitíssimos discípulos por onze anos a fio; por que, no Pentecoste, edificou a Igreja Viva sobre a generalização do Consolador ou Ministério do Espírito Santo; e por que afirmou, ainda em vida carnal, que o Consolador repetiria Suas lições, continuaria Suas lições e ficaria sendo o Instrutor pelos tempos afora?" - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"Atendei para isso – se Jesus tivesse grandes posses mundanas; se contasse com altas nobiliarquias humanas; se um grande exército imperialista e sanguinário estivesse em Sua defesa; se quisesse triunfar diante das misérias do mundo, por certo não teria ido para a cruz, pelos motivos que foi. Entretanto, vede bem, os pés de preferência descalços ou mal calçados; a túnica opalina e inconsútil dos Essênios ou Profetas Hebreus; e o fato de não ter onde reclinar a cabeça, não Lhe fizeram agravo perante Deus, não O menosprezaram diante do Pai. Desconhecido pelos homens; desrespeitado pelos donos de religiões; aviltado pelas autoridades temporais; e discutido pelos homens dos séculos consecutivos, ali estava, entretanto, o Excelso Espírito que sempre foi o Diretor Planetário!" - Livro: Verdades Imortais

12

Cenáculo Essênio

12 Anos e 6 meses - Jesus é enviado para o Cenâculo Essênio, em Qumran, sendo recebido por seu primo João Batista, Grão Mestre da Ordem
"Aos doze anos e meio Jesus foi entregue à Ordem dos Essênios, como Nazireu que era; ainda que não fosse o Celeste Ungido, esperado por trinta e seis séculos, ao sair dali aos vinte e nove anos, sairia com profundos conhecimentos proféticos ou iniciáticos. Ele não tinha necessidade de aprender coisas que eles ensinavam, mas fez questão de passar por todas as Provas Iniciáticas, para dar o Seu imperecível exemplo de simplicidade, de humildade.
E, tanto Ele como João Batista, aguardaram o tempo de saída, segundo a ordem do mundo espiritual. João estava nas fronteiras do Egito e Jesus no Cenáculo do Mar Morto."
"Muito difícil seria, para quem saiu da Escola de Profetas de Israel, ou do Cenáculo Essênio, fazer-se compreender; e muito mais ainda, seria a um Cristo Planetário falar ao povo de uma tal época, sobre as leis através das quais Deus rege os mundos e as vidas. Porque a Deus tudo é possível através de leis, enquanto que, naqueles dias, o povo estava longe dos conhecimentos iniciáticos, das verdades simples que as Escolas Iniciáticas ensinavam.
Como fosse a função missionária de Jesus, abrir as portas dos Cenáculos Esotéricos, ou generalizar o Consolador, ou Ministério do Espírito Santo, deixou dito que este faria, no curso dos tempos, o serviço de esclarecimento. Entretanto, Roma corrompeu a Excelsa Doutrina, desviando o curso dos ensinos. Se não voltasse Elias, com o encargo de comandar a reposição das coisas no lugar, o profetismo continuaria desaparecido e a humanidade iria chafurdando cada vez mais na idolatria e no materialismo, na ignorância e na brutalidade." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"João Batista, cujos pais eram velhíssimos, foi mandado para um Cenáculo Essênico, ou de Profetas de Israel, nas margens do Lago Morto, nas fronteiras do Egito. O Essenismo data de remotos tempos, pois derivou dos Nazireus, ou daqueles que não cortavam barba e cabelo, como devotados ao Senhor, ou culto mediúnico, ou profético. Leiam o que vai no capítulo seis, do Livro de Números. Repito que a chamada Seita dos Essênios foi organizada pelos cultivadores da Revelação, das faculdades mediúnicas, em defesa desse mesmo culto, porque os padres levitas tudo faziam para os liquidar, inimigos que sempre foram da VERDADE. O vidente Samuel foi um grande reorganizador desse culto, e tudo foi marchando entre muitas lutas, como Jesus afirmou mais tarde, porque os levitas tudo fizeram, sempre, para matar os Profetas e acabar com o cultivo da Revelação, do Consolador, que era então, culto esotérico ou oculto;" - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Acrescentando a essas duas teologias a Graça da Revelação trazida mais tarde por Jesus Cristo, para toda a carne, teremos a medida religiosa perfeita. As verdades básicas foram bem expostas, ficando entretanto adstritas aos poucos que entravam para o Grande Cenáculo. Não era ainda hora de serem abertas as portas do Templo da Sabedoria. Tudo ficaria em caráter esotérico, até que viesse Aquele, o Cristo, cuja função missionária seria rasgar o Véu de Ísis, ou como foi feito no devido tempo - batizar em Espírito Santo! Tornar a carne toda herdeira da Graça que é a Revelação. Inolvidável foi a lição ouvida, mesmo para quem dela já tinha o devido conhecimento. Felizes aqueles que vivem a Verdade diante dos homens, porque Deus os fez reviver e brilhar nas extensões da História! Muita gente deixou o ambiente com lágrimas de contentamento nos olhos, por estarem seus corações plenos de imenso gozo espiritual." - Livro: Lei, Graça e Verdade

36

Judas de Kirioth

Encarnação de Joana D'Arc
Judas é enganado e traído por Caifás
"A – Jesus, dentre os setenta e dois discípulos e contribuintes de elementos mediúnicos, ectoplásmicos e eletromagnéticos, escolheu doze, lembrando as Doze Tribos de Israel; outros Profetas já o haviam feito, tempos anteriores, como está registrado no Velho Testamento; um deles foi Judas de Kirioth, filho de homem muito abastado e desejoso de ver Israel livre dos tacões romanos;
B – Judas tornou-se o tesoureiro, o homem que controlava as dádivas recebidas, o dinheiro arrecadado, para a compra de comestíveis, etc.;
C – Muito ligado ao movimento político, à ideia de libertação da Pátria do jugo romano, que fervilhava então, porque Pilatos e Herodes eram estrangeiros e poderiam servir como elementos de rara valia, Judas participava dos dois grupos: o de Jesus e o dos libertadores de Israel;
D – De modo algum Judas duvidou de quem fosse Jesus, o Messias Esperado; de modo algum pretendeu trair Jesus;
E – Reconhecendo em Jesus o Messias, Judas pensou, e com ele muitos judeus articulados com o movimento subterrâneo, em levar avante um movimento que, começando em Israel, invadiria todo o Império Romano, tudo libertando;
F – Caifás já havia decidido que Jesus teria de morrer, por ser inimigo dos sacerdotes, escribas, fariseus e saduceus; Jesus era um Profeta de Israel, um Nazireu, votado ao Senhor, não cortando cabelo nem barbas, e tudo praticando para ser, como deveria fazer e o fez, Filtro do Princípio ou Deus, tendo as legiões de anjos ou espíritos ao S9eu redor;
I – Judas foi conduzido a Caifás, o inimigo de morte de Jesus. Caifás, com astúcia, garantiu-lhe participar do movimento de libertação de Israel, para isso deu, começando a ajuda, trinta moedas ao tesoureiro;
J – Judas entregaria Jesus, e Jesus seria guardado, para vir a ser o REI DOS JUDEUS, assim que Israel se pilhasse livre do jugo romano; e Judas caiu na cilada armada por Caifás e outros elementos do Sinédrio;
L – Preso Jesus, Caifás mudou o rumo dos acontecimentos, como desejava fazê-lo há muito tempo;
M – Judas, vendo as coisas tomarem rumo completamente avesso ao combinado foi ter com Caifás;
N – Caifás respondeu aquilo que está registrado "Ele está agora em nossas mãos; viras tu lá, antes, o que fazias";
O – Judas, vendo-se traído, e com isso passando a traidor, embora involuntário, do Messias, foi e se enforcou;
P – Escritores, comentaristas, etc., fizeram o resto, o que vai pelas Escrituras, e Judas passou a responder por um crime que, por sua vontade, jamais teria acontecido;" - Livreto: A Vida de Jesus, o Cristo Divino Molde, etc.
36

Ressurreição de Jesus

Tecificação - Jesus é condenado no Sinédrio pelos padres judeus e Tecificado no Gólgota
"Mas dos padres, eternos traidores de Deus e da Verdade, deveis saber como tramaram prender e matar Jesus: "Então os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás, e consultaram-se juntamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem" – Mateus, capítulo 26." - Boletim: E Toda a Carne Devia Conhecer as Verdades Bíblicas

Ressurreição - Após 3 dias Jesus aparece a Maria Madalena
"Por que Jesus apareceu primeiro a Maria de Magdala?
(...) Falando a Maria de Magdala, em público ou para conhecimento do público de Sua Ressurreição, deu mais uma lição de humildade, recomendou mais uma vez a obrigação de ajudar aos irmãos pecadores que se fazem penitentes e apóstolos da Verdade, do Bem e do Bom." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"Qual a significação da Ressurreição? O Verbo Modelar e Modelador, também qualificado Alfa e Ômega, ou Origem e Finalidade, representa tudo, o Espírito e a Matéria, que, tendo nascimento em Deus, ou no Princípio Onipresente, Nele movimentam e Nele atingem a Sagrada Finalidade, que é RETORNAR A ELE COMO ESPÍRITO E VERDADE. Cumpre entender que até a Crucificação tudo foram preparativos e promessas, constituindo a Ressurreição o testemunho de todos os motivos iniciáticos, apresentando-se o Espírito e a Matéria, ou a chamada Criação, no seu apogeu realizador, na sua finalidade colimada, ou nos seus objetivos atingidos, como prêmio final pelas tarefas desempenhadas. A Ressurreição é VITÓRIA TOTAL, É DIVINIZAÇÃO COLIMADA, É SANTIFICAÇÃO GERAL." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas

37

Nero

Encarnação do Chefe das Legiões de Soldados
Nero Cláudio César Augusto Germânico
Imperador romano que governou de 54 até seu desencarne em 9 de junho de 68, o último imperador da dinastia júlio-claudiana. O reinado de Nero é associado habitualmente à tirania e à extravagância. É recordado por uma série de execuções sistemáticas, incluindo a da sua própria mãe e o seu meio-irmão britânico, e sobretudo pela crença generalizada de que, enquanto Roma ardia, ele estaria compondo com a sua lira, além de ser um implacável perseguidor dos cristãos.
Durante várias encarnações Nero foi pagando os erros cometidos e tornou-se grande trabalhador das Legiões Angélicas e Socorristas, vindo a se tornar chefe das Legiões de Soldados que cuidam da Ordem e da Disciplina.
"Portanto, filho de Deus, se está necessitado de auxílio dos Anjos ou Espíritos Mensageiros, faça isto: A – Se é para assuntos materiais, ou afastar espíritos malfeitores, leia com toda unção a Oração dos Apóstolos e a Oração dos Pretos Velhos. Maria Madalena, Nero, Maria Conga e muitos outros Guias, comandam Legiões Socorristas para esses fins." - Boletim: Está Chegando a Hora da Verdade...


47

Escritos do Novo Testamento

"Quando Deus quer deve-se realizar; e se for difícil, confie-se em que mais vale ter sorte do que jogar bem. Assim quis Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho Ungido e não unigênito. Selado ou Ungido, para derramar do espírito (santo) sobre toda a carne. Osvaldo Polidoro. 25-1-1.957" - [Anotação do Sr. Osvaldo Polidoro, em Sua Bíblia, no início do Novo Testamento].
"E depois da crucificação, foi Jesus quem se comunicou por onze anos e meio, assistindo aos que escreveram os Livros Constituintes do Novo Testamento." - Boletim: Quais Teriam Sido as Vantagens, se Kardec Tivesse Entendido?
"Aviso: Mais de duzentas e cinquenta pessoas escreveram sobre João Batista e Jesus, não apenas quatro. A Besta Corruptora adulterou, e bastante, textos do Novo Testamento, para se impor a reis, povos e nações, como bem adverte o Apocalipse, capítulo 13, que iria acontecer e aconteceu. Isso tudo será pago até o último ceitil, como devem ler no Apocalipse, capítulos 11, 12, 14, 19, 21 e 22." - Boletins

67

Pedro e Paulo

Pedro - crucificado; Paulo - degolado.
Nero mandou crucificar o apóstolo Pedro e decapitar o apóstolo Paulo. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, segundo seu desejo, pois não se considerava digno de morrer como seu mestre.
"O perseguidor é perseguido" – Atos, cap. 9. - Foi perseguido até Nero mandar degolá-lo, no mesmo dia em que Pedro fora, a próprio rogo, crucificado de cabeça para baixo." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
"Muitas foram as imundícias forjadas pela Besta 666, e colocadas no lugar da Doutrina do Caminho, que tem por Deus os Dons do Espírito Santo, como fonte viva de sinais e prodígios, por serem os veículos da comunicabilidade dos anjos ou desencarnados dignos dessa tarefa consoladora; mas pior, a mais imunda de todas as suas blasfêmias, foi tirar os Dons do Espírito Santo como sinal vivo e perene, da Doutrina entregue pelo Verbo, para no seu lugar colocar um homem, alguém que passa, depois de cometer erros, etc.
Pedro era analfabeto, jamais ouviu falar na palavra papa, nunca teve trono algum, cultivou os Dons Intermediários nas catacumbas, nos porões fétidos, nas matas, e, por fim, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por ter negado o Verbo Modelo na Pretoria, como todos sabem." - Livreto: Como Desabrochar o Deus Interno?

70

Livro dos Atos - Lucas

Encarnação de Bezerra de Menezes
Livro dos Atos dos Apóstolos
Evangelho de Jesus, segundo Lucas
"Aquele que ler o livro dos Atos saberá sobre a Graça da Revelação generalizada pelo Cristo, após a Sua volta em Espírito e, compreenderá que a Sua volta é sobre as nuvens do Céu, sobre a Mensageiria Divina. Quaisquer outras interpretações são errôneas e caminhos de perdição."
"Como missionário vindo de plano bastante superior, Bezerra de Menezes não se entregou a outro gênero de obras que não fosse zelar pela saúde e evangelizar os irmãos. Não evangelizar pelo prisma dos clericalismos, que corresponde a tirar do Divino Exemplo do Cristo, para transformar em comprador de simulacros; ele o fazia pelo prisma do Consolador reposto no lugar, da volta ao sistema de culto dos Apóstolos, que era em termos de Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude, como bem podeis compreender no Livro dos Atos, escrito por ele mesmo quando fora Lucas, e nas Cartas dos Apóstolos, onde a Revelação era o marco central das movimentações em geral." - Livro: A Volta de Jesus Cristo
"LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – É o VERDADEIRO LIVRO DOS MÉDIUNS, pois apresenta Jesus, o DERRAMADOR DO ESPÍRITO DE DONS E SINAIS sobre toda a carne, ao voltar como espírito, para cumprir a PROMESSA DIVINA. Dizer se alguém cristão, sem conhecer e sem praticar o que Jesus manda, nos ATOS, é obra de blasfemos ou loucos." - Livreto: Evangelho das Curas Eternas

90

Apocalipse - João Evangelista

Transmissão do Apocalipse
A palavra Apocalipse, do grego apokálypsis, significa - Revelação.
"Depois da Crucificação do Verbo Exemplar foi enviado João Batista à Ilha de Pátmos, a fim de fazer o Vidente de Pátmos ver e escrever o que via. E o que viu e escreveu foi o que devia acontecer, e aconteceu, com a Doutrina de Deus até o tempo presente, o findar do segundo milênio. Por causa das múltiplas corrupções, ou falsidades, impostas no lugar da Doutrina de Deus, terríveis cataclismos varrerão o Mundo e a Humanidade. E com isso, não só haverá a verdadeira restauração da Doutrina de Deus, mas também terão cumprimento as Promessas Divinas apontadas nos capítulos 12, 19, 14, 21 e 22, do Apocalipse." - Boletim: Mensagem do Anjo do Apocalipse, para o Findar do Segundo Milênio
"O capítulo final do Apocalipse adverte certo e para sempre, contendo os FORA DAQUI, para quantos venham a cometer erros graves contra a Lei, o Verbo Modelo e os Dons do Espírito Santo."
"Fora daqui os cães, e os que dão veneno, e os impudicos, e os homicidas, e os idólatras, e todo o que ama e obra a mentira!" Assim diz o Apocalipse e assim acontecerá, neste mundinho, custe mais ou custe menos." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
313

Criação da Besta Romana

Besta 666 ou Grande Prostituta - Igreja Católica Apostólica Romana
"Desgraçadamente, em 313, Roma funda sua igreja, ou blasfêmia, colocando Pedro no lugar dos Dons Intermediários, para impor dogmas criminosos, simulacros ou comércios idólatras, no lugar da comunicação dos anjos ou espíritos mensageiros, obreiros de sinais e prodígios extras. E chafurdou toda a carne na ignorância, no materialismo, nas abominações, pois a Doutrina do Caminho não se estendeu sobre a Terra." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Irás ler, em verdadeiros documentos, no que se encerrou a missão do Cristo, que foi Batizar em Espírito Santo, edificar doutrina sobre o culto da Lei e da Revelação. Irás entender o grande fenômeno do Pentecostes, e o culto dos Apóstolos, que se constituía de viver a Lei e cultivar a Revelação. Irás saber que até meados do século quatro, ninguém cogitava, em sã consciência, de títulos, de hierarquias, de papados, de templos, de políticas, de posses, de mil e uma pagodeiras, como daí em diante começou a ser, quando através da vitória militar e política de Constantino, o cisma foi vitorioso, a Revelação foi banida, Roma espezinhou a missão do Cristo e implantou a sua paganidade, a ferro e a fogo, por toda a volta do Mediterrâneo, onde quer que alguém falasse em Cristo." - Livro: O Grande Cisma
"Todas as patifarias clericais começaram no ano de 313, quando o Império Romano, através de Constantino Cloro I, forjou a Besta Corruptora que foi prevista no capítulo 13, do Apocalipse.
Até 313 as Comunidades Cristãs praticaram como Deus mandou através de Moisés e de Jesus: Viver a Lei para evitar crimes e imoralidades entre irmãos, cultivar a Graça do Mediunismo que adverte, ilustra e consola, e simplesmente imitar nas obras o Cristo Modelo de Conduta, vivido por Jesus.
Os escandalosos rotulismos clericais, as vestes e os gestos palhaços que iludem os trouxas, os dogmas estúpidos, os rituais fundamentados em sacramentismos idólatras o quanto enganadores e que obrigam reis, povos e nações a ajoelhar diante de bestialidades politiqueiras, tudo isso surgiu, como adverte o capítulo 13, do Apocalipse, depois que Constantino Cloro I lançou o Primeiro Edito, criando a Besta blasfemadora, a que chamou e chama a Graça do Mediunismo de COISA DO DIABO. E para impor suas bestialidades, inventou várias modalidades de inquisições." - Boletim: Aquilo que Nenhum Filho de Deus Devia Ignorar
"Uma vez consumada a camuflagem sob cujos disfarces escudavam-se as forças e as artimanhas do Anticristo, foi dado início à segunda parte da programada ofensiva de reação clericalista coonestada pelo poder temporal. Ficou entre eles decidido que a idolatria, os deuses de pedra e madeira tinham de sobreviver a qualquer preço ou sacrifício.
Todavia, a voz potente da Verdade eclodindo vigorosamente através da Revelação, lançava o pânico no arraial confuso dos corruptores. A continuar assim, nesse diapasão cada vez mais intenso, consideravam eles, dentro de pouco tempo as massas estariam esclarecidas e todos os planos arquitetados pelos senhores do paganismo mentiroso e corrupto estariam irremediavelmente prejudicados. Havia, assim, necessidade de fazer cessar essa fonte misteriosa, intrometida e inesgotável de informes esclarecedores, vertida pelos canais mediúnicos dos profetas (médiuns). Daí começou a perseguição cruenta contra os cultivadores do Espírito Santo, sem trégua e sem a mínima complacência. Os profetas foram aos poucos desaparecendo, uns por morte e outros pela pesada cortina de silêncio imposta pela clerezia e pelos déspotas do imperialismo.
Sobre o mundo desceu, então, densa cortina de trevas, a grande e infindável noite medieval. A ignorância, o fanatismo, a intolerância, abateram sobre os povos com mão de ferro, obrigando-os ao atraso moral de quase dois mil anos.
Não possuindo ainda templos próprios e não convindo – como fingidamente diziam – ocupar os dos deuses olímpicos, por causa dos ídolos, foram-lhes cedidas as basílicas, construções que eram então destinadas aos pronunciamentos da justiça e a uma espécie de bolsa de mercadorias." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas
325

Dons do Espírito Santo são classificados de Coisas do Diabo

Primeiro Concílio de Niceia
"Aquele que pecar contra o Filho do homem será perdoado, mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo será réu da Justiça Divina" – Jesus em Lucas, 12, 10.
Esse Divino Documentário, com suas lições sobre a Lei de Deus e o Divino Mediunismo, Instrutor e Consolador, foi atraiçoado pela Besta e o Falso Profeta, dois imundos cleros, previstos no capítulo 13 do Apocalipse. Foi no ano 313, na Cidade dos Sete Montes, que começaram os bestialismos." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
"Nada é mais ridículo do que confundir catolicismo romano com a Excelsa Doutrina do Caminho, deixada por Jesus. Enquanto Jesus foi o Missionário da Generalização da Revelação, Roma, em 325, fundou a sua igreja, para defender o Império, chamando coisa de Belzebu, precisamente ao que Jesus fez. Os textos bíblicos estão aí, para que as pessoas inteligentes e honestas estudem e saibam da diferença que há entre Cristianismo e catolicismo romano. Leiam, também o livro CRISTIANISMO VERDADEIRO E ORAÇÕES, pois contém a famosa Carta ao Irmão Paulo VI, que ninguém deve ignorar." - Boletim: Carta ao Discípulo X
"Roma, em 325, se encarregou de atraiçoar tudo, invertendo os termos, chamando de COISA DE BELZEBU ao Derrame de Espírito Santo ou Revelação sobre a carne, trazido e deixado por Jesus, para que a Excelsa Doutrina tivesse, como deve tornar a ter, a Revelação como AGENTE VITAL PRIMORDIAL, e não vestes fingidas, idolatrias, clerezias e outras sujidades humanas." - Boletim: O Candomblé
Inquisição
"Foram dias de treva, de conturbação na crosta e de agonia nas esferas espirituais; o martírio de Jesus e de milhares de abnegados da Verdade ficou soterrado sobre os impactos imperialistas do novo imperador e de sua linha política. Onde se encontrassem cultores do mediunismo, ali haveria a reação da novel Inquisição; a glória do Pentecostes se transformara no vinco denunciador, dos que deveriam morrer em benefício do sadismo imperialista. Trevas desceriam sobre a Humanidade, nuvens negras envolveriam o mundo!" - Livro: Confissões de Um Corruptor

Páscoa - O verdadeiro significado da Páscoa, que é da libertação do povo hebreu do jugo egípicio, é corrompido nesse concílio, para em seu lugar se estabelecer a data da Páscoa Católica como sendo no primeiro domingo depois da lua cheia, após o início do equinócio vernal, dizendo-a em memória da Ressurreição de Jesus.

380

Vulgata Latina

Jerônimo de Estridão
Vulgata é a tradução para o latim da Bíblia, do aramaico e hebraico, por Jerônimo a pedido do Papa Dâmaso I. A tradução durou de 380 a 410, foi a primeira, e por séculos a única, versão da Bíblia que verteu o Velho Testamento diretamente do hebraico e não da tradução grega conhecida como Septuaginta. No Novo Testamento, Jerônimo selecionou e revisou textos. Chama-se, pois, Vulgata a esta versão latina da Bíblia que foi usada pela Igreja Católica Romana durante muitos séculos, e ainda hoje é fonte para diversas traduções.
Os críticos da tradução da Vulgata, apoiam-se neste trecho para afirmar que Jerônimo teria adulterado o seu conteúdo na tradução do texto grego para o latim: "Obrigas-me fazer de uma Obra antiga uma nova... da parte de quem deve por todos ser julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido. Qual, de fato, o douto e mesmo o indouto que, desde que tiver nas mãos um exemplar, depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros? (Meclamitans esse sacrilegum qui audeam aliquid in verteribus libris addere, mutare, corrigere). Um duplo motivo me consola desta acusação. O primeiro é que vós, que sois o soberano pontífice, me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas por si a aprovação dos maus".
"Os capítulos do Apocalipse foram invertidos, ao ser feita a Vulgata Latina; e é necessário ler nesta ordem numérica – capítulos 12, 19, 14, 21 e 22, para saber daquele Restaurador, e entregador do Evangelho Eterno, e que tudo guiará com VARA DE FERRO." - Boletim: E Deus Mandou Findar a Criminosa Fé Cega
"Como os capítulos do Apocalipse estão três vezes invertidos, ler nesta ordem – capítulos 10, 11, 12, 19, 14, 21 e 22. Aquele que procurar ser VERDADEIRO, acima de religiosismos e sectarismos e bandeirolas humanas, certamente encontrará a VERDADE." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
382

Concílio de Roma

Pedro é responsabilizado pela primazia da Igreja Romana - Papa Dâmaso I
É decretado as Escrituras que a Igreja Católica aceita e as que ela deve evitar, conhecida como a "Lista de Dâmaso". No sínodo também é definindo: "A Santa Igreja Romana têm precedência sobre as outras igrejas, não devido a quaisquer decisões sinodais, mas por haver recebido a primazia pelas palavras de nosso Senhor e Redentor em evangelho, quando este disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu construirei minha igreja. Portanto, temos a primeira menção da "primazia da Igreja Romana."
"Embora o Oriente enviasse os apóstolos, devido ao mérito de seus martírios, Roma adquiriu o direito supremo de reinvindíca-los como cidadãos"
- disse o Papa Dâmaso I.
"Basta ler o que vai dito nos capítulos 14, 15 e 16, do Evangelho segundo o Apóstolo João, para saber que a Doutrina do Caminho seria edificada sobre Dons do Espírito Santo, não sobre Pedro!...
Quando perguntado por Jesus, Pedro respondeu que Jesus era o Cristo prometido por Deus; Jesus fez a seguinte afirmação, tal como está nos originais:
"Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne nem o sangue quem isso te revelou, mas sim o Espírito Santo; e sobre esta Pedra edificarei a Doutrina do Pai, e as portas do inferno jamais prevalecerão contra Ela." - Livro: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas

445

Primazia Universal

Decreto do imperador Valenciano III
Os ataques de bárbaros à Itália deixaram a corte imperial em Ravena desesperada por apoio de qualquer autoridade que pudesse ajudar a manter o Império do Ocidente unido. Assim, em 445, o imperador Valenciano III emitiu um decreto instruindo Aécio, o comandante romano na Gália, a forçar a presença na corte papal de qualquer bispo que se recusasse a vir voluntariamente. O edital do imperador transformou a reivindicação do Papa Leão I em lei. O documento imperial dizia: "Como a primazia da Sede Apostólica é baseada no título do abençoado Pedro, príncipe da dignidade episcopal, na dignidade da cidade de Roma, e na decisão do Santo Sínodo, nenhuma medida ilícita pode ser tomada contra esta Sede para usurpar sua autoridade. Pois a única forma de salvaguardar a paz entre as igrejas em todos os lugares é reconhecer sua liderança universalmente."
Idade Média
787

Culto das Imagens

Segundo Concílio de Niceia
O Segundo Concílio de Niceia, em 787, presidido por Tarásio de Constantinopla condenou o iconoclasma (movimento contra a adoração de imagens) e formalmente aprovou a veneração de ícones e imagens, afirmando que "quem venera uma imagem venera a pessoa retratada nela". "O Catecismo da Igreja Católica postula que Deus deu permissão para imagens que simbolizam a salvação cristã por símbolos, tais como a Serpente de Bronze e o querubim na Arca da Aliança. O Catecismo afirma também que, "encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova 'economia' das imagens". Contudo como a introdução do culto as imagens feria frontalmente os Dez Mandamentos da Lei de Deus, o Segundo Mandamento foi adulterado, e passou a ser adotado da seguinte forma: "Não usar o Santo Nome de Deus em vão".

Segundo Mandamento Original: Êxodo, 20, 3 a 6; Deuteronómio, 5, 7 a 10:
"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos."

1.000

Papa Damião

Encarnação do Princípio Sagrado
Reformador - Executado por desmembramento
Tentou implantar a reforma de dentro da Igreja Católica. Foi julgado como feiticeiro, sendo condenado a morte por desmenbramento. Teve braços e pernas amarrados a cavalos, e seus membros foram arrancados
"Até o séc. X, quando fui o papa Damião, amarraram-me pés e mãos em rabos de cavalos e tocavam os animais. A gente se cortava em quatro. Enchi as ruas de Roma três vezes com sangue, que era o martírio daqueles que eles julgavam feiticeiros. Isto até o ano 1.000." - Osvaldo Polidoro
Essa vida não é encontrada, em nenhuma pesquisa, tudo foi destruído e apagado da história pela Igreja Católica
1.181

Francisco de Assis

Encarnação do Princípio Sagrado
Fundador da Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos
Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como Francisco de Assis (Assis, 1.181 — 3 de outubro de 1.226), frade franciscano. Era filho do comerciante italiano Pietro di Bernadone dei Moriconi e sua esposa Pica Bourlemont, cuja família tinha raízes francesas. Os pais de Francisco faziam parte da burguesia da cidade de Assis, tinham prestígio no nome e nas posses financeiras. Francisco começou a perder interesse por seus antigos hábitos e passou a se preocupar com os mais pobres e necessitados, largou a vida burguesa e voltou-se para uma vida de completa pobreza, fundando a ordem mendicante dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos. Com o hábito da pregação itinerante, quando os religiosos de seu tempo costumavam fixar-se em mosteiros, e com sua crença de que o Evangelho devia ser seguido à risca, imitando-se a vida de Cristo, desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo. Sua atitude foi original também quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação num tempo em que o mundo era visto como essencialmente mau, quando se dedicou aos mais pobres dos pobres, e quando amou todas as criaturas chamando-as de irmãos. Alguns estudiosos afirmam que sua visão positiva da natureza e do homem, que impregnou a imaginação de toda a sociedade de sua época, foi uma das forças primeiras que levaram à formação da filosofia da Renascença.
Dante Alighieri disse que ele foi uma "luz que brilhou sobre o mundo", e para muitos ele foi a maior figura do Cristianismo desde Jesus, mas a despeito do enorme prestígio de que ele desfruta até os dias de hoje, que fez sua vida e mensagem serem envoltas em deprendimento material e amor ao próximo, que deram origem a inumeráveis representações na arte. Tomás de Celano escreveu sobre ele: "O Santo diligenciava por viver sempre com alegria no coração, por conservar a unção do espírito e o bálsamo da jovialidade. Evitava com o maior cuidado a tão funesta doença da melancolia". Música e canto desempenhavam papel primordial nos primitivos tempos da comunidade, fosse na forma de coral, hino, ou cantilenas, atraindo a simpatia do povo. A senha dada era: Paupertas cum laetitia (pobreza com alegria).
Ele queria que todos os homens tivessem a imagem concreta de Deus, pois assim se lhe afigurava que maior seria o seu amor por Ele. Estabelecia diálogo com todos os elementos da natureza. Através da água, das flores, das estrelas, dos animais, conversava com Deus.

Irmão Sol, Irmã Lua (Filme de Franco Zeffirelli - 1.972)
O Pobre de Deus (Livro de Nikos Kazantzákis)

1.195

Antônio de Pádua

Frade Franciscano, teólogo, asceta, místico e pregador.
Encarnação de João Evangelista
Frade Franciscano, considerado como um dos intelectuais mais notáveis de sua época, distinguindo-se como teólogo, místico, asceta, grande cultura e sobretudo com notável dom como pregador. Primeiramente pertenceu à Ordem dos Cónegos Regulares da Santa Cruz, no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus estudos através da leitura da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Tornou-se franciscano em 1.220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França, retornando posteriormente à Itália, onde encerrou sua carreira. No ano de 1.221 fez parte do Capítulo Geral da Ordem em Assis, convocado por Francisco de Assis. Em seguida foi para Pádua, onde desencarnou aos 36 (ou 40) anos.
António é tido como um dos intelectuais mais memorável de Portugal do período pré-universitário. Tinha grande cultura, documentada pela coletânea de sermões escritos que deixou, onde fica evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com diversos aspectos das ciências profanas. O seu grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras do seu tempo. Lecionou em universidades italianas e francesas.
No sincretismo religioso, Santo António é relacionado no candomblé como Exu, o orixá da comunicação. Também é identificado com Ogum, deus da guerra, capaz de abrir os caminhos.

Santo Antônio de Pádua (Filme de Umberto Marino - 2.002)
Antônio, Guerreiro de Deus (Filme de Antonello Belluco - 2.006)

1.215

Inquisição

Criação Oficial da Inquisição
Quarto Concílio de Latrão - Sistema de Tribunais criado pelo papa Inocêncio III, para prender, torturar, interrogar, destituir posses, bens e assassinar os portadores de Dons do Espírito Santo, Carimas ou Mediunidades, classificando-os como feiticeiros ou hereges.
Os hereges tinham de ser perseguidos e tirados de seus esconderijos. A infâmia dessa instituição deixou suas marcas na memória e no vocabulário dos homens. A multiplicação dos valdenses e albigenses, pediu medidas mais severas. Em 1.215, o Quarto Concílio Lanterano, sob a liderança de Inocêncio III, estabeleceu para a punição dos hereges o confisco de suas propriedades, excomunhão para aqueles que não agissem contra os hereges, e completo perdão dos pecados para aqueles que cooperassem. O sínodo de Toulouse sistematizou políticas inquisitoriais, deixando os pretensos hereges praticamente sem nenhum direito. O inquisidor não estava sujeito a qualquer lei, apenas ao papa. Ele era ao mesmo tempo promotor público e juiz. O "julgamento" era secreto, e o acusado tinha de provar sua inocência - como em todas as cortes que seguiam o direito romano - sem direito a advogado e sem saber quem eram seus acusadores.
O papa Inocêncio IV, em 1.252, autorizou a tortura como meio de se conseguir informação e a confissão dos acusados de heresia. A lei canônica proibia o clero de derramar sangue. Aquele que servia ao altar do Sacrifício não devia sacrificar homens. Mas ele podia perseguir, interrogar e torturar o prisioneiro. Se julgasse a pessoa culpada de heresia, ele a devolvia às autoridades civis, geralmente para ser queimada na fogueira. A combinação da cruzada contra os hereges em Toulouse e a inquisição acabou com o cátaros antes do final do século XIII.
No concílio também foi definido: Eucaristia - dita "sagrada comunhão", renovação do sacrifício de Jesus Cristo no calvário; O dogma da Transubstanciação - mudança do pão e vinho no "corpo e sangue de Jesus"; Confissão Auricular - sacramento para "perdão de pecados", utilizado amplamente na espionagem e perseguição aos ditos hereges; declara ainda que "fora da Igreja não há salvação".

1.328

John Wycliff

Reformador Protestante - Tradução da primeira Bíblia para o idioma inglês
Professor da Universidade de Oxford, teólogo e reformador religioso inglês. Trabalhou na primeira tradução da Bíblia para o idioma inglês, que ficou conhecida como a Bíblia de Wycliff.
Ele argumentava que o governo inglês tinha a responsabilidade divinamente atribuída de corrigir os abusos da Igreja Católica dentro de seu território e de afastar de seu ofício os homens que insistissem em permanecer em pecado. O Estado poderia inclusive confiscar a propriedade dos oficiais corruptos. Em 1.377 o papa Gregório XI expediu um bula contra Wycliff condenando suas 18 teses, dizendo-as errôneas e perigosas para a Igreja e o Estado.
O reformador dizia: "Todo homem, seja leigo ou da igreja, está no mesmo patamar perante os olhos de Deus".
"O Novo Testamento é cheio de autoridade, fácil de ser entendido pelo homem simples. Aquele que pratica a humildade e a caridade tem o verdadeiro entendimento e a perfeição de toda a Sagrada Escritura."
"Cristo não escreveu suas leis em mesas, ou em peles de animais, mas no coração dos homens."
Wycliff mostrou como o papado havia se distanciado da prática e dos ensinamentos de Jesus e de seus discípulos. "Cristo é verdade, o papa é o princípio da falsidade". Cristo viveu na pobreza, o papa trabalha por magnificência, Cristo recusou o poder temporal, e o papa o busca. A instituição papal é "cheia de veneno". É o próprio anticristo, o pecador que exalta a si mesmo e coloca-se acima de Deus. Ele nunca demonstrou tanta hostilidade quanto em relação ao dogma da transubstanciação. No verão de 1.380, publicou doze argumentos contra a ideia de que o pão e o vinho da "Santa Comunhão" transformavam-se fisicamente no corpo e no sangue de Jesus.
No dia 28 de dezembro de 1.384, Wycliff foi acometido por um ataque de apoplexia, desencarnando 3 dias depois, no último dia do ano. Em 1.428, quarenta e quatro anos após seu desencarne, em virtude de uma condenação do Concílio de Constança, o Papa Martinho V enviava ao bispo Linsoln ordem para que desenterrassem os despojos de Wicliff levassem á fogueira e atirassem suas cinzas no Reno. A ordem foi rigorosamente executada.
"Que sabeis dos grandes vultos restauradores, como Wicliff, Huss, Lutero, Giordano Bruno, Kardec e seus seguidores? Por acaso contaram com mistérios e milagres que os isentaram de árduos trabalhos, de trabalhos que os conduziram, em alguns casos, ao martírio? Fazei-vos, pois, dignos discípulos de vossos maiores. Porém, fazei-vos em trabalhos de fato, não em presunção apenas, pois o mundo carece de verdadeiros servidores do Cristo Planetário." - Livro: Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria

1.369

Jan Huss

Encarnação do Princípio Sagrado
Reformador Protestante - Executado na fogueira
Jan Huss (Husinec, 1.369 - Constança, 6 de julho de 1.415) pensador e reformador tcheco, nasceu de pais camponeses que habitavam a pequena cidade de Husinec, ao sul da Boêmia. Estudou teologia na Universidade de Praga, tornando-se bacharel em artes e mestre em artes, antes de começar a ensinar na faculdade de artes e de mergulhar na causa reformista. Primeira reencarnação de Elias, acompanhado de muita gente, para iniciar os serviços preliminares da restauração da Doutrina do Caminho.
A revolta de Wycliff se expandiu na Boêmia, porque estava ligada a um forte grupo liderado por Jan Huss. Na Capela de Belém, próxima à universidade, deu a Huss uma oportunidade de divulgar seus ensinamentos e os trabalhos de Wycliff, incluindo suas críticas aos abusos de poder do papado. Nas paredes, havia pinturas que contrastavam o comportamento dos papas e de Jesus. Os cáusticos sermões de Huss na língua boêmia rapidamente se espalharam e angariaram apoio popular. Logo se iniciaram tumultos de estudantes contra e a favor.
O arcebispo de Praga de maneira persistente reclamava ao papa sobre Huss. Corte as heresias pela raiz, dizia o papa. O arcebispo Zbynek excomungou Huss, o que provocou grande agitação popular. Huss passou a atacar abertamente o fato de o papa vender indulgências a fim de financiar sua guerra contra Nápoles. Essa atitude custou o apoio do rei Wenceslas, e quando Praga ficou sob interdito papal por causa de Huss, o reformador exilou-se no sul da Boêmia. Durante esse período de retiro, Huss escreveu sua obra mais importante, "Sobre a Igreja".
Atendendo a um pedido do imperador Sigismundo, Huss foi ao concílio de Constance, e foi induzido à prestar declarações aos quatro poderes com a promessa do imperador, "de que nada de mal lhe aconteceria, caso expusesse em público as suas ideias". Sigismundo "dar-lhe-ia salvo conduto e a sua palavra imperial de que sua vida não correria perigo, pois a espada do império velaria por ele". Os regulamentos da Inquisição eram simples. Se houvesse testemunhas suficientes para testificar a culpa, então ele tinha que confessar e renunciar a seus erros ou seria queimado. A recompensa da confissão era a prisão perpétua em vez de fogueira. Ingagado, respondeu: "Eu disse que, nem por uma capela cheia de ouro, abandonaria a Verdade". Em suas cartas de Constance, externava sua preocupação ao dizer "temo que os mentirosos digam que abandonei a Verdade que preguei". Durante oito meses ficou na prisão de Constance.
Esquecera-se o imperador da palavra empenhada quando condenou Jan Huss à morte na fogueira. Mandou retirá-lo em 6 de julho de 1.415, da cela, amarrá-lo, vestir-lhe uma túnica, colocar-lhe sobre a cabeça uma mitra com diabos e serpentes pintados e fê-lo empreender o caminho para o arrabalde de Brulh, onde no mesmo lugar da fogueira se ergue hoje um monumento coberto de inscrições em honra ao mártir. Huss orou. Pela última vez, o marechal do Império perguntou-lhe se abjuraria e salvaria sua vida. Huss disse: "Deus é minha testemunha de que as evidências contra mim são falsas. Sempre ensinei ou preguei com a única intenção de salvar homens, se possível, de seus pecados. Na verdade do evangelho escrevi, ensinei e preguei; hoje, de bom grado morrerei". Antes de ser queimado, Huss disse as seguintes palavras: "Vocês hoje estão queimando um ganso, mas dentro de um século, encontrarão-se com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar". Huss significa "ganso" na língua boêmia e esta profecia se concretizaria 102 anos depois, quando Martinho Lutero pregou suas 95 teses em Wittenberg, e costumeiramente se costuma identificá-lo com um cisne.
A sua extensa obra escrita concedeu-lhe um importante papel na história literária tcheca. Também é responsável pela introdução do uso de acentos na língua tcheca por modo a fazer corresponder cada som a um símbolo único. Há uma estátua na praça central de Praga, a Praça da Cidade Velha, em sua homenagem.
"(O ex-padre Leterre, no livro JESUS E SUA DOUTRINA, revela o quanto de erros, sujidades, sangueiras, imoralidades e depravações, enche a vida da Besta Apocalíptica, que devia surgir e surgiu, em Roma, como bem ficou previsto no capítulo 13, do Apocalipse. Foi no ano 313 que a Besta foi inventada por Constantino Cloro I. Kardec foi reencarnação de João Huss, e não terminou tudo quanto devia, porque de par com o que devia restaurar, também devia entregar o EVANGELHO ETERNO, anunciado por Deus em Apocalipse, 14, 6.)" - Boletim: A Doutrina de Deus, da Lei a Ser Vivida...
1.412

Joana D'Arc

Encarnação de Judas de Kirioth
Pitonisa, Vidente ou Médium - Heroína Francesa - Executada na fogueira
Joana d'Arc (Domrémy-la-Pucelle, 1.412 - Ruão, Reino da França, 30 de maio de 1.431) considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos. Nasceu filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, numa família camponesa, em Domrémy no nordeste da França. Joana tinha visões com anjos ou espíritos que a instruíram a ajudar as forças de Carlos VII e livrar a França do domínio da Inglaterra. O não coroado Carlos VII enviou Joana junto com um exército para tentar solucionar o Cerco de Orleães. Após apenas nove dias de ação, a batalha terminou com um resultado favorável aos franceses e Orleães foi libertada, elevando assim a reputação de Joana a condição de heroína nacional aos olhos do povo francês. Seguiu-se uma série de vitórias militares para as forças de Carlos VII, que permitiram sua coroação como rei na Catedral de Reims. Como resultado, a moral da população francesa melhorou e a maré da Guerra dos Cem Anos começou a virar em favor dos franceses.
Após o fracassado Cerco de Paris, contudo, a popularidade de Joana dentre a nobreza francesa despencou. Em 23 de maio de 1.430, ela foi capturada em Compiègne pelos Borguinhões, um grupo de franceses que apoiavam os ingleses. Eles a entregaram nas mãos do governo da Inglaterra, que colocaram seu julgamento nas mãos do bispo Pierre Cauchon, jogando contra ela diversas acusações de cunho religioso. Cauchon a declarou culpada e ela foi sentenciada a morte na fogueira. Joana foi executada em 30 de maio de 1.431, aos 19 anos de idade. Sua morte, contudo, a elevou aos status de mártir e fez aumentar o fervor patriótico francês contra os ingleses.
Em 1.803, Joana foi oficialmente declarada como um símbolo nacional da França por decisão do imperador Napoleão Bonaparte. A Igreja Católica que a havia acusado de feitiçaria e bruxaria, a declara "beatificada" em 1.909 e "canonizada" em 1.920.
"Entretanto, no século quatorze, sobre a Europa, realizar-se-ia um grande conclave – Jesus ordenaria o movimento de reposição das coisas no lugar. Viriam à carne Wicliff, Huss, Joana D'Arc, Lutero, Giordano Bruno, Kardec, Denis, Delanne, etc. Iriam, aos poucos, repondo o Pentecostes no lugar... O Instrumento Revelador, o Consolador, de novo começaria o seu serviço de advertir, ilustrar e consolar os filhos de Deus lotados na Terra." - Livro: A Bíblia dos Espíritas

Joana d'Arc (Filme de Luc Besson - 1.999)

1.452

Girolamo Savonarola

Reformador - Executado por enforcamento e seu corpo queimado na fogueira
Girolamo Savonarola (Ferrara, 21 de setembro de 1.452 — Florença, 23 de maio de 1.498), foi um padre dominicano e pregador na Florença renascentista que ficou conhecido por suas profecias, pela destruição de objetos de arte e artigos de origem secular e seus apelos de reforma da Igreja Católica. Savonarola veio de uma antiga e tradicional família de Ferrara. Devotou-se ao estudo da filosofia e medicina e em 1.474, durante uma viagem a Faenza, ouviu um sermão proferido por um padre agostiniano, que o fez resolver renunciar ao mundo, incorporando-se à ordem dominicana na Bolonha sem o conhecimento de seus pais.
Savonarola declarava-se um profeta, e escreveu sobre suas visões em seu Compendium Revelationum, em que ele associava a corrupção do clero com um dilúvio de pecados e libertinagem e o rei Carlos VIII da França a um "novo Ciro". Quando a França invadiu a Itália e ameaçou intervir em Florença em 1.494, essas profecias se realizaram e Savonarola conseguiu suporte público para afastar os Médici do poder e declarar Florença uma "república popular".
Em 1.495, quando Florença recusou participar da Santa Liga junto ao Vaticano para se opôr à invasão francesa, Savonarola foi convocado a Roma pelo papa Alexandre VI, recusou a convocação e prosseguiu a desafiar o papa, pregando sob uma proibição, declarando Florença uma nova Jerusalém: o novo centro do cristianismo no mundo, e começando uma campanha puritana que é lembrada especialmente em virtude das suas recorrentes "fogueiras das vaidades". Nesses eventos, obras de arte, livros e outros objetos que eram considerados produtos da vaidade humana, luxo desnecessário ou de natureza imoral eram coletados e queimados publicamente. Em retaliação, o papa excomungou Savonarola em maio de 1.497, e ameaçou uma interdição em Florença.
Em seus sermões atacou violentamente os crimes do Vaticano. Um cisma começou a se figurar e o papa foi forçado outra vez a agir. Mesmo assim, Savonarola prosseguiu com suas pregações cada vez mais violentas contra a Igreja de Roma, recusando-se a obedecer às ordens recebidas. Savonarola foi preso com mais dois frades e em 23 de maio de 1.498, a Igreja Católica o condenou à morte por enforcamento, junto com seus dois companheiros, sendo entregues as autoridades civis para serem enforcados e posteriormente seus corpos queimados em praça pública.
Discurso de Girolamo contra a corrupção da Igreja Romana: "Nestes dias, prelados e pregadores estão acorrentados à terra pelo amor às coisas terrenas. O cuidado pelas almas não é mais sua preocupação. Estão contentes com sua renda financeira. Os pregadores pregam para agradar os príncipes e serem louvados por eles. Fizeram pior que isso. Não só destruíram a igreja de Deus, mas construíram uma nova igreja segundo seu próprio padrão. Vá a Roma e veja! Nas mansões dos grandes prelados, não há interesse senão por poesia e oratória. Vá até lá e veja! Verá todos com seus livros de ciências humanas, dizendo uns aos outros que podem guiar as almas dos homens por meio de Virgílio, Horácio e Cícero... Os prelados antigos tinham muito menos mitras e cálices de ouro, e os que possuíam eram quebrados e repartidos para aliviar as necessidades dos pobres. Mas nossos prelados, a fim de obter tais cálices, roubam os pobres do seu único meio de sustento. Não sabem já o que lhes relato? O que fazes, ó Senhor? Levanta-te e vem para libertar tua igreja das mãos de demônios, das mãos de tiranos, das mãos de prelados iníquos".

Idade Moderna

1.475

Michelangelo

Encarnação de Bezerra de Menezes
Pintor, escultor, poeta e arquiteto
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de março de 1.475 — Roma, 18 de fevereiro de 1.564), foi pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.
Ele desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e Roma, onde viveram seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e vários papas romanos. Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio em Florença. Tendo seu talento logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Medici, para quem realizou várias obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a maior parte de suas obras mais representativas. Sua carreira se desenvolveu na transição do Renascimento para o Maneirismo, e seu estilo sintetizou influências da arte da Antiguidade clássica, do primeiro Renascimento, dos ideais do Humanismo e do Neoplatonismo, centrado na representação da figura humana e em especial no nu masculino, que retratou com enorme pujança. Várias de suas criações estão entre as mais célebres da arte do ocidente, destacando-se na escultura o Baco, a Pietà, o David, as duas tumbas Medici e o Moisés; na pintura o vasto ciclo do teto da Capela Sistina e o Juízo Final no mesmo local, e dois afrescos na Capela Paulina; serviu como arquiteto da dita Basílica de São Pedro, implementando grandes reformas em sua estrutura e desenhando a cúpula, remodelou a praça do Capitólio romano e projetou diversos edifícios, e escreveu grande número de poesias.
Ainda em vida foi considerado o maior artista de seu tempo; chamavam-no de o Divino, e ao longo dos séculos, até os dias de hoje, vem sendo tido na mais alta conta, parte do reduzido grupo dos artistas de fama universal, de fato como um dos maiores que já viveram e como o protótipo do gênio. Foi um dos primeiros artistas ocidentais a ter sua biografia publicada ainda em vida. Sua fama era tamanha que, como nenhum artista anterior ou contemporâneo seu, sobrevivem registros numerosos sobre sua carreira e personalidade, e objetos que ele usara ou simples esboços para suas obras eram guardados como relíquias por uma legião de admiradores. Para a posteridade Michelangelo permanece como um dos poucos artistas que foram capazes de expressar a experiência do belo, do trágico e do sublime numa dimensão cósmica e universal.

1.478

Inquisição Espanhola

A Inquisição espanhola ou Tribunal do Santo Ofício da Inquisição foi uma instituição fundada em 1.478 por Fernando II de Aragão e Isabel de Castela para manter a ortodoxia católica em seus reinos que atuou até 1.834. Esta Inquisição foi o resultado da Reconquista da Espanha das mãos dos árabes muçulmanos, e da política de conversão de judeus e muçulmanos espanhóis ao catolicismo. A Inquisição foi um instrumento na política chamada "limpeza de sangue" contra os descendentes de judeus e de muçulmanos convertidos, responsável por milhares de vítimas.
Em 1.483, Fernando e Isabel indicaram o dominicano Tomás de Torquemada para investigar e punir os conversos — judeus e mouros que diziam ter-se convertido ao catolicismo, mas que alegadamente continuavam a praticar suas antigas religiões em segredo. Os detratores chamavam os judeus convertidos de marranos, uma expressão pejorativa, que significa porcos. Para estimular as delações, a Inquisição chegou a publicar um conjunto de orientações que ensinava os católicos a vigiar os seus vizinhos e a reconhecer possíveis traços de judaísmo: "Se observar que os seus vizinhos vestem roupas limpas e coloridas no sábado, eles são judeus. Se eles limpam as suas casas às sextas-feiras e acendem velas mais cedo do que o normal naquela noite, eles são judeus. Se eles comem pão ázimo e iniciam a sua refeição com aipo e alface durante a Semana Santa, eles são judeus. Se eles recitam as suas preces diante de um muro, inclinando-se para frente e para trás, eles são judeus".
"E todo aquele que vos matar, pensará estar prestando um bom serviço a Deus" – Jesus.
Corria o ano de 1.490. A mão fanática e assassina de Tomás de Torquemada infundia terror às gentes de Espanha, porque o Santo Ofício funcionava desenfreado e infernal, remetendo ao mundo das almas, depois dos mais cruéis martírios, milhares e milhares de filhos de Deus. Como simples questões de cisma pudessem levar as mais notáveis criaturas ante o Santo Ofício, bem assim como a ausência de cisma algum, contanto que outros interesses convenientes à Igreja Católica o determinassem, eis que em todos os corações havia muito lugar para os mais temíveis prognósticos.
Se para alguns o problema consistia em ser herético, fosse lá pelo que fosse, para outros o problema estava cingido ao simples fato de ter posses ou posições que fossem desejadas pelos senhores do Santo Ofício. Em nome do purismo religioso caudais de lágrimas corriam, antes que viesse correr o sangue ou antes que as labaredas tostassem milhares de corpos.
A máquina infernal do Santo Ofício funcionava perfeitamente, organizadamente, estando suas peças e engrenagens estendidas aos mais distantes rincões da Espanha; afora a gente superior e diretamente autorizada, outros havia que funcionavam a bem de mais afastados servidores da forja de terrores. Os interesses eram tantos e de tal modo se haviam tornado complexos, por causa da multidão de objetivos pessoais, que elementos da mesma infernal maquinação se encontravam e mutuamente se espionavam, sem terem disso a menor ideia." - Livro: A Volta de Jesus Cristo

1.483

Martinho Lutero

Reformador Protestante - Conseguiu liberdade de culto e tradução das escrituras
Martinho Lutero (Eisleben, 10 de novembro de 1.483 — Eisleben, 18 de fevereiro de 1.546), foi um monge agostiniano e professor de teologia germânico que tornou-se uma das figuras centrais da Reforma Protestante. Levantou-se veementemente contra diversos dogmas do catolicismo romano, contestando sobretudo a doutrina de que o perdão de Deus poderia ser adquirido pelo comércio das indulgências. Essa discordância inicial resultou na publicação de suas famosas 95 Teses em 1.517, em um contexto de conflito aberto contra o vendedor de indulgências Johann Tetzel. Sua recusa em retratar-se de seus escritos, a pedido do Papa Leão X em 1.520 e do imperador Carlos V na Dieta de Worms em 1.521, resultou em sua excomunhão da Igreja Romana e em sua condenação como um fora da lei pelo imperador do Sacro Império Romano Germânico.
A venda de indulgências, iniciada durante as Cruzadas, continuava sendo uma das fontes favoritas de renda papal. Lutero começou a criticar a teologia das indulgências em seus sermões. Sua contrariedade aumentou muito em 1.517, quando o dominicano John Tetzel estava pregando na Alemanha em prol da campanha papal para levantar fundos para o término da construção da Basílica de São Pedro, em Roma. Tetzel dizia em seus bordão, "Assim que a moeda no cofre cai, a alma do purgatório sai". Lutero escreveu as 95 Teses e seguindo o costume da universidade, as pregou na porta da igreja do Castelo, em Wittenberg. Dentre outras coisas, elas sustentavam que as indulgências não podem eliminar a culpa, não se aplicam ao purgatório, e são perigosas porque induzem o doador a uma falsa segurança. Sua teologia desafiou a infalibilidade papal em termos doutrinários, pois defendia que apenas as Escrituras (sola scriptura) seriam fonte confiável de conhecimento da verdade revelada por Deus.
A 15 de junho de 1.520, o Papa advertiu Lutero, com a bula "Exsurge Domine", onde o ameaçava com a excomunhão, a menos que, num prazo de setenta dias, repudiasse 41 pontos de sua doutrina, destacados pela Igreja. Em outubro de 1.520, Lutero enviou seu escrito "A Liberdade de um Cristão" ao Papa, acrescentando a frase significativa: "Eu não me submeto a leis ao interpretar a palavra de Deus". Lutero disse ao tribunal: "Não vou desdizer coisa alguma, pois ir contra a consciência não é honesto nem correto. Aqui estou, e não posso agir de outra maneira. Deus me ajude. Amém". O Papa Leão X excomungou Lutero a 3 de janeiro de 1.521, na bula "Decet Romanum Pontificem".
Lutero foi salvo da prisão e da morte pelo príncipe da Saxônia, o duque Frederico, cujos domínios incluíam Wittenberg. O duque deu-lhe asilo em seus solitário castelo em Wartburg. Nesse período, traduziu o Novo Testamento para o alemão, que foi o primeiro passo para reformular a adoração pública e particular na Alemanha. Enquanto isso, a revolta contra Roma se espalhava; de cidade em cidade, sacerdotes e conselhos locais removiam estátuas das igrejas e abandonavam as missas. Novos reformadores, muitos deles bem mais radicais que Lutero entravam em cena.
"Os renovadores já passaram pela Terra... A restauração, em base, já está feita... Estude Wicliff, João Huss, Lutero, Kardec... Procure conhecer o trabalho de todos aqueles que Jesus enviou ao mundo, para repor as coisas no lugar... Não se esqueça de que a obra da corrupção, levantada em Roma, na Roma do quarto século, devia e deve ter fim, para que a Excelsa Doutrina brilhe, de novo, no meio das gentes e até aos extremos da Terra, conforme está escrito no primeiro capítulo do Livro dos Atos dos Apóstolos." - Livro: Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria
1.484

William Tyndale

Padre protestante, acadêmico e mestre em artes - Executado na fogueira
William Tyndale (Gloucestershire, Inglaterra, 1.484 - perto de Bruxelas, Dezessete Províncias, 6 de outubro de 1.536) foi um padre protestante e acadêmico inglês, mestre em Artes na Universidade de Oxford. Traduziu a Bíblia para uma versão inicial do moderno inglês. Seu objetivo era fazer o Novo Testamento um livro tal que "todo menino de arado" pudesse lê-lo e se tornasse mais conhecedor das Escrituras que o próprio clero. Apesar de numerosas traduções para inglês, parciais ou completas, terem sido feitas a partir do século VII, a Bíblia de Tyndale foi a primeira a beneficiar da imprensa, o que permitiu uma ampla distribuição.
Tyndale estudou as escrituras e começou a defender as teses da Reforma Protestante, muitas das quais eram consideradas heréticas, primeiro pela Igreja Católica que o perseguira e depois pela Igreja Anglicana. As traduções de Tyndale foram banidas pelas autoridades e o próprio Tyndale foi queimado na fogueira em 1.536 em Vilvoorde (10 Km a nordeste de Bruxelas), na atual Bélgica, sob a instigação de agentes de Henrique VIII e a Igreja Anglicana. Suas últimas palavras foram, "Senhor, abre os olhos ao rei da Inglaterra", o que de fato aconteceu anos depois.

1.503

Nostradamus

Encarnação de João Evangelista
Médico, astrólogo e alquimista
Michel de Nostredame (Saint-Rémy de Provence, 21 de dezembro de 1.503 - Salon-de-Provence, 2 de julho de 1.566) foi um apotecário e médico francês da Renascença que praticava a medicina, alquimia (como muitos dos médicos do século XVI), farmacologia e a astrologia. Ficou famoso por sua capacidade de vidência. Sua obra mais famosa, "As Profecias", é composta de versos agrupados em quatro linhas (quadras), organizados em blocos de cem (centúrias); os versos contêm previsões codificadas do futuro.
Suas profecias compõem-se de quadras em versos métricos decassílabos, reunidas em grupos de cem, daí o nome de centúrias. Foram publicadas em várias ocasiões; uma pequena parte em 1.555, outra em 1.557, sendo que das três últimas centúrias conhecemos apenas edições póstumas. Devido sua fama, ao longo do tempo, muitos charlatões tentaram falsificar quadras e versos para fazer dinheiro. Na biblioteca de Paris, existem alguns livros escritos entre 1.600 e 1.900 que usam descaradamente seu nome.
"DEPOIS DO BÍBLICO DILÚVIO DE FOGO, PREVISTO POR JESUS E O APOCALIPSE, AS QUATRO VERDADES BÍBLICAS FUNDAMENTAIS GUIARÃO A HUMANIDADE QUE SOBRAR, NO RUMO APONTADO POR DEUS NO CAPÍTULO 11 DO PROFETA, VIDENTE OU MÉDIUM, ISAÍAS. ACREDITEM EM NOSTRADAMUS, MALAQUIAS E NA MENSAGEM DE FÁTIMA, MAS RECONHEÇAM QUE, SEM DEUS E AS VERDADES BÍBLICO-PROFÉTICAS, ELES JAMAIS EXISTIRIAM!" - Boletim: Depois do Bíblico Dilúvio de Fogo, Previsto por Jesus e o Apocalipse...

As Profecias de Nostradamus (Livro de Erika Cheetham)
1.506

Massacre de Lisboa

Mais de 4 mil mortos.
Os testemunhos contam que tudo teve início no Convento de São Domingos de Lisboa, no dia 19 de abril de 1.506, um domingo, quando os fiéis rezavam pelo fim da seca e da peste que grassavam em Portugal, e alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado — fenómeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias — um milagre.
Um cristão-novo que também participava da missa tentou explicar que esse milagre era apenas o reflexo de uma luz, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte.
A partir daí, os judeus da cidade que anteriormente já eram vistos com desconfiança tornaram-se o bode expiatório da seca, da fome e da peste: três dias de massacre se sucederam, incitados por frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os hereges e que juntaram uma turba de mais de quinhentas pessoas incluindo muitos marinheiros da Holanda, da Zelândia e de outras terras com as suas promessas.
A corte encontrava-se em Abrantes — onde se instalara para fugir à peste — quando o massacre começou. D. Manuel I tinha-se posto a caminho de Beja, para visitar a mãe. Teria sido avisado dos acontecimentos em Avis, logo mandando magistrados para tentar pôr fim ao banho de sangue. Entretanto, mesmo as poucas autoridades presentes foram postas em causa e, em alguns casos, obrigadas a fugir.
Como consequência, homens, mulheres e crianças foram torturados, massacrados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio, mais precisamente junto ao largo de São Domingos. Os judeus foram acusados entre outros "males", de deicídio e de serem a causa da profunda seca e da peste que assolava o país. A matança durou três dias — de 19 a 21 de Abril, na Semana Santa de 1.506.

1.515

Teresa D'Ávila

Encarnação da Mãe Maria
Atuou durante a Contra Reforma
Teresa D'Ávila, conhecida como Santa Teresa de Jesus (28 de março de 1.515 — 4 de outubro de 1.582), nascida Teresa Sánchez de Cepeda y Ahumada, em Gotarrendura, uma cidade na província de Ávila, no Reino de Castela. Seu avô paterno, Juan Sánchez, era um marrano (um converso ou descendente de judeu) e foi condenado pela Inquisição espanhola por ter retornado à fé judaica. Seu pai, Alonso Sánchez de Cepeda, comprou um título cavaleiro e conseguiu ser aceito pela sociedade católica. A mãe de Teresa, Beatriz de Ahumada y Cuevas, era especialmente dedicada à missão de criar a filha como uma piedosa cristã.
Teresa foi uma freira carmelita, mística e vidente, importante por suas obras sobre a vida contemplativa e espiritual e por sua atuação durante a Contra Reforma. Foi também uma das reformadoras da Ordem Carmelita e é considerada co-fundadora da Ordem dos Carmelitas Descalços, juntamente com o frade João da Cruz.
Seus livros, inclusive uma autobiografia "A Vida de Teresa de Jesus" e sua obra prima "O Castelo Interior" são parte integral da literatura renascentista espanhola e do corpus do misticismo cristão. Suas práticas meditativas estão detalhadas em outra obra importante, o "Caminho da Perfeição".
O desencarne de sua mãe quando tinha apenas quatorze anos provocou-lhe uma tremenda tristeza que estimulou-a abraçar ainda mais a devoção à Virgem Maria como sua mãe espiritual. Porém, ela adquiriu também um interesse na leitura de ficções populares, principalmente novelas de cavalaria, e um renovado interesse em sua própria aparência. Na mesma época, foi enviada como interna para uma escola de freiras agostinianas em Ávila, o Convento de Nossa Senhora da Graça.
Tereza fora acometida de uma enfermidade e apesar de todos os tratamentos, os médicos deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente malária, se agravou. Teresa conta que durante sua enfermidade, ascendia do estágio mais baixo, da "oração mental", ao de "oração do silêncio" ou mesmo ao de "devoções de êxtase", que era um de união perfeita com Deus. Durante este estágio final, Teresa conta que experimentava com frequência uma rica "benção de lágrimas". Conscientizou-se de sua própria impotência em confrontar o pecado e certificou-se da necessidade da sujeição absoluta a Deus.
No dia de São Pedro de 1.559, Teresa conta que Jesus apareceu para ela de corpo presente, só que invisível. Estas visões continuaram por mais de dois anos ininterruptos e, numa delas, um anjo trespassou repetidamente seu coração com a ponta inflamada de uma lança dourada provocando uma inefável dor espiritual e corporal: "Eu vi em sua mão uma longa lança de ouro e, na ponta, o que parecia ser uma pequena chama. Ele parecia para mim estar lançando-a por vezes no meu coração e perfurando minhas entranhas; quando ele a puxava de volta, parecia levá-las junto também, deixando-me inflamada com um grande amor de Deus. A dor era tão grande que me fazia gemer; e, apesar de ser tão avassaladora a doçura desta dor excessiva, não conseguia desejar que ela acabasse..."

1.515

Inquisição Portuguesa

A Inquisição Portuguesa, também conhecida como Tribunal do Santo Ofício, foi uma instituição da Igreja Católica que perseguia, julgava, tortura, punia e queimava em fogueiras pessoas acusadas de cometer crimes considerados heréticos. A heresia mais frequentemente perseguida pelo tribunal eram os judeus, ou chamados cristãos-novos. A data de início do Tribunal do Santo Ofício em solo Português teria se iniciado em 23 de maio de 1.536, quando o Papa Paulo III teria concordado com sua fundação. Entretanto, em 1.515 o Rei D. Manuel já havia requisitado a instalação da Inquisição, visto que estava sendo inquirido sobre sua proteção aos hereges pela Inquisição de Castela, que começou a questionar a fé do Rei, uma vez que ele se dizia católico mas amparava os hereges refugiados do reino vizinho, o que levou o rei a adotar uma política mais severa contra os judaizantes. A data de sua extinção foi em 31 de março de 1.821.
Os julgamentos da Inquisição eram secretos e a possibilidade de recorrer das decisões era nula. O procedimento consistia em interrogar o réu e constantemente pressioná-lo a confessar os "crimes" que lhe eram atribuídos. Os Inquisidores mantiam segredo sobre as acusações feitas e sobre as "evidências" que possuíam para, desse modo, conseguir uma confissão sem anunciar a acusação. Possíveis testemunhas também eram interrogadas e o Santo Ofício utilizava a tortura como método para conseguir as confissões necessárias. As sentenças eram decididas pelo voto da maioria que compunha a mesa da Inquisição, geralmente formada por três Inquisidores e um número variado de outros oficiais que podiam ser convocados a votar quando decisões precisavam ser tomadas. Para que as decisões ocorressem, eram necessários pelo menos cinco votos. Cada tribunal contava com seus próprios funcionários (advogados, promotores, notários. etc.) e sua própria prisão. Os guardas que serviam à inquisição também podiam depor contra os acusados: se enquanto preso um réu se recusasse a comer, por exemplo, essa ação poderia ser considerada um jejum, costume judaico. A inquisição Portuguesa cobriu todos os territórios do Império ultramarino português. Inicialmente, as colônias brasileiras serviram como refúgio para os perseguidos pela Inquisição (principalmente descendentes de judeus). E a partir da divisão do território em capitanias hereditárias, em 1.534, a imigração voluntária se intensificou.
A atuação da Inquisição no Brasil teve início tardiamente. Em um primeiro momento, funcionou por meio de visitações, mas posteriormente a ação da Inquisição passou a se apoiar cada vez mais nos agentes locais, cujas denúncias eram enviadas para o tribunal de Lisboa, onde eram analisadas por parte dos inquisidores e retornadas com o eventual mandado de prisão.

1.516

Inquisição Cubana

Não havia parte nenhuma no Mundo onde os protestantes, judeus ou hereges estivessem livres para o exercício de suas convicções religiosas. Partindo da Europa, muitos procuraram refúgio nas Américas do Sul e Central, o "Novo Mundo". Mas para cá também vieram os inquisidores. A inquisição em Cuba iniciou-se em 1.516 sob o comando de dom Juan de Quevedo, bispo de Cuba, que, com requintes de maldade, eliminou setenta e cinco hereges.
1.534

José de Anchieta

Encarnação do Princípio Sagrado
Padre Jesuíta - Fundou a cidade de São Paulo
José de Anchieta (San Cristóbal de La Laguna, 19 de março de 1.534 — Reritiba, 9 de junho de 1.597) foi um padre jesuíta espanhol e fundador da cidade de Piratininga (São Paulo) e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. Foi o maior Profeta do Brasil, proporcionando incontáveis curas e profecias, sendo amado e respeitado por índios e portugueses. Foi o primeiro dramaturgo, o primeiro gramático e o primeiro poeta nascido nas Ilhas Canárias. Foi o autor da primeira gramática da língua tupi e um dos primeiros autores da literatura brasileira, para a qual compôs inúmeras peças teatrais e poemas de teor educativo para índios e portugues e uma epopeia. É o patrono da cadeira de número um da Academia Brasileira de Música.
Anchieta viveu com a família até aos quatorze anos de idade, quando se mudou para Coimbra, em Portugal, a fim de estudar filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Universidade de Coimbra. A ascendência judaica foi determinante para que o enviassem para estudar em Portugal, uma vez que na Espanha, à época, a Inquisição era mais rigorosa. Ingressou na Companhia de Jesus em 1 de Maio de 1.551 como noviço.
O Provincial da Ordem , Simão Rodrigues, indicou, entre outros, José de Anchieta para a evangelização no Brasil, atendendo um pedido do padre Manuel da Nóbrega, Provincial dos Jesuítas no Brasil. Desde jovem, Anchieta padecia de tuberculose óssea, que lhe causou uma escoliose, agravada durante o noviciado na Companhia de Jesus. Este fato foi determinante para que deixasse os estudos religiosos e viajasse para o Brasil. Aportou em Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos a 13 de Julho de 1.553, com menos de vinte anos de idade e vindo na armada do segundo governador-geral do Brasil, Dom Duarte da Costa com outros seis companheiros, sob a chefia do padre Luis da Grã.
Anchieta ficou menos de três meses em Salvador, partindo para a Capitania de São Vicente no princípio de outubro, com o padre jesuíta Leonardo Nunes, onde conheceria Manuel da Nóbrega e permaneceria por doze anos. Anchieta abriu os caminhos do sertão, aprendendo a língua tupi, catequizando e ensinando latim aos índios. Escreveu a primeira gramática, o primeiro dicionário sobre a língua do tronco tupi: "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", que foi publicada em Coimbra em 1.595. No seguimento da sua ação missionária, fundou a cidade de Piratininga em 25 de janeiro de 1.554, posteriormente por imposição da Igreja Católica o nome foi modificado para São Paulo. "A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1.554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!" Esta povoação contava, no primeiro ano da sua existência com 130 pessoas, sendo 36 batizados. Piratininga do tupi guarani, "pira" - peixe e "tininga" - seco, significa peixes encalhados, visto que o rio Tietê tinha muitos peixes, quando o rio transbordava e depois voltava ao leito, a vázea (áreas ao largo do rio, onde hoje são os bairros do Bom Retiro, Brás, Mooca) ficavam cheias de peixes encalhados.
Anchieta era chamado pelos índios de "caraibebé" - homem de asas, assim chamado porque não andava a cavalo e narram de viagens feitas com ele, em que grupos iam na frente a cavalo e Anchieta seguia a pé atrás, mas após várias horas ou até mesmo dias de viagem, quando chegavam no vilarejo ou na aldeia, lá se encontrava Anchieta, que vinha recebê-los. Também há relatos de pessoas isoladas e enfermas, que dizam que na noite anterior Anchieta havia macerado ervas e feito rémedios, chás e tratado delas. Entretanto, ele estava a quilômetros de distância dali. Outros narraram ainda que quando precisavam de notícias de algum familiar, e os meios de comunicação eram bem escassos naquela época, quando indagavam, Anchieta dizia o dia em que a pessoa chegaria. Houve muitos relatos de onças deitarem ao lado dele, ou pássaros sentarem em seus ombros quando estava orando, muitos também o viram levitar sobre o chão. Há narrações que quando meditava na praia e a maré subia formava-se um campo de proteção a sua volta e a água não ousava tocá-lo. Os indígenas tinham muita admirãção e respeito, quando deixava uma tribo, que havia permanecido por algum período, homens, mulheres, velhos e crianças lamentavam e choravam sua partidada.
Anchieta educava e catequizava os indígenas, mas também tratava de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los e tomar-lhes as mulheres e filhos. Esteve em Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, na quaresma que antecedeu a sua ida à aldeia de Iperoig, juntamente com o padre Manuel da Nóbrega, em missão de preparo para o Armistício com os Tupinambás de Ubatuba. Nesse período, em 1.563, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas reunidos na Confederação dos Tamoios, se ofereceu como refém dos tamoios em Iperoig, enquanto o padre Manuel da Nóbrega retornou a São Vicente juntamente com Cunhambebe para ultimar as negociações de paz entre os indígenas e os portugueses. Durante este tempo em que passou entre os gentios, compôs o "Poema à Virgem Maria". Escreveu nas areias da praia, memorizando o poema, e mais tarde, em São Vicente, trasladou para o papel.
Em 1.566, foi enviado à Capitania da Bahia com o encargo de informar ao governador Mem de Sá do andamento da guerra contra os franceses, possibilitando o envio de reforços portugueses ao Rio de Janeiro. Por esta época, foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade. Na luta contra os franceses estabelecidos na França Antártica na baía da Guanabara; foi companheiro de Estácio de Sá, a quem assistiu em seus últimos momentos em 1.567.
Em 1.569, fundou a aldeia de Reritiba, "reri" - ostra e "tyba" - ajuntamento, significando "muitas ostras", "ajuntamento de ostras", povoação que deu origem a cidade de Anchieta, no litoral do Espírito Santo. Dirigiu o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro por três anos, de 1.570 a 1.573. Em 1.577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu por dez anos, sendo substituído em 1.587 a seu próprio pedido. Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio dos Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. Em 1.595, obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba onde desencarnou, tendo seu corpo sepultado em Vitória. Houve relatos que seus ossos foram retirados e que muitas curas foram feitas com seus despojos, assim como suas vestes e cartas.

A Vida do Venerável Padre José de Anchieta (Livro de Simão de Vasconcelos)
Anchieta (Livro de Joaquim Thomaz)

1.548

Giordano Bruno

Encarnação de João Evangelista
Frade Dominicano, teólogo, filosófo, matemático e escritor - Executado na fogueira
Giordano Bruno, nascido Filippo Bruno, (Nola, Reino de Nápoles, 1.548 — Campo de' Fiori, Roma, 17 de fevereiro de 1.600) foi um teólogo, filósofo, escritor, matemático, poeta, teórico de cosmologia, ocultista hermético e frade dominicano. Condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício) com a acusação de heresia ao defender alegações consideradas erros teológicos.
Foi uma mente brilhante, capaz de desafiar os dogmas da Igreja Católica, fazer sínteses entre diferentes correntes religiosas, espirituais, espiritualistas, filosóficas e pagãs daquele tempo, e questionar estabelecimentos políticos da Igreja. É considerado como um mártir, tendo contribuído para avanços significativos do conhecimento de seu tempo. Conhecido por suas teorias cosmológicas, que conceitualmente estenderam o então novo modelo copernicano. Propôs que as estrelas fossem sóis distantes cercados por seus próprios planetas e levantou a possibilidade de que esses planetas criassem vida neles próprios, uma posição filosófica conhecida como pluralismo cósmico. Também insistiu que o universo é infinito e não poderia ter "centro".
Giovanni Mocenigo (1.558-1.623), membro de um das mais ilustres famílias venezianas, encontrou Bruno em Frankfurt em 1.590 e convidou-o para ir a Veneza, a pretexto de lhe ensinar mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, em que Bruno era perito. Segundo Will Durant, Bruno estava havia muitos anos na lista dos procurados pela Inquisição, ansiosa por prendê-lo por suas doutrinas subversivas, mas Veneza gozava da fama de proteger tais foragidos, e o filósofo sentiu-se encorajado a cruzar os Alpes e regressar. Como Mocenigo quisesse usar as artes da memória com fins comerciais, segundo alguns, ou esperasse obter de Bruno ensinamentos de ocultismo para aumentar seu poder, prejudicar seus concorrentes e inimigos, segundo outros, Bruno se negou a ensiná-lo. Segundo Durant, Mocenigo, católico piedoso, assustava-se com "as heresias que o loquaz e incauto filósofo lhe expunha", e perguntou a seu confessor se devia denunciar Bruno à Inquisição. O sacerdote recomendou-lhe esperar e reunir provas, no que Mocenigo assentiu; mas quando Bruno anunciou seu desejo de regressar a Frankfurt, o nobre denunciou-o ao Santo Ofício. Mocenigo trancou-o num quarto e chamou os agentes da Inquisição para levarem-no preso, acusado de heresia. Bruno foi transferido para o cárcere do Santo Ofício de San Domenico de Castello, no dia 23 de maio de 1.592.
A partir de 1.593, Bruno foi julgado por heresia pela Inquisição romana, acusado de negar várias doutrinas católicas essenciais, incluindo condenação eterna, a Trindade, a divindade de Cristo, a virgindade de Maria e a transubstanciação. O panteísmo de Bruno também era motivo de grande preocupação, assim como seus ensinamentos sobre a transmigração da alma. Além da cosmologia, Bruno também escreveu extensivamente sobre a arte da memória, um grupo de técnicas e princípios mnemônicos. A historiadora Frances Yates argumenta que Bruno foi profundamente influenciado pela astrologia árabe (particularmente a filosofia de Averróis), neoplatonismo, hermetismo renascentista e lendas do gênero Gênesis em torno do deus egípcio Tote. Outros estudos de Bruno se concentraram em sua abordagem qualitativa da matemática e sua aplicação dos conceitos espaciais da geometria na linguagem.
Em Roma, o julgamento de Bruno durou oito anos, durante os quais ficou preso, por último, na Torre de Nola. No último interrogatório pela Inquisição do Santo Ofício, não abjurou e, no dia 8 de fevereiro de 1.600, foi condenado à morte na fogueira. Obrigado a ouvir a sentença ajoelhado, Giordano Bruno respondeu com um desafio: Maiori forsan cum timore sententiam in me fertis quam ego accipiam - "Talvez sintam maior temor ao pronunciar esta sentença do que eu ao ouvi-la". Após sua morte, ganhou fama considerável, sendo particularmente comemorado por muitos do século XIX e início do século XX que o consideraram um mártir de ciência.

Giordano Bruno (Filme de Giuliano Montaldo - 1.973)
Giordano Bruno e a Tradição Hermética (Livro de Frances Yates)
1.559

Index Librorum Prohibitorum

Índice de Livros Proibidos
O Index Librorum Prohibitorum, era uma lista de publicações consideradas heréticas, anticlericais ou lascivas e proibidas pela Igreja Católica. A primeira versão do Index foi promulgada pelo Papa Paulo IV em 1.559 e uma versão revista desse foi autorizada pelo Concílio de Trento. A última edição do índice foi publicada em 1.948 e o Index só foi abolido pela Igreja Católica em 1.966 pelo Papa Paulo VI. Nessa lista estavam livros que iam contra, a doutrina, os dogmas e os interesses da Igreja, de modo a manter seu domínio sobre reis, povos e nações. Ficou sob a administração da Inquisição ou Santo Ofício. Teve um grande efeito por todo o mundo católico. Por muitos anos, em áreas tão diversas como Quebec, Portugal, Brasil ou Polônia, era muito difícil encontrar cópias de livros banidos, especialmente fora das grandes cidades.
Obras de cientistas, filósofos, enciclopedistas ou pensadores como Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdão, Baruch de Espinosa, John Locke, Berkeley, Denis Diderot, Blaise Pascal, Thomas Hobbes, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, David Hume, Immanuel Kant entre outros, pertenceram a esta lista, tendo algumas sido removidas mais tarde.
Alguns famosos romancistas ou poetas que fizeram parte da lista foram: Laurence Sterne, Heinrich Heine, John Milton, Alexandre Dumas (pai e filho), Voltaire, Jonathan Swift, Daniel Defoe, Vitor Hugo, Emile Zola, Stendhal, Gustave Flaubert, Anatole France, Honoré de Balzac, Jean-Paul Sartre, Níkos Kazantzákis e Theodoor Hendrik van de Velde, etc.

1.566

Santa Aliança

Serviço de Espionagem da Igreja Católica
Desde 1.566, ano em que foi criado o serviço de espionagem do Vaticano, até aos nossos dias, a Santa Aliança e a sua contra-espionagem viram-se envolvidos em assassinatos, venda de armas, financiamento de ditaduras, fuga de criminosos de guerra nazis e falências bancárias. Tudo em nome de Deus e da fé católica e por ordem do Sumo Pontífice. "Se o Papa ordena liquidar alguém na defesa da fé, faz-se isso sem fazer perguntas. Ele é a voz de Deus e nós (a Santa Aliança) somos a mão executora." Cardeal Paluzzo Paluzzi, chefe da Santa Aliança, século XVII.
A Santa Aliança surgia como o derradeiro braço executivo das diretivas papais em nome de Deus, em que quaisquer medidas eram tomadas sem a menor hesitação e com o recurso à maior variedade de meios disponíveis. Através de uma gestão de vários interesses conjuntos, toda uma rede de agentes em constante integração e relativa flexibilidade de atuação, esta organização de espionagem foi ganhando o seu próprio espaço no campo das relações internacionais da época, promiscuindo as esferas religiosa e política, tudo em nome da palavra de Deus. Fundava-se assim uma das maiores organizações mundiais de espionagem do mundo, cujas atividades iriam redesenhar uma nova realidade internacional, alterando as próprias elites governantes do muitos reinos da Europa, por suborno, tortura, manipulação, e execução.
1.570

Inquisição Peruana

A Inquisição Peruana foi criada em 9 de janeiro de 1.570 e terminou em 1.820. O Santo Ofício e o tribunal da Inquisição estavam localizados em Lima, o centro administrativo do Vice-Reino do Peru. Ao contrário da Inquisição Espanhola e da Inquisição Medieval, na Inquisição Peruana, as autoridades da Igreja Católica dependiam da aprovação da Coroa para exercer jurisdição.
Embora os povos indígenas estivessem originalmente sujeitos à jurisdição dos inquisidores, acabaram sendo removidos do controle e não foram vistos como totalmente responsáveis pelo desvio da fé, mas estavam sujeitos a julgamento e punição pela inquisição. Aos olhos da Igreja, os indígenas eram vistos como gente sem razão. Como resultado, seus julgamentos foram separados de outros casos de inquisição. Apesar disso, ainda não impediu que outras pessoas de descendência não indígena fossem acusadas de crimes contra a Igreja. Os crimes variavam, heresia, feitiçaria e bruxaria, visto que os Profetas, Videntes ou Médiuns eram assim classificados.
Em 1.813, foi abolido pela primeira vez em virtude de um decreto de Cortes. Em 1.815, foi reconstituída, mas o alvo agora eram as ideias dos Enciclopedistas franceses e textos semelhantes, e a maioria das pessoas acusadas de crimes recebeu apenas liberdade condicional. Com a promoção do maçom José de la Serna ao vice-reinado, que coincidiu com a ascensão da facção nacionalista (enquanto as duas facções se preparavam para lutar entre si na Guerra da Independência do Peru), a Inquisição foi encerrada em 1.820.
1.572

Noite de São Bartolomeu

Massacre das Noites de São Bartolomeu - Estima-se que até 70 mil pessoas foram assassinadas
Em 1.570 houve um armistício entre católicos e protestantes na França, que ficou conhecido como Tratado de Paz de Saint Germain. Esse documento foi mediado por Catarina de Médici, rainha da França. E para selar a paz entre as duas religiões, foi celebrada uma união matrimonial. Realizou-se o casamento da católica Marguerite de Valois, irmã do rei da França, com Henrique III de Navarra (chefe da dinastia dos huguenotes), numa aliança que supostamente deveria acalmar as hostilidades entre protestantes e católicos romanos, e fortalecer as aspirações de Henrique ao trono.
Em 22 de agosto, um agente de Catarina de Médici (a mãe do rei da França, Carlos IX), um católico chamado Maurevert, invadiu a casa do almirante Gaspar II de Coligny, líder huguenote de Paris, de madrugada e o assassinou, ato que enfureceu os protestantes.
Nas primeiras horas da madrugada de 24 de agosto, no dia de São Bartolomeu, dezenas de líderes huguenotes foram assassinados em Paris, numa série coordenada de ataques planejados pela família real. Este foi início de um massacre mais vasto, apesar do rei ter enviado mensageiros às províncias para manter os termos do tratado de 1.570. Começando em 24 de agosto e durando até outubro, houve uma onda organizada de assassínios de huguenotes em doze cidades francesas, como Toulouse, Bordéus, Lyon, Bourges, Ruão, e Orleães.
Relatos da quantidade de cadáveres arremessados nos rios afirmam uma visível contaminação, de modo que ninguém comia peixe, pelas condições insalubres do local. Não foi o primeiro nem o último ataque massivo aos protestantes franceses, outros ataques ocorreriam. Embora não o único, "foi o pior dos massacres religiosos do século". Por toda a Europa, "imprimiu nas mentes protestantes a indelével convicção que o catolicismo era uma religião sanguinária e traiçoeira."
1.582

Calendário Gregoriano

O Papa Gregório XIII reuniu um grupo de especialistas para implantar um calendário seu, da Igreja Católica. O objetivo da mudança era fazer regressar o equinócio da primavera para o dia 21 de março e desfazer o erro de 10 dias existente na época. A Comissão preparou um documento, o Compendium, em 1.577, enviado no ano seguinte aos Príncipes e matemáticos para darem o seu parecer.
Após cinco anos de estudos, foi promulgada a bula papal Inter Gravissimas. Neste grupo de estudiosos participaram Christopher Clavius, jesuíta alemão, sábio e matemático, Ignazio Danti, dominicano, matemático, astrónomo e cartógrafo italiano e Luigi Giglio, médico, filósofo, astrónomo e cronologista italiano. A bula pontifícia também determinava regras para impressão dos calendários, com o objetivo de que fossem mantidos íntegros e livres de falhas ou erros. Era proibido a todas as gráficas com ou sem intermediários publicar ou imprimir, sem a autorização expressa da Igreja Romana, o calendário ou o martirológio em conjunto ou separadamente, ou ainda de tirar proveito de qualquer forma a partir dele, sob pena de perda de contratos e de uma multa de 100 ducados de ouro a ser paga à Sé Apostólica. A não observância ainda punia o infrator a pena de excomunhão - latae sententiae - entre outras punições. Oficialmente o primeiro dia deste novo calendário foi 15 de Outubro de 1.582.
O Calendário Gregoriano apresenta um grave erro, uma confusão nos cálculos matemáticos, que acarretaram em um atraso de 3 anos, 7 meses e 15 dias.
A mudança para o calendário gregoriano deu-se ao longo de mais de três séculos. Primeiramente foi adotado por Portugal, Espanha, Itália e Polônia; e de modo sucessivo, pela maioria dos países católicos europeus. Os países onde predominava o luteranismo e o anglicanismo tardariam a adotá-lo, caso da Alemanha (Baviera, Prússia e demais províncias) em 1.700 e Grã-Bretanha (Inglaterra e País de Gales) em 1.752. A adoção deste calendário pela Suécia foi tão problemática que até gerou o dia 30 de fevereiro. A China aprovou-o em 1.912, a Bulgária em 1.916, a Rússia em 1.918, a Roménia em 1.919, a Grécia em 1.923 e a Turquia em 1.926. Alguns povos conservam outros calendários para uso religioso inclusive com cronologia diferente da adotada pela Igreja Católica Apostólica Romana.
"Como há um erro no Calendário Gregoriano de quase 4 anos, estais no tempo de profundas alterações no Planeta e de profundas podridões, isto é, de todas as marcas de imundícias a comandarem os comportamentos ditos humanos." - Boletim: Nenhum Poder Humano Deterá o Dilúvio...
"Na cidade dos Sete Montes, Roma, onde no quarto século, 313, se levantou a Besta Apocaliptíca, também chamada a Grande Prostituta, corruptora de reis e povos! Tanta patifaria tinha que sair e inclusive isso: transformar tudo, por causa do ano litúrgico, em festas fixas e móveis. Primeiro lugar Natal, no mínimo 3 anos e meio antes, e vão mudar o calendário, né?! A ONU já sabe... os calendários que saem já sai, erres tanto, quatro anos antes. Não dá bem quatro anos! Mas, o que é que está errado? Natal, não foi! Páscoa, festa móvel, menos ainda. Porque ao menos as festas fixas, comemora fixo e acabou-se. Foi no dia tal... Agora quando chega a... sexta-feira, a Páscoa da Ressurreição, tudo isso, já não sabe nem quando foi, porque vai mudando de acordo com o ano litúrgico! Absurdos! É claro que a significação espiritual do fato, não tem importância a data! Mas se tem data, por que não respeitar? É que tinha que sair tanta coisa porca! Oh!" - Áudio
1.591

Inquisição Brasileira

A "primeira visita" do Tribunal do Santo Ofício ao Brasil foi no ano de 1.591. Os membros da inquisição visitaram Pernambuco e Bahia com o objetivo de verificar as suspeitas de atividades heréticas nessas regiões. Antes dessa data há registros de apenas dois casos, mas o Tribunal da Inquisição esteve presente desde o início da colonização do Brasil, e estava em pleno auge na Europa.
Muitos dos que fizeram parte das naus que compunham a esquadra de Pedro Álvares Cabral, eram comandados por capitães, cristãos-novos. Os judeus "convertidos" foram obrigados a abandonar seus sobrenomes "infieis" para nomes de plantas, árvores, animais, frutas, etc. Outros mudaram sobrenomes, mesmo sem se "converterem", para tentar fugir das perseguições, tiveram ainda que manter às escondidas seus costumes religiosos. Além do Brasil, ao longo dos séculos muitos fugiram também para Cuba, Peru, Caribe e Nova Amsterdã, hoje conhecida como Nova Iorque, e manteram seus costumes as escondidas.
A Inquisição interferiu profundamente na vida colonial brasileira durante vários séculos. Muitos foram perseguidos, os cristãos-novos, índios curandeiros, além dos africanos que haviam sido escravizados e para poderem praticar o Candomblé, tiveram que fazer um sincretismo de seus orixás com santos da Igreja Católica, criando a Umbanda, Os que eram considerados hereges eram torturados para confessarem "seus crimes", tinham seus bens confiscados, ou eram punidos com a morte.

1.608

Antônio Vieira

Padre, filósofo, escritor e orador
António Vieira (Lisboa, Sé, 6 de fevereiro de 1.608 — Salvador, 18 de julho de 1.697), mais conhecido como Padre António Vieira foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era chamado "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).
António Vieira chegou à Bahia, onde em 1.614, iniciou os primeiros estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador, principiando com dificuldades, veio a tornar-se um brilhante aluno. Segundo o próprio, foi a partir de um "estalo" na cabeça que, de súbito, tudo clareou: passou a entender com facilidade e a guardar tudo o que lia na memória. Até hoje muitos se referem a fenômeno semelhante a esse como "o estalo de Vieira".
Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em 5 de maio de 1.623. Em 1.624, quando na invasão holandesa de Salvador, refugiou-se no interior da capitania e iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Em 1.626, seus talentos como escritor já eram reconhecidos e ficou encarregado de escrever e traduzir para o latim a "Carta Ânua", um relatório anual dos trabalhos da Província da Companhia de Jesus, que era encaminhada ao Superior-Geral da Companhia em Roma. Prosseguiu os seus estudos em Teologia, tendo estudado ainda Lógica, Metafísica e Matemática, obtendo o mestrado em Artes. A partir do final de 1.626 ou do início 1.627, começou a atuar como professor de Retórica em Olinda. Retornou a Salvador para completar seus estudos, onde em 10 de dezembro de 1.634, foi ordenando sacerdote. Nesta época já era conhecido pelos seus primeiros sermões, tendo fama de notável pregador. Em 1.638, foi nomeado como professor de teologia do Colégio Jesuíta de Salvador.
António Vieira defendeu os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos pela Inquisição) e cristãos-velhos (aqueles cujas famílias eram católicas há gerações), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
Deixou uma obra complexa que exprime as suas opiniões políticas, não sendo propriamente um escritor, mas sim um orador. Além dos Sermões redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os seus sermões, alguns dos mais célebres são: "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", "Sermão da Sexagésima", "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", "Sermão do Bom Ladrão", "Sermão de Santo António aos Peixes" entre outros. Vieira deixou cerca de 200 sermões e 700 cartas.
Trecho Sermão da Sexagésima, 1.655: "Antigamente convertia-se o Mundo, hoje porque não se converte ninguém? Porque hoje pregam-se palavras e pensamentos; antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obras são tiros sem balas; atroam, mas não ferem. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras. Diz o Evangelho que a Palavra de Deus frutificou cento por um. Que quer isto dizer? Quer dizer que de cada palavra nasceram cem palavras? – Não. Quer dizer que de poucas palavras, nasceram muitas obras. Verbo Divino é Palavra Divina, mas importa pouco que as nossas palavras sejam Divinas, se forem desacompanhadas das nossas obras. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras veem-se; as palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos, e nossa alma se rende muito mais pelos olhos que pelos ouvidos".

Palavra e Utopia (Filme de Manoel de Oliveira - 2.000)
1.692

Salém

No ano de 1.692, na Nova Inglaterra, EUA (então colônia da Inglaterra), perto de Boston, capital da província de Massachusetts, ocorreram os julgamentos das "bruxas" de Salém, refere-se a uma série de audiências e processos de pessoas acusadas de bruxaria na Massachusetts colonial. Mais de duzentas pessoas foram acusadas. Trinta foram consideradas culpadas, dos quais dezenove foram executadas por enforcamento (catorze mulheres e cinco homens). Um outro homem, Giles Corey, foi pressionado à morte por recusar-se a confessar, e pelo menos cinco pessoas morreram na prisão.
Foram feitas detenções em numerosas cidades além de Salém e a vila de Salém (hoje conhecidas como Danvers), principalmente em Andover e Topsfield. Os grandes júris e julgamentos desse crime capital foram conduzidos por um Tribunal de Oyer e Terminer, em 1.692, e por um Tribunal Superior de Justiça, em 1.693, ambos realizados na cidade de Salém, onde também ocorreram os enforcamentos.
O episódio é um dos casos mais notórios de histeria em massa na América Colonial. Tem sido usado na retórica política e na literatura popular como um vívido conto de cautela sobre os perigos do isolacionismo, extremismo religioso, falsas acusações e lapsos no devido processo. Não foi um caso único, mas um exemplo colonial americano do fenómeno muito mais vasto dos julgamentos de "bruxas" no início do período moderno, que teve lugar também na Europa. Muitos historiadores consideram que os efeitos duradouros dos ensaios foram altamente influentes na história subsequente dos Estados Unidos. De acordo com o historiador George Lincoln Burr, "a bruxaria de Salém foi a rocha sobre a qual a teocracia desfez-se". Em 1.992, por ocasião do 300º aniversário dos julgamentos em memória das vítimas, foi inaugurado um parque em Salém e um memorial em Danvers. Em janeiro de 2.016, a Universidade da Virgínia anunciou que sua equipe do Gallows Hill Project havia determinado o local de execução em Salem, onde as 19 "bruxas" haviam sido enforcadas. A cidade dedicou o Proctor's Ledge Memorial às vítimas em 2.017.

As Bruxas de Salém (Filme de Nicholas Hytner - 1.996)
1.694

Voltaire

Encarnação do Princípio Sagrado
Escritor e filosófo iluminista
François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1.694 — Paris, 30 de maio de 1.778), foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês.
Conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, liberdade religiosa e livre comércio, é uma dentre muitas figuras do Iluminismo cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto Americana. Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.
Foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura impostas pela Igreja Católica e com severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, usou a ironia em suas obras para criticar, expor a podridão da Igreja Católica e das instituições francesas do seu tempo. Ficou conhecido por dirigir duras críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza. Por dizer o que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão, refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu naquele país, conheceu e passou a admirar as ideias políticas de John Locke.
Voltaire foi um pensador que se opôs à intolerância religiosa e à intolerância de opinião existentes na Europa no período em que viveu. Suas ideias reformistas acabaram por fazer com que fosse exilado de seu país de origem, a França. O conjunto de ideias de Voltaire constitui uma tendência de pensamento conhecida como Liberalismo. Exprime na maioria dos seus textos a preocupação da defesa da liberdade, sobretudo do pensar, criticando a censura e a escolástica, como observamos na seguinte frase, "Posso não concordar com nenhuma palavra do que você disse, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo".
Voltaire desencarnou em 30 de maio de 1.778. É considerado como "o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição". A família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. Em 2 de junho, o bispo de Troyes, em uma breve nota, proíbe severamente ao prior da abadia que enterre no "Sagrado" o corpo de Voltaire. Mas no dia seguinte, o prior responde ao bispo que seu aviso chegara tarde, porque - efetivamente - o corpo do filósofo já tinha sido enterrado na abadia.
"Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo."
"Encontra-se oportunidade para fazer o mal cem vezes por dia e para fazer o bem uma vez por ano."
"O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade."
"Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males."
"O orgulho dos pequenos consiste em falar sempre de si próprios; o dos grandes em nunca falar de si."
"Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram."
"Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas."
1.717

A Farsa de Nossa Senhora Aparecida

"Essa história de Nossa Senhora Aparecida foi inventada pela Besta Romana, para enganar os menos avisados, induzindo ao erro e à idolatria. Senão vejamos:
Um fazendeiro, morador do Vale do Paraíba, sendo católico, construiu em suas terras, uma capela onde colocou no altar uma imagem de Jesus em madeira; tornou-se evangélico ao longo de sua vida e mandou destruir a capela e a imagem foi jogada no rio Paraíba.
Posteriormente, a imagem foi achada por pescadores, sem sua cabeça, e foi encaminhada ao pároco ou padre local. De maneira criminosa, deu este a interpretação de que era uma parte da imagem da Grande Mãe Maria (chamada de Nossa Senhora) e uma homenagem à raça negra, pois sendo de madeira e tendo estado submersa na água, enegrecera." - Osvaldo Polidoro
Contemporânea
1.804

Allan Kardec

Encarnação do Princípio Sagrado
Educador, autor e tradutor - Codificador do Espiritismo
Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1.804 — Paris, 31 de março de 1.869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec fez a codificação do espiritismo (neologismo por ele criado).
Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia. Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Yverdon, em Yverdon-les-Bains, na Suíça, tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.
Concluídos seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para esse idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e neerlandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol. Era membro de diversas sociedades acadêmicas, entre as quais o Instituto Histórico de Paris e a Academia Real de Arras. Em 6 de fevereiro de 1.832 desposou Amélie Gabrielle Boudet.
Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1.835 e 1.840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, elaborou um manual de aritmética, que foi adotado por décadas nas escolas francesas, e um quadro mnemônico da História da França, que visou a facilitar ao estudante a memorização das datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país. As matérias que lecionou como pedagogo foram Química, Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês.
Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1.854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal do qual era estudioso. Apenas em maio de 1.855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar tais reuniões.
Durante este período, também tomou conhecimento da psicografia. Teve contato com um "espírito familiar", que passou a orientar seus trabalhos. O pseudônimo "Allan Kardec" foi escolhido porque esta entidade revelou que ambos haviam vivido juntos, em uma vida passada, entre os druidas do povo celta, na região da Gália (atual França).
Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção dos espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científicos, filosóficos e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do homem. Tendo iniciado a publicação das obras de Codificação em 18 de abril de 1.857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1.858), Kardec fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
"E SE KARDEC TIVESSE ACERTADO? - Para Kardec acertar teria de ter um perfeito conhecimento bíblico-profético; mas, desgraçadamente, isso não aconteceu. E o preço desse desconhecimento resultou em um grande esforço, porém muito falho, muito prejudicial à Doutrina de Deus, que deveria ser entregue por ETAPAS, ou segundo o contínuo poder assimilativo dos filhos de Deus lotados no Planeta. (...) Infelizmente, além de muitíssimas outras falhas, Kardec nem sequer entrou no Livro dos Atos dos Apóstolos; deixou de lado as Epístolas; e, jamais teria pensado nas inconfundíveis Promessas do Apocalipse. Ficaram as falhas; levantou-se mais um infeliz sectarismo; e criou-se, para piorar tudo, um enfermiço comércio livreiro, verdadeiro fabricante de erros e errados, de xaropismos ou rasteirismos muito prejudiciais. As falhas são comprometedoras, o sectarismo é pedra de tropeço no Caminho da Verdade, e o livreirismo doentio é simplesmente deplorável." - Boletim: E se Kardec Tivesse Acertado?

Obras:
O Livro dos Espíritos (Publicado em 1.857)
O Livro dos Médiuns (Publicado em 1.861)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Publicado em 1.864)
O Céu e o Inferno (Publicado em 1.865)
A Gênese (Publicado em 1.868)
Obras Póstumas (Publicado em 1.890)
1.831

Bezerra de Menezes

Encarnação do Apóstolo Lucas
Médico, militar, escritor, jornalista e político - Expoente da Doutrina Espírita
Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Ceará, Jaguaretama, 29 de agosto de 1.831 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1.900) também conhecido como "O Médico dos Pobres" foi descendente de uma antiga família de ciganos fazendeiros de criação, ligada à política e ao militarismo na Província do Ceará, era filho de Antônio Bezerra de Menezes, tenente-coronel da Guarda Nacional, e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra. Em 1.838, aos sete anos de idade, ingressou na escola pública da Vila do Frade, adjacente ao Riacho do Sangue, atual Jaguaretama, onde aprendeu os princípios da educação elementar, em apenas dez meses. Em 1.842, como consequência de perseguições políticas e dificuldades financeiras, sua família mudou-se para a antiga Vila de Maioridade, na Serra do Martins, no Rio Grande do Norte, onde o jovem, então com onze anos de idade, foi matriculado na aula pública de latim. Após dois anos atuava como professor substituto. Em 1.846, a família retornou à Província do Ceará, fixando residência na capital, Fortaleza. Bezerra foi matriculado no Liceu do Ceará, onde concluiu os estudos preparatórios.
Em 1.851, ano do desencarne de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro e iniciou os estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em novembro do ano seguinte, ingressou como residente no hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Para prover os seus estudos, dava aulas particulares de filosofia e matemática. Graduou-se em 1.856, com a defesa da tese: "Diagnóstico do Cancro". Nesse ano, o Governo Imperial decretou a reforma do Corpo de Saúde do Exército Brasileiro e nomeou para chefiá-lo como Cirurgião-mor o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, seu antigo professor, que o convidou para trabalhar como seu assistente.
"O médico verdadeiro é isto: não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto... O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta à noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro — esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura."
Após estudar por alguns anos as obras de Allan Kardec, em 16 de agosto de 1.886, aos cinquenta e cinco anos de idade, perante grande público, estimado, conforme os seus biógrafos, entre mil e quinhentas e duas mil pessoas, no salão de conferências da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, em longa alocução, justificou a sua opção em abraçar o Espiritismo. O evento chegou a ser referido em nota publicada pelo "O Paiz", periódico de maior circulação da época, sob a direção de Quintino Bocaiúva.
No ano seguinte, a pedido da Comissão de Propaganda do Centro da União Espírita do Brasil, inicia a publicação de uma série de artigos sobre a Doutrina em "O Paiz". Na seção intitulada "Spiritismo - Estudos Philosophicos", os artigos saíram regularmente aos domingos, no período de 23 de outubro de 1.887 a dezembro de 1.893, assinados sob o pseudônimo "Max":
"São chegados os tempos de que falou Jesus à Samaritana: os tempos em que não se precisará ir a Jerusalém ou ao monte, para adorar ao Pai, mas, sim, adorá-Lo em Espírito e Verdade. Não descobre a Igreja nessas palavras do Divino Mestre uma promessa formal de progresso em matéria de religião? Como, então, se opõe à Doutrina Espírita (cuja moral é intocável) por trazer ideias novas em religião? Poderá haver progresso sem ideias novas?" - Jornal "O Paiz".
"Expõe - O Livro A Volta de Jesus Cristo - o trabalho, na carne e fora dela, do grande Apóstolo que foi Bezerra de Menezes, comandando legiões médicas, e, os subcomandos, as legiões de africanos, índios, hindus e cablocos, para os serviços preliminares de higienização dos lares, das pessoas e de ambientes, numa demonstração patente de que na Ordem Divina o problema das hierarquias determina o de trabalhos, não havendo anarquia e nem promiscuidades;"
"No curso dos séculos consecutivos a Jesus Cristo, todos os Apóstolos e aqueles outros que mais de perto acompanharam o Divino Modelo voltaram à carne, cumprindo tarefas nos mais diferentes setores de trabalho; Lucas, o Apóstolo que era médico e pintor, veio na personalidade de Bezerra de Menezes, pela última vez, deixando marcas inconfundíveis do seu valor e indo ser, após o desencarne, um grande chefe de legiões socorristas. Bezerra de Menezes não é apenas um nome a ser pronunciado com respeito, é uma bandeira de trabalho, é uma ação em movimento, é uma das muitas Graças de Deus ao dispor das almas que buscam a Verdade e a Virtude." - Livro: A Volta de Jesus Cristo

Espiritismo, Estudos Filosóficos (Livros com contos, artigos e crônicas escritas por Bezerra de Menezes, assinadas com o pseudônimo de Max, e publicadas no século XVIII, no jornal "O Paiz".)

1.845

Barão do Rio Branco

Encarnação de João Evangelista
Diplomata, advogado, geógrafo e historiador
José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1.845 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1.912), foi advogado, diplomata, geógrafo, professor, jornalista e historiador brasileiro. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, o Barão do Rio Branco ingressou nos estudos jurídicos ainda em 1.862, na Faculdade de Direito de São Paulo, porém transferiu-se no último ano para a instituição pernambucana. Filho de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, Rio Branco é o patrono da diplomacia brasileira e uma das figuras mais importantes da história do Brasil.
Iniciou-se nas letras em 1.863, nas páginas da revista Popular, com uma biografia sobre Luís Barroso Pereira, comandante da fragata Imperatriz. Posteriormente, em 1.866, na revista l'Illustration, desenhou e escreveu sobre a guerra do Paraguai, defendendo o ponto de vista do Brasil. Em 1.868, substituiu por três meses Joaquim Manuel de Macedo como professor na cadeira de corografia e história do Brasil, no Colégio Pedro II.
Iniciou-se na carreira política como promotor público na comarca de Nova Friburgo (1.868) e deputado geral pelo Partido Conservador representando a província de Mato Grosso (1.869), ainda no Império. Em 1.872 foi um dos fundadores e redator do periódico A Nação, tendo colaborado, a partir de 1.891, no Jornal do Brasil.
Cônsul-geral em Liverpool a partir de 1.876, foi comissário do Brasil na Exposição Internacional de São Petersburgo em 1.884, superintendente em Paris dos serviços de imigração para o Brasil em 1.889 e ministro plenipotenciário em Berlim em 1.900, assumindo o Ministério das Relações Exteriores de 3 de dezembro de 1.902 até sua morte, em 1.912. Ocupou o cargo ao longo do mandato de quatro presidentes da república — governos de Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca — configurando-se uma unanimidade nacional em sua época.
Recebeu o título de barão do Rio Branco às vésperas do fim do período imperial, mas continuou a utilizar o título "Rio Branco" em sua assinatura mesmo após a proclamação da república, em 1.889. Isso se deu por ser um monarquista convicto e para homenagear seu falecido pai, o senador e diplomata José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco.
Sua maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, conseguindo incorporar definitivamente ao Brasil 900 mil quilômetros quadrados.
Em 1.905, sugeriu ao então ministro da guerra, Hermes da Fonseca, o envio de militares brasileiros ao Império Alemão com o objetivo de estes receberem treinamento militar avançado. Tal sugestão foi aceita pelo ministro e, de volta ao Brasil, estes militares passaram a ser conhecidos como os "Jovens Turcos". Em 1.908, então no Rio de Janeiro, convidou o engenheiro Augusto Ferreira Ramos a projetar um sistema teleférico que facilitasse o acesso ao cume do Morro da Urca, conhecido mundialmente como o Bondinho do Pão de Açúcar. Em 1.909, seu nome foi sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte. Rio Branco preferiu declinar de qualquer candidatura que não fosse de unanimidade nacional. Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1.907 - 1.912) e escreveu dois livros.
Cumprindo Determinação Divina na consolidação geográfica do Brasil, das fronteiras brasileiras, conseguiu incorporar ao Brasil 900 mil quilômetros quadrados, destacando-se: Amapá, Palmas e Acre, à Terra do Cruzeiro do Sul, Pátria do Evangelho Eterno.
"Nunca aspirei senão a servir modesta e obscuramente a nossa terra, como a servi durante muito tempo na mocidade e mesmo no vigor dos anos, vivendo quase no isolamento, na solidão do meu gabinete de trabalho. Não me sentia feito para as posições de realce, para as lutas da vida pública, e só desejava que de mim se pudesse dizer um dia que amei a minha terra, e que nunca abriguei contra ninguém, no meu coração, uma partícula de malquerença ou ódio."
"Esta nossa terra, que na minha remota mocidade já conheci grande, gloriosa e respeitada, e agora, cheios de contentamento, vemos cada dia mais considerada no mundo, há de continuar a ser o teatro de ações e acontecimentos dignos de figurar com honra as páginas da história, e os vindouros a hão de ver, dentro dos seus limites presentes, maior ainda do que a vemos, como uma das mais poderosas, adiantadas e influentes províncias da Humanidade."
1.846

Léon Denis

Expoente da Doutrina Espírita
Léon Denis (Foug, 1 de janeiro de 1.846 - Tours, 12 de Abril de 1.927) foi um pensador espírita, médium e um dos principais continuadores do espiritismo após o desencarne de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas consequências no campo da ética nas relações humanas. É conhecido como sendo o "consolidador do Espiritismo" em toda a Europa, bem como "apóstolo do Espiritismo", dadas as suas qualidades intrínsecas de estudioso do Espiritismo.

1.857

Allan Kardec – Obras Póstumas – 291/292

17 de janeiro de 1.857 - (Em casa do Sr. Baudin; médium: Srta. Baudin) - "Primeira notícia de uma nova encarnação"
"O Espírito prometera escrever-me uma carta por ocasião da entrada do ano. Tinha, dizia, qualquer coisa de particular a me dizer. Havendo-lha eu pedido numa das reuniões ordinárias, respondeu que a daria na intimidade ao médium, para que este ma transmitisse. É esta carta:
Caro amigo, não te quis escrever terça-feira última diante de toda a gente, porque há certas coisas que só particularmente se podem dizer.
Eu queria, primeiramente, falar-te da tua obra, a que mandaste imprimir. (O Livro dos Espíritos entrara para o prelo). Não te afadigues tanto, da manhã à noite; passarás melhor e a obra nada perderá por esperar.
Segundo o que vejo, és muito capaz de levar a bom termo a tua empresa e tens que fazer grandes coisas. Nada, porém, de exagero em coisa alguma. Observa e aprecia tudo judiciosa e friamente. Não te deixes arrastar pelos entusiastas, nem pelos muito apressados. Mede todos os teus passos, a fim de chegares ao fim com segurança. Não creiais em mais do que aquilo que vejas; não desvies a atenção de tudo o que te pareça incompreensível; virás a saber a respeito mais do que qualquer outro, porque os assuntos de estudo serão postos sob as tuas vistas.
Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado, e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra. Surgirão invejosos e ciosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição; não desanimes; não te preocupes com o que digam ou façam contra ti; prossegue em tua obra; trabalha sempre pelo progresso da Humanidade, que serás amparado pelos bons Espíritos, enquanto perseverares no bom caminho.
Lembras-te de que, há um ano, prometi a minha amizade aos que, durante o ano, tivessem tido um proceder correto? Pois bem! declaro que és um dos que escolhi entre todos."- Livro: Obras Póstumas
1.857

Gabriel Delanne

Expoente da Doutrina Espírita
François-Marie Gabriel Delanne (Paris, França, 23 de Março de 1.857 - 15 de Fevereiro de 1.926) foi um engenheiro francês e um dos primeiros pesquisadores espíritas. Intelectual renomado, sua pesquisa sobre a mediunidade é notória no contexto do problema mente-corpo. O seu pai, Alexandre Delanne, era espírita e amigo de Allan Kardec, e a sua mãe, colaborou com sua mediunidade na Codificação. Graduou-se em Engenharia. Fundou a União Espírita Francesa, em 1.882, e o jornal "Le Spiritisme", no mesmo ano. Ao lado do filósofo Léon Denis, foi um importante divulgador das ideias espíritas nessa época. Fez conferência por toda a Europa, inclusive na abertura do "I Congresso Espírita e Espiritualista", que ocorreu em 1.890. Compreendendo que o perispírito estava no centro dos fenômenos espíritas, procurou distinguir mediunismo de animismo. Auxiliou Charles Robert Richet, criador da metapsíquica, em suas pesquisas com a médium Marthe Béraud. Em 1.896 fundou a Revista Científica e Moral de Espiritismo, que por muitos anos levou a público artigos científicos e filosóficos sobre a temática espírita.

1.860

Allan Kardec – Obras Póstumas – 299/300

10 de junho de 1.860 - (Em minha casa; médium: Srta. Schmidt) - "Minha volta"
"Pergunta (à Verdade) – Acabo de receber de Marselha uma carta em que se me diz que, no seminário dessa cidade, estão estudando seriamente do Espiritismo e O Livro dos Espíritos. Que se deve augurar desse fato? Será que o clero toma a coisa peito?
Resposta – Não podes duvidar disso. Ele a toma muito a peito, porque lhe prevê as consequências e grandes são as suas apreensões. Principalmente a parte esclarecida do clero estuda o Espiritismo mais do que o supões; não creias, porém, que seja por simpatia; ao contrário, é a procura de meios para combatê-lo e eu te asseguro que rude será a guerra que lhe fará. Não te incomodes; continua a obrar com prudência e circunspeção; tem-te em guarda contra as ciladas que te armarão; evita cuidadosamente em tuas palavras e nos teus escritos tudo o que possa fornecer armas contra ti. Prossegue em teu caminho sem temor; ele está juncado de espinhos, mas eu te afirmo que terás grandes satisfações, antes de voltares para junto de nós "por um pouco".
Pergunta – Que queres dizer por essas palavras: "por um pouco"?
Resposta – Não permanecerás longo tempo entre nós. Terás que volver à Terra para concluir a tua missão, que não podes terminar nesta existência. Se fosse possível, absolutamente não sairias daí; mas, é preciso que se cumpra a lei da Natureza. Ausentar-te-ás por alguns anos e, quando voltares, será em condições que te permitam trabalhar desde cedo. Entretanto, há trabalhos que convém os acabes antes de partires; por isso, dar-te-emos o tempo que for necessário a concluí-los.
NOTA – Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos que ainda tenho de fazer e levando em conta o tempo da minha ausência e os anos da infância e da juventude, até à idade em que um homem pode desempenhar no mundo um papel, a minha volta deverá ser forçosamente no fim deste século ou no princípio do outro." - Livro: Obras Póstumas

1.869

Gandhi

Encarnação de Sidarta Gautama
Idealizador do movimento pela independência da Índia e fundador do moderno Estado Indiano
Mohandas Karamchand Gandhi (2 de outubro de 1.869 – 30 de janeiro de 1.948) foi advogado, nacionalista, anticolonialista e especialista em ética política indiana, que empregou resistência não violenta para liderar a campanha bem-sucedida para a independência da Índia do Reino Unido, e por sua vez, inspirar movimentos pelos direitos civis e liberdade em todo o mundo. O honorífico Mahātmā (sânscrito: "de grande alma", "venerável"), foi utilizado pela primeira vez em sua referência 1.914 na África do Sul, conta-se que ao ser chamado assim em uma conferência Ghandi se levantou, pegou a bandeja do garçom e começou a servir os convidados, disseram-lhe que não precisava fazê-lo pois havia pessoas para isso, mas afirmou que tendo sido chamado de Mahātmā, tinha obrigação em servir à todos.
Nascido e criado em uma família hindu no litoral de Guzerate, oeste da Índia, e formado em direito no Inner Temple, Londres, Gandhi empregou pela primeira vez a desobediência civil não-violenta como advogado expatriado na África do Sul, na luta da comunidade indígena pelos direitos civis. Após seu retorno à Índia em 1.915, começou a organizar camponeses, agricultores e trabalhadores urbanos para protestar contra o imposto sobre a terra e a discriminação excessiva. Assumindo a liderança do Congresso Nacional Indiano em 1.921, Gandhi liderou campanhas nacionais para várias causas sociais e para alcançar o Swaraj ou o autogoverno.
Gandhi levou os indianos a desafiar o imposto salino cobrado pelos ingleses com a Marcha do Sal, de 400 km, em 1.930, e mais tarde pedindo aos britânicos que abandonassem a Índia em 1.942. Foi preso por muitos anos, em várias ocasiões, na África do Sul e na Índia. Vivia modestamente em uma comunidade residencial autossuficiente e usava o dhoti e o xale indiano tradicional, entrelaçados com fios feitos à mão em um charkha. Comia comida vegetariana simples e também realizou longos jejuns como um meio de autopurificação e protesto político.
A visão de Gandhi de uma Índia independente baseada no pluralismo religioso foi desafiada no início da década de 1.940 por um novo nacionalismo muçulmano que exigia uma pátria muçulmana separada da Índia. Em agosto de 1.947, o Reino Unido concedeu a independência, mas o Império Britânico da Índia foi dividido em dois domínios, a Índia de maioria hindu e o Paquistão de maioria muçulmana. Como muitos indianos, muçulmanos e sikhs deslocados chegaram às suas novas terras, a violência religiosa irrompeu, especialmente em Panjabe e em Bengala. Evitando a celebração oficial da independência em Delhi, Gandhi visitou as áreas afetadas, tentando proporcionar consolo. Nos meses seguintes, realizou várias greves de fome para deter a violência religiosa. O último deles, realizado em 12 de janeiro de 1.948, quando tinha 78 anos, também teve o objetivo indireto de pressionar a Índia a pagar alguns ativos em dinheiro devidos ao Paquistão. Alguns indianos pensavam que Gandhi era muito complacente com os muçulmanos. Entre eles estava Nathuram Godse, um nacionalista hindu, que assassinou Gandhi em 30 de janeiro de 1.948, disparando três vezes contra seu peito.
O aniversário de Gandhi, 2 de outubro, é comemorado na Índia como Gandhi Jayanti, um feriado nacional e em todo o mundo como o Dia Internacional da Não-Violência. Gandhi é comumente, embora não formalmente considerado o Pai da Pátria indiana. Gandhi também é chamado de Bapu (língua guzerate: carinho por pai).
"A satisfação está no esforço e não na realização. Esforço total é vitória total."

Gandhi (Filme de Richard Attenborough - 1.983)
Minha Vida e Minhas Experiências Com a Verdade (Livro - autobiografia)
Gandhi - Sua Vida e Mensagem para o Mundo (Livro de Louis Fischer)
1.869

Infalibilidade Papal

Concílio do Vaticano
O Concílio do Vaticano deu-se de 8 de dezembro de 1.869 a 18 de dezembro de 1.870. Foi convocado pelo papa Pio IX. As principais decisões do Concílio foram conceber uma Constituição dogmática intitulada "Dei Filius", sobre a Fé católica e a Constituição Dogmática "Pastor Aeternus" afirmando a "infalibilidade do papa" quando se pronuncia "ex-cathedra" (o que seria a partir da cadeira de "São Pedro"), em assuntos de fé e de moral. A infalibilidade papal é um dos dogmas da Igreja Católica, portanto não pode ser discutido ou questionado.
"Para que as providências tomadas assim contra o revelacionismo generalizado tivessem eficiência completa, em 1.870, pelo concílio do Vaticano foi decretada a mais vergonhosa insinuação do Catolicismo – a infalibilidade papal!... Esse foi o maior ultraje à Verdade." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

1.910

Osvaldo Polidoro

Encarnação do Princípio Sagrado
Fundador do DIVINISMO - A Doutrina de Deus, Doutrina de Comportamento
Osvaldo Polidoro (São Paulo, 5 de junho de 1.910 - São Paulo, 25 de dezembro de 2.000), Elias volta a carne e cumprindo Profecias Bíblicas, entrega o Evangelho Eterno ou Divinismo (neologismo por ele criado), profetizado no Apocalipse, capítulo 14, versículos de 1 a 6. Restaura totalmente a Vinha do Senhor, a Doutrina de Deus, Doutrina que não tem participação de relativos enviados. Restaura os Dez Mandamentos da Lei de Deus, o uso nobre e gratuito dos Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades, deixa fundamentada a Tarefa de Jesus, como Verbo Modelar e Modelador. Portanto, o Divino Monismo - Um Deus, Uma Verdade, Uma Doutrina! Deixa 116 Livros, quase 6 mil títulos de Boletins, Livretos que se perderam a conta de quanto estão espalhados pelo Mundo. Funda a Sede Mundial do Divinismo (A Casa Mater do Divinismo: Áudio ), em Santana, local que foi preparado desde Sua encarnação como José de Anchieta (quando ali esteve fazendo Sessões Divinistas com índios e caboclos), e que foi preservado desde essa época pelo Caboclo Pena Branca. Osvaldo Polidoro dou todos os direitos autorais e lucros advindos de todas Suas Obras para Instituições Espíritas.

Eu Sou Deus em Deus - Áudio
Eu Sou Deus na Carne - Áudio
Eu Sou Filho daquela Mulher, a Verdade - Áudio
Eu Vim Dizer Tudo - Áudio
Eu Não Vim Infusar na Carne - Áudio
Há dois modos de vir à Mim - Áudio

Frases e ensinamentos do Princípio Sagrado, Deus ou Pai Divino em Sua última encarnação como Osvaldo Polidoro:

"Aos três anos e meio me foi dito: "Compre uma Bíblia, leia sete vezes o Evangelho de Jesus segundo João. Faça dela o travesseiro da vida!"
"Em criança foi-me dito: "Volte ao Mundo com o Espírito Sem Medida, mas adstrito à Vontade de Deus!"
- Santana, 19 de Abril de 1.974.

"Quando Eu era mocinho de uns 15 anos. Ele me chamou na presença Dele e disse isso também: "Filho Elias, lembra bem. Você é Sua consciência do Mundo, mas a carne pode entorpecer... Se encontrar um quartinho de pau a pique e desmanchar, errou. Se consertar, melhorou. Se construir um quarto de tijolo, melhorou... Se você deixar um castelo dourado para fazer a liberdade de quem o habitar, ótimo! Vá, a liberdade é Sua, a responsabilidade é Sua." - Itápolis, 28 de Março de 1.983.

"Era mocinho, tiraram-me do corpo e levaram para uma cidade, numa praça central onde havia todas as nações. Chegou a frente um Anjo Divino, tinha o aspecto da Verdade. Eu olhava para a humanidade. Ele fez com a mão aparecer um monte de lenha. "Faça uma fogueira!" Fiz aquela fogueira; naquela chama fui subindo e Ele ao Meu lado, varamos o espaço. Lá no fim um cone, em cima, uma agulha que varava o infinito. - "Agarre isto!", e Eu agarrei. Lá, senti muito medo. - "Filho Elias, do ponto em que está ninguém desce; ou se sustenta, ou se rebenta!" - Santana, 5 de Abril de 1.985.

"Eu vim com uma ordem: - "Corte reto e profundo sem olhar para a esquerda nem para a direita. Nunca confunda quem é do Sim com quem é do Não; quem é da Virtude com que é do Vício; quem é do Certo com quem é do Errado; quem é do Bem com quem é do Mal... Não confunda ninguém!" - 23 de Março de 1.997

"Vim ao Mundo assim: "Filho, título do Mundo, não queira; um anel, não queira; uma roupa diferente, não queira. Não queira nada do Mundo, nada daquilo que faça você parecer ser mais do que os outros. Na Sua consciência do que é, seja o que é. (E mais uma palavra, que só disse a alguém daqui ontem, e não quero que digam a ninguém). Ele não disse: - "Você está precisando de alguma coisa a mais que Eu dê para fazer o que deve!" Ele disse: - "Faça o que sabe: o Evangelho Eterno e tudo o mais!" - 20 de Julho de 1.977

"Filho Elias, não tenha roupa, um anel, um título, nada que o torne diferente dos outros". Tanto no Exército, como na ONU, como na Presidência da República, nada aceitei. Nunca fiz Sessão numa casa Minha, porque nunca tive. Está muito agradável, porque é a Vontade de Deus." - Itápolis, 10 de Setembro de 1.984

"Lembra-te bem, filho Elias, lá no Mundo, quem tiver de ir até Você, Eu o Senhor teu Deus enviarei". Os que estavam assinalados por Deus de um dia aparecerem na minha frente, vieram. Verdadeiramente não virá a mim a não ser aquele a quem o Pai enviar." - Itápolis, 9 de Outubro de 1.980

"Os Grandes Sinais de minha vida...
Os grandes sinais de minha vida foram principalmente estes: Uma vez fui levado ao mais alto Céu da Terra, zona crística, onde o Brilho Divino reinava absoluto, de maneira que jamais poderia ser descrito.
Vi Jesus algumas vezes, que me falou e me mostrou o que fazer, no quadro da Lei, do Amor e do Batismo de Espírito Santo, uma vez que tudo era questão de consolidar e estender a Codificação da Restauração.
Tomei parte em várias reuniões no mundo espiritual, com avisos à orientação do Planeta, etc."
- Anotação em Sua Bíblia.

"Se o Deus Vivo... Se o Deus Vivo quis me falar através de Seus Divinos Emissários à frente dos quais estava e está o Cristo Planetário, quem é que se arvora com o direito de dizer em contrário? A Ele, o Pai Divino, e a Jesus, o Seu Despenseiro neste Planeta, rendo graças pelas Divinas Graças de que me fez herdeiro e possuidor." - São Paulo, 28 de Junho de 1.962. Anotação em Sua Bíblia.

"Eu escrevi Orações a mando de Deus, para vocês! Eu não leio Oração nenhuma, nunca! Eu não rezo, Eu vivo em Estado de Oração. Minha Oração chama-se Deus. Eu vivo em Unidade com Ele e quando há alguma coisa para fazer Eu converso com Deus diretamente e Ele conversa comigo, porque há uma convenção entre Nós, que Eu não falo à ninguém. Deus é minha Oração. A maior das Orações é Cumprir o Dever! O Dever é Viver os Mandamentos da Lei, é praticar o Santo Mediunismo!" - São Paulo, 24 de Dezembro de 1.995.

"De tudo que eu fiz nesta vida, o que eu mais amei foi esta Bíblia." - Itaim Paulista, 8 de Outubro de 1.998.

"Osvaldo Polidoro escreveu 116 Livros, de Boletins de 4 Páginas, de cópias, estão pelo Mundo trilhões de cópias, e, de Livretos de 100 Páginas, cadastrados Oficialmente, estão pelo Mundo, milhões deles, em diversos idiomas. Quando esteve encarnado, como Moisés e João Batista, escreveu os dois Testamentos, o Velho e o Novo.
Como Instrutor Sagrado, Biblicamente falando, sempre afirmou que, fora da Lei de Deus Vivida, das Graças do Espírito Santo cultivadas, e do Divino Comportamento também feito Divina Religião, ninguém desabrocha o Deus Interno, em menos tempo e com muito menos sofrimentos." - Boletim: "Osvaldo Polidoro Escreveu 116 Livros..."

1.927

Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo?

"Quando Eu tinha 3 anos sabia Eu, o Profeta Elias reencarnado deveria fazer! Com 6 anos já tinha lido o Evangelho de João Evangelista sete vezes, e o resto da Bíblia. Com 17 anos escrevi um livro perguntando à Humanidade: "Que fizeste do Batismo de Espírito Santo?" - Itápolis, 14 de Julho de 1.983.

1.929

O Estado do Vaticano

Tratado de Latrão
As terras ocupadas hoje pelo Vaticano foram doadas à Igreja Católica em 756, por Pepino, o Breve, rei dos francos. Durante o processo de unificação da península, a Itália absorveu os chamados Estados Pontifícios. Em 1.870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entraram em Roma e incorporaram o Vaticano ao novo Estado. Na época, o papado recusou-se a reconhecer a nova situação e considerou-se prisioneiro do poder laico, dando inicio assim à Questão Romana.
A independência do Vaticano só foi reconhecida a 11 de Fevereiro de 1.929, e retificado a 7 de Junho desse mesmo ano, por meio do Tratado de São João Latrão ou simplesmente Tratado de Latrão, assinado pelo ditador fascista Benito Mussolini e a Santa Sé, representada pelo cardeal Pietro Gasparri, secretário de Estado do papa Pio XI. Mussolini queria que a Igreja reconhecesse oficialmente seu regime Fascista. A Igreja também foi clara ao falar de seus objetivos. Pediu o que havia perdido, no século XIX, durante o processo de unificação italiana: um Estado soberano.
O Tratado de Latrão formalizou a existência do Estado do Vaticano como Estado soberano, neutro e inviolável, sob a autoridade do Papa. Por outro lado, a Igreja Católica renunciava aos territórios que havia possuído na Idade Média, reconhecia Roma como capital da Itália e aprovava como legítimo o governo controlado por Benito Mussolini.
O acordo também garantiu ao Vaticano o recebimento de uma indenização financeira pelas perdas territoriais durante o movimento de unificação da Itália. O documento estabeleceu normas para as relações entre a Santa Sé e a Itália, reconheceu o catolicismo como religião oficial desse país, instituiu o ensino confessional obrigatório nas escolas italianas, conferiu efeitos civis ao casamento religioso, aboliu o divórcio, proibiu a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina e concedeu numerosas vantagens ao clero. Assim, com o apoio a um dos mais violentos tiranos do século XX, que nasceu o Estado do Vaticano como ele é hoje: o menor país independente do Mundo e a última monarquia absolutista da Europa.

1.945

Manuscritos de Nag Hammadi

Gnose é um termo grego que significa "conhecimento". É um fenômeno de conhecimento espiritual vivenciado pelos gnósticos (cristãos primitivos). Os manuscritos são uma coleção de textos gnósticos do cristianismo primitivo (período que vai da fundação até o Primeiro Concílio de Niceia em 325) descoberta na região do Alto Egito, perto da cidade de Nag Hammadi em 1.945. Naquele ano, um camponês local chamado Mohammed Ali Samman encontrou uma jarra selada enterrada que continha treze códices de papiro embrulhados em couro. Os códices contêm textos sobre cinquenta e dois tratados majoritariamente gnósticos, além de incluírem também três trabalhos pertencentes ao Corpus Hermeticum e tradução/alteração parcial da "A República" de Platão. Na introdução de sua obra The Nag Hammadi Library in English, James M. Robinson sugere que estes códices podem ter pertencido ao monastério de São Pacômio localizado nas redondezas e tenham sido enterrados após o bispo Atanásio de Alexandria ter condenado o uso não crítico de versões não canônicas dos testamentos em sua Carta Festiva de 367, após o Concílio de Niceia, por monges que teriam tomado os livros proibidos e os escondido em potes de barro na base de um penhasco chamado Djebel El-Tarif. Ali ficaram esquecidos e protegidos por mais de 1.500 anos.
"UM MARAVILHOSO ACONTECIMENTO! Por longo tempo se reuniram os maiores sábios do Ocidente, em Princeton, procurando uma, por assim dizer, verdadeira religião para a Humanidade. Isto é, fora de máfias, engodos grupais, igrejinhas e panelinhas capciosas, etc. E deles surgiu a primeira fala, verdadeiro Tratado de Divino Monismo ou Ciência da Unidade, aquilo que Hermes, Crisna e Pitágoras tanto ensinaram, e que o Verbo Inconfundível representou. O livro chama-se GNOSE DE PRINCETON, do sábio Raymond Ruyer." - Boletim: Como Curar o Espírito e o Corpo?

Gnose de Princeton (Livro de Raymond Ruyer)

1.947

Manuscritos do Mar Morto

Os Manuscritos do Mar Morto são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas de Qumran, no Mar Morto, em 1.947 e durante a década de 1.950. Foram compilados pela comunidade de judeus conhecida como Essênios, que viveram em Qumran do século II a.C., até aproximadamente 70. Porções de toda a Bíblia Hebraica foram encontradas, exceto do Livro de Ester e do Livro de Neemias. Os manuscritos incluem também Livros apócrifos e livros de regras da própria comunidade. Os Manuscritos do Mar Morto são de longe a versão mais antiga do texto bíblico, datando de mil anos antes do que o texto original da Bíblia Hebraica, usado pelos judeus atualmente.
Os manuscritos do Mar Morto foram casualmente descobertos por um grupo de pastores de cabras (Beduínos), que em busca de um de seus animais localizou, em 1.947, a primeira das cavernas com jarros cerâmicos contendo os rolos de papiro. Inicialmente os pastores tentaram sem sucesso vender o material em Belém. Mais tarde, foram finalmente vendidos para Athanasius Samuel, bispo do mosteiro ortodoxo sírio São Marcos em Jerusalém e para Eleazar Sukenik, da Universidade Hebraica, em dois lotes distintos.

Os Manuscritos do Mar Morto (Livro de Geza Vermes)

1.954

O Grande Conclave

"Em 1.954, reuniram-se os dezoito maiores Reveladores da História, sob a égide do Cristo Planetário, aqueles que tem reencarnado, de tempos a tempos, a fim de instruir a Humanidade. Foi ordenado, por Jesus, apresentar a Unidade Doutrinária, à base de Moral, Amor e Revelação, que são os três sentidos da Lei de Deus, a Matriz dos Livros Sagrados. Por isso mesmo, como presidente do conclave dispus dos Livros: "Lei, Graça e Verdade", "O Mensageiro de Kassapá" e a "As Curas de Bezerra de Menezes e a Narrativa Iniciática", para apresentar o critério dos companheiros de Trabalho." Osvaldo Polidoro (Anotação em Sua Bíblia)

2.000

Saída da carne de Osvaldo Polidoro

"TODA FAMÍLIA É SAGRADA!"
Em 25 de Dezembro de 2.000, nos momentos finais de Sua Encarnação, em arroubo Supremo e Divino de Amor e Renuncia, pede para chamá-LO de irmão e culmina Seus Momentos Finais na carne, com a repetição (três vezes) da expressão: "TODA FAMÍLIA É SAGRADA!"
Era de Maturidade