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Cronograma - Linha Bíblica-profética







Contemporânea

1.804

Allan Kardec

Encarnação do Princípio Sagrado
Educador, autor e tradutor - Codificador do Espiritismo
Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1.804 — Paris, 31 de março de 1.869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec fez a codificação do espiritismo (neologismo por ele criado).
Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia. Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Yverdon, em Yverdon-les-Bains, na Suíça, tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.
Concluídos seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para esse idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e neerlandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol. Era membro de diversas sociedades acadêmicas, entre as quais o Instituto Histórico de Paris e a Academia Real de Arras. Em 6 de fevereiro de 1.832 desposou Amélie Gabrielle Boudet.
Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1.835 e 1.840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, elaborou um manual de aritmética, que foi adotado por décadas nas escolas francesas, e um quadro mnemônico da História da França, que visou a facilitar ao estudante a memorização das datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país. As matérias que lecionou como pedagogo foram Química, Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês.
Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1.854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal do qual era estudioso. Apenas em maio de 1.855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar tais reuniões.
Durante este período, também tomou conhecimento da psicografia. Teve contato com um espírito familiar, que passou a orientar seus trabalhos. O pseudônimo "Allan Kardec" foi escolhido porque esta entidade revelou que ambos haviam vivido juntos, em uma encarnação passada, cem anos antes de Jesus, entre os druidas do povo celta, na região da Gália (atual França).
Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção dos espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científicos, filosóficos e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do homem. Tendo iniciado a publicação das obras de Codificação em 18 de abril de 1.857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1.858), Kardec fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
"E SE KARDEC TIVESSE ACERTADO? - Para Kardec acertar teria de ter um perfeito conhecimento bíblico-profético; mas, desgraçadamente, isso não aconteceu. E o preço desse desconhecimento resultou em um grande esforço, porém muito falho, muito prejudicial à Doutrina de Deus, que deveria ser entregue por ETAPAS, ou segundo o contínuo poder assimilativo dos filhos de Deus lotados no Planeta. (...) Infelizmente, além de muitíssimas outras falhas, Kardec nem sequer entrou no Livro dos Atos dos Apóstolos; deixou de lado as Epístolas; e, jamais teria pensado nas inconfundíveis Promessas do Apocalipse. Ficaram as falhas; levantou-se mais um infeliz sectarismo; e criou-se, para piorar tudo, um enfermiço comércio livreiro, verdadeiro fabricante de erros e errados, de xaropismos ou rasteirismos muito prejudiciais. As falhas são comprometedoras, o sectarismo é pedra de tropeço no Caminho da Verdade, e o livreirismo doentio é simplesmente deplorável." - Boletim: E se Kardec Tivesse Acertado?
"O ESPIRITISMO é o mesmo Caminho do Senhor, que foi o nome do Cristianismo Primitivo. Tendo por fundamento a Lei de Deus, que o Cristo veio executar ou cumprir, nunca poderá estar fora da MORAL que dignifica, do AMOR que diviniza e da REVELAÇÃO que adverte, ilustra e consola. Não tem e jamais deverá ter o caráter de seita religiosa; basta que seja a Doutrina do Espírito da Verdade, que leva ao conhecimento das leis fundamentais e regentes, a fim de tornar o filho de Deus consciente de suas obrigações para com o Pai e para com os irmãos. Sendo a Doutrina Cósmica, estará sempre pairando acima de sectarismos quaisquer. Onde estiverem Deus, a Verdade, o Cristo, a Moral, o Amor, e a Revelação, ali estará o Espiritismo, a Doutrina Integral, sem clerezias, sem dogmas, sem limitações evolutivas. Ele tem Deus por Objetivo, tem a Lei por Estrada, tem o Cristo por Modelo Cósmico, tem o Universo por Habitação e a Perfeição por Finalidade. Por isso mesmo, o espírita deve ser simples, humilde, trabalhador e vigilante, a fim de não se tornar comodista, conchavista sectário ou participante de conchavismos religiosistas. Quem liberta é a Verdade executada e ninguém deve deixar-se iludir pelos engodos que o mundanismo religiosista não cansa de oferecer. Aquele que sabe não vir o Reino do Céu com mostras exteriores, esse faz como o fizeram todos os Grandes Iniciados, a quem o Cristo veio amalgamar em uma só DIVINA INICIAÇÃO – ele conhece, e espera confiante no trabalho, porque sabe que a cada um será dado segundo as suas obras." - Livro: O Mensageiro de Kassapa

Obras:
O Livro dos Espíritos (Publicado em 1.857)
O Livro dos Médiuns (Publicado em 1.861)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Publicado em 1.864)
O Céu e o Inferno (Publicado em 1.865)
A Gênese (Publicado em 1.868)
Obras Póstumas (Publicado em 1.890)
1.831

Bezerra de Menezes

Encarnação do Apóstolo Lucas
Médico, militar, escritor, jornalista e político - Expoente da Doutrina Espírita
Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Ceará, Jaguaretama, 29 de agosto de 1.831 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1.900) também conhecido como "O Médico dos Pobres". Descendente de uma antiga família de ciganos fazendeiros de criação, ligada à política e ao militarismo na Província do Ceará, era filho de Antônio Bezerra de Menezes, tenente-coronel da Guarda Nacional, e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra. Em 1.838, aos sete anos de idade, ingressou na escola pública da Vila do Frade, adjacente ao Riacho do Sangue, atual Jaguaretama, onde aprendeu os princípios da educação elementar, em apenas dez meses. Em 1.842, como consequência de perseguições políticas e dificuldades financeiras, sua família mudou-se para a antiga Vila de Maioridade, na Serra do Martins, no Rio Grande do Norte, onde o jovem, então com onze anos de idade, foi matriculado na aula pública de latim. Após dois anos atuava como professor substituto. Em 1.846, a família retornou à Província do Ceará, fixando residência na capital, Fortaleza. Bezerra foi matriculado no Liceu do Ceará, onde concluiu os estudos preparatórios.
Em 1.851, ano do desencarne de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro e iniciou os estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em novembro do ano seguinte, ingressou como residente no hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Para prover os seus estudos, dava aulas particulares de filosofia e matemática. Graduou-se em 1.856, com a defesa da tese: "Diagnóstico do Cancro". Nesse ano, o Governo Imperial decretou a reforma do Corpo de Saúde do Exército Brasileiro e nomeou para chefiá-lo como Cirurgião-mor o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, seu antigo professor, que o convidou para trabalhar como seu assistente.
"O médico verdadeiro é isto: não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto... O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta à noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro — esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura."
Após estudar por alguns anos as obras de Allan Kardec, em 16 de agosto de 1.886, aos cinquenta e cinco anos de idade, perante grande público, estimado, conforme os seus biógrafos, entre mil e quinhentas e duas mil pessoas, no salão de conferências da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, em longa alocução, justificou a sua opção em abraçar o Espiritismo. O evento chegou a ser referido em nota publicada pelo "O Paiz", periódico de maior circulação da época, sob a direção de Quintino Bocaiúva.
No ano seguinte, a pedido da Comissão de Propaganda do Centro da União Espírita do Brasil, inicia a publicação de uma série de artigos sobre a Doutrina em "O Paiz". Na seção intitulada "Spiritismo - Estudos Philosophicos", os artigos saíram regularmente aos domingos, no período de 23 de outubro de 1.887 a dezembro de 1.893, assinados sob o pseudônimo "Max":
"São chegados os tempos de que falou Jesus à Samaritana: os tempos em que não se precisará ir a Jerusalém ou ao monte, para adorar ao Pai, mas, sim, adorá-Lo em Espírito e Verdade. Não descobre a Igreja nessas palavras do Divino Mestre uma promessa formal de progresso em matéria de religião? Como, então, se opõe à Doutrina Espírita (cuja moral é intocável) por trazer ideias novas em religião? Poderá haver progresso sem ideias novas?" - Jornal "O Paiz".
"Bezerra de Menezes, como é conhecido, foi a última encarnação do Apóstolo Lucas, que não acompanhou João Batista nem Jesus, porque era médico e Jesus o mandou praticar sua profissão, tão meritória e necessária. Depois de Jesus sair da carne, ele procurou conhecer o quanto pôde, escrevendo um dos Evangelhos e o Livro dos Atos dos Apóstolos, o Livro da Bíblia que ninguém devia ignorar." - Boletim: Quem foi Bezerra de Menezes?
"Expõe - O Livro A Volta de Jesus Cristo - o trabalho, na carne e fora dela, do grande Apóstolo que foi Bezerra de Menezes, comandando legiões médicas, e, os subcomandos, as legiões de africanos, índios, hindus e cablocos, para os serviços preliminares de higienização dos lares, das pessoas e de ambientes, numa demonstração patente de que na Ordem Divina o problema das hierarquias determina o de trabalhos, não havendo anarquia e nem promiscuidades;"
"No curso dos séculos consecutivos a Jesus Cristo, todos os Apóstolos e aqueles outros que mais de perto acompanharam o Divino Modelo voltaram à carne, cumprindo tarefas nos mais diferentes setores de trabalho; Lucas, o Apóstolo que era médico e pintor, veio na personalidade de Bezerra de Menezes, pela última vez, deixando marcas inconfundíveis do seu valor e indo ser, após o desencarne, um grande chefe de legiões socorristas. Bezerra de Menezes não é apenas um nome a ser pronunciado com respeito, é uma bandeira de trabalho, é uma ação em movimento, é uma das muitas Graças de Deus ao dispor das almas que buscam a Verdade e a Virtude." - Livro: A Volta de Jesus Cristo

Espiritismo, Estudos Filosóficos (Livros com contos, artigos e crônicas escritas por Bezerra de Menezes, assinadas com o pseudônimo de Max, e publicadas no século XVIII, no jornal "O Paiz".)

1.845

Barão do Rio Branco

Encarnação de João Evangelista
Diplomata, advogado, geógrafo e historiador
José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1.845 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1.912), foi advogado, diplomata, geógrafo, professor, jornalista e historiador brasileiro. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, o Barão do Rio Branco ingressou nos estudos jurídicos ainda em 1.862, na Faculdade de Direito de São Paulo, porém transferiu-se no último ano para a instituição pernambucana. Filho de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, Rio Branco é o patrono da diplomacia brasileira e uma das figuras mais importantes da história do Brasil.
Iniciou-se nas letras em 1.863, nas páginas da revista Popular, com uma biografia sobre Luís Barroso Pereira, comandante da fragata Imperatriz. Posteriormente, em 1.866, na revista l'Illustration, desenhou e escreveu sobre a guerra do Paraguai, defendendo o ponto de vista do Brasil. Em 1.868, substituiu por três meses Joaquim Manuel de Macedo como professor na cadeira de corografia e história do Brasil, no Colégio Pedro II.
Iniciou-se na carreira política como promotor público na comarca de Nova Friburgo (1.868) e deputado geral pelo Partido Conservador representando a província de Mato Grosso (1.869), ainda no Império. Em 1.872 foi um dos fundadores e redator do periódico A Nação, tendo colaborado, a partir de 1.891, no Jornal do Brasil.
Cônsul-geral em Liverpool a partir de 1.876, foi comissário do Brasil na Exposição Internacional de São Petersburgo em 1.884, superintendente em Paris dos serviços de imigração para o Brasil em 1.889 e ministro plenipotenciário em Berlim em 1.900, assumindo o Ministério das Relações Exteriores de 3 de dezembro de 1.902 até sua morte, em 1.912. Ocupou o cargo ao longo do mandato de quatro presidentes da república — governos de Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca — configurando-se uma unanimidade nacional em sua época.
Recebeu o título de barão do Rio Branco às vésperas do fim do período imperial, mas continuou a utilizar o título "Rio Branco" em sua assinatura mesmo após a proclamação da república, em 1.889. Isso se deu por ser um monarquista convicto e para homenagear seu falecido pai, o senador e diplomata José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco.
Sua maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, conseguindo incorporar definitivamente ao Brasil 900 mil quilômetros quadrados.
Em 1.905, sugeriu ao então ministro da guerra, Hermes da Fonseca, o envio de militares brasileiros ao Império Alemão com o objetivo de estes receberem treinamento militar avançado. Tal sugestão foi aceita pelo ministro e, de volta ao Brasil, estes militares passaram a ser conhecidos como os "Jovens Turcos". Em 1.908, então no Rio de Janeiro, convidou o engenheiro Augusto Ferreira Ramos a projetar um sistema teleférico que facilitasse o acesso ao cume do Morro da Urca, conhecido mundialmente como o Bondinho do Pão de Açúcar. Em 1.909, seu nome foi sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte. Rio Branco preferiu declinar de qualquer candidatura que não fosse de unanimidade nacional. Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1.907 - 1.912) e escreveu dois livros.
Cumprindo Determinação Divina na consolidação geográfica do Brasil, das fronteiras brasileiras, conseguiu incorporar ao Brasil 900 mil quilômetros quadrados, destacando-se: Amapá, Palmas e Acre, à Terra do Cruzeiro do Sul, Pátria do Evangelho Eterno.
"Nunca aspirei senão a servir modesta e obscuramente a nossa terra, como a servi durante muito tempo na mocidade e mesmo no vigor dos anos, vivendo quase no isolamento, na solidão do meu gabinete de trabalho. Não me sentia feito para as posições de realce, para as lutas da vida pública, e só desejava que de mim se pudesse dizer um dia que amei a minha terra, e que nunca abriguei contra ninguém, no meu coração, uma partícula de malquerença ou ódio."
"Esta nossa terra, que na minha remota mocidade já conheci grande, gloriosa e respeitada, e agora, cheios de contentamento, vemos cada dia mais considerada no mundo, há de continuar a ser o teatro de ações e acontecimentos dignos de figurar com honra as páginas da história, e os vindouros a hão de ver, dentro dos seus limites presentes, maior ainda do que a vemos, como uma das mais poderosas, adiantadas e influentes províncias da Humanidade."
1.846

Léon Denis

Expoente da Doutrina Espírita
Léon Denis (Foug, 1 de janeiro de 1.846 - Tours, 12 de Abril de 1.927) foi um pensador espírita, médium e um dos principais continuadores do espiritismo após o desencarne de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas consequências no campo da ética nas relações humanas. É conhecido como sendo o "consolidador do Espiritismo" em toda a Europa, bem como "apóstolo do Espiritismo", dadas as suas qualidades intrínsecas de estudioso do Espiritismo.

1.857

Allan Kardec – Obras Póstumas – 291/292

17 de janeiro de 1.857 - (Em casa do Sr. Baudin; médium: Srta. Baudin) - "Primeira notícia de uma nova encarnação"
"O Espírito prometera escrever-me uma carta por ocasião da entrada do ano. Tinha, dizia, qualquer coisa de particular a me dizer. Havendo-lha eu pedido numa das reuniões ordinárias, respondeu que a daria na intimidade ao médium, para que este ma transmitisse. É esta carta:
Caro amigo, não te quis escrever terça-feira última diante de toda a gente, porque há certas coisas que só particularmente se podem dizer.
Eu queria, primeiramente, falar-te da tua obra, a que mandaste imprimir. (O Livro dos Espíritos entrara para o prelo). Não te afadigues tanto, da manhã à noite; passarás melhor e a obra nada perderá por esperar.
Segundo o que vejo, és muito capaz de levar a bom termo a tua empresa e tens que fazer grandes coisas. Nada, porém, de exagero em coisa alguma. Observa e aprecia tudo judiciosa e friamente. Não te deixes arrastar pelos entusiastas, nem pelos muito apressados. Mede todos os teus passos, a fim de chegares ao fim com segurança. Não creiais em mais do que aquilo que vejas; não desvies a atenção de tudo o que te pareça incompreensível; virás a saber a respeito mais do que qualquer outro, porque os assuntos de estudo serão postos sob as tuas vistas.
Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado, e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra. Surgirão invejosos e ciosos que procurarão infamar-te e fazer-te oposição; não desanimes; não te preocupes com o que digam ou façam contra ti; prossegue em tua obra; trabalha sempre pelo progresso da Humanidade, que serás amparado pelos bons Espíritos, enquanto perseverares no bom caminho.
Lembras-te de que, há um ano, prometi a minha amizade aos que, durante o ano, tivessem tido um proceder correto? Pois bem! declaro que és um dos que escolhi entre todos."- Livro: Obras Póstumas
1.857

Gabriel Delanne

Expoente da Doutrina Espírita
François-Marie Gabriel Delanne (Paris, França, 23 de Março de 1.857 - 15 de Fevereiro de 1.926) foi um engenheiro francês e um dos primeiros pesquisadores espíritas. Intelectual renomado, sua pesquisa sobre a mediunidade é notória no contexto do problema mente-corpo. O seu pai, Alexandre Delanne, era espírita e amigo de Allan Kardec, e a sua mãe, colaborou com sua mediunidade na Codificação. Graduou-se em Engenharia. Fundou a União Espírita Francesa, em 1.882, e o jornal "Le Spiritisme", no mesmo ano. Ao lado do filósofo Léon Denis, foi um importante divulgador das ideias espíritas nessa época. Fez conferência por toda a Europa, inclusive na abertura do "I Congresso Espírita e Espiritualista", que ocorreu em 1.890. Compreendendo que o perispírito estava no centro dos fenômenos espíritas, procurou distinguir mediunismo de animismo. Auxiliou Charles Robert Richet, criador da metapsíquica, em suas pesquisas com a médium Marthe Béraud. Em 1.896 fundou a Revista Científica e Moral de Espiritismo, que por muitos anos levou a público artigos científicos e filosóficos sobre a temática espírita.

1.860

Allan Kardec – Obras Póstumas – 299/300

10 de junho de 1.860 - (Em minha casa; médium: Srta. Schmidt) - "Minha volta"
"Pergunta (à Verdade) – Acabo de receber de Marselha uma carta em que se me diz que, no seminário dessa cidade, estão estudando seriamente do Espiritismo e O Livro dos Espíritos. Que se deve augurar desse fato? Será que o clero toma a coisa peito?
Resposta – Não podes duvidar disso. Ele a toma muito a peito, porque lhe prevê as consequências e grandes são as suas apreensões. Principalmente a parte esclarecida do clero estuda o Espiritismo mais do que o supões; não creias, porém, que seja por simpatia; ao contrário, é a procura de meios para combatê-lo e eu te asseguro que rude será a guerra que lhe fará. Não te incomodes; continua a obrar com prudência e circunspeção; tem-te em guarda contra as ciladas que te armarão; evita cuidadosamente em tuas palavras e nos teus escritos tudo o que possa fornecer armas contra ti. Prossegue em teu caminho sem temor; ele está juncado de espinhos, mas eu te afirmo que terás grandes satisfações, antes de voltares para junto de nós "por um pouco".
Pergunta – Que queres dizer por essas palavras: "por um pouco"?
Resposta – Não permanecerás longo tempo entre nós. Terás que volver à Terra para concluir a tua missão, que não podes terminar nesta existência. Se fosse possível, absolutamente não sairias daí; mas, é preciso que se cumpra a lei da Natureza. Ausentar-te-ás por alguns anos e, quando voltares, será em condições que te permitam trabalhar desde cedo. Entretanto, há trabalhos que convém os acabes antes de partires; por isso, dar-te-emos o tempo que for necessário a concluí-los.
NOTA – Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos que ainda tenho de fazer e levando em conta o tempo da minha ausência e os anos da infância e da juventude, até à idade em que um homem pode desempenhar no mundo um papel, a minha volta deverá ser forçosamente no fim deste século ou no princípio do outro." - Livro: Obras Póstumas

1.869

Gandhi

Encarnação de Sidarta Gautama
Idealizador do movimento pela independência da Índia e fundador do moderno Estado Indiano
Mohandas Karamchand Gandhi (2 de outubro de 1.869 – 30 de janeiro de 1.948) foi advogado, nacionalista, anticolonialista e especialista em ética política indiana, que empregou resistência não violenta para liderar a campanha bem-sucedida para a independência da Índia do Reino Unido, e por sua vez, inspirar movimentos pelos direitos civis e liberdade em todo o mundo. O honorífico Mahātmā (sânscrito: "de grande alma", "venerável"), foi utilizado pela primeira vez em sua referência em 1.914 na África do Sul. Ao ser chamado assim, em uma conferência, Ghandi se levantou, pegou a bandeja do garçom e começou a servir aos convidados. Disseram que não precisava fazê-lo, pois havia pessoas para isso, mas afirmou que tendo sido chamado de Mahātmā, tinha obrigação em servir à todos.
Nascido e criado em uma família hindu no litoral de Guzerate, oeste da Índia, e formado em direito no Inner Temple, Londres, Gandhi empregou pela primeira vez a desobediência civil não-violenta como advogado expatriado na África do Sul, na luta da comunidade indígena pelos direitos civis. Após seu retorno à Índia em 1.915, começou a organizar camponeses, agricultores e trabalhadores urbanos para protestar contra o imposto sobre a terra e a discriminação excessiva. Assumindo a liderança do Congresso Nacional Indiano em 1.921, Gandhi liderou campanhas nacionais para várias causas sociais e para alcançar o Swaraj ou o autogoverno.
Gandhi levou os indianos a desafiar o imposto salino cobrado pelos ingleses com a Marcha do Sal, de 400 km, em 1.930, e mais tarde pedindo aos britânicos que abandonassem a Índia em 1.942. Foi preso por muitos anos, em várias ocasiões, na África do Sul e na Índia. Vivia modestamente em uma comunidade residencial autossuficiente e usava o dhoti e o xale indiano tradicional, entrelaçados com fios feitos à mão em um charkha. Comia comida vegetariana simples e também realizou longos jejuns como um meio de autopurificação e protesto político.
A visão de Gandhi de uma Índia independente baseada no pluralismo religioso foi desafiada no início da década de 1.940 por um novo nacionalismo muçulmano que exigia uma pátria muçulmana separada da Índia. Em agosto de 1.947, o Reino Unido concedeu a independência, mas o Império Britânico da Índia foi dividido em dois domínios, a Índia de maioria hindu e o Paquistão de maioria muçulmana. Como muitos indianos, muçulmanos e sikhs deslocados chegaram às suas novas terras, a violência religiosa irrompeu, especialmente em Panjabe e em Bengala. Evitando a celebração oficial da independência em Delhi, Gandhi visitou as áreas afetadas, tentando proporcionar consolo. Nos meses seguintes, realizou várias greves de fome para deter a violência religiosa. O último deles, realizado em 12 de janeiro de 1.948, quando tinha 78 anos, também teve o objetivo indireto de pressionar a Índia a pagar alguns ativos em dinheiro devidos ao Paquistão. Alguns indianos pensavam que Gandhi era muito complacente com os muçulmanos. Entre eles estava Nathuram Godse, um nacionalista hindu, que assassinou Gandhi em 30 de janeiro de 1.948, disparando três vezes contra seu peito.
O aniversário de Gandhi, 2 de outubro, é comemorado na Índia como Gandhi Jayanti, um feriado nacional e em todo o mundo como o Dia Internacional da Não-Violência. Gandhi é comumente, embora não formalmente considerado o Pai da Pátria indiana. Gandhi também é chamado de Bapu (língua guzerate: carinho por pai).
"A satisfação está no esforço e não na realização. Esforço total é vitória total."

"(...) Gandhi está sendo preparado e deixará a carne em tempo certo, a fim de que venha assumir a importantíssima função que lhe cumpre. Quem lhe sondar o histórico, irá encontrá-lo na personagem de um dos Grandes Budas; voltou para completar determinado curso, lutando e vencendo a custa de sacrifícios ingentes, pois a perda do “eu” não existe, sendo absolutamente certo que por evolução se fará Grande Oficial, servindo ao supremo em altas esferas, conforme o grau hierárquico atingido." - Livro: O Mensageiro de Kassapa

Gandhi (Filme de Richard Attenborough - 1.983)
Minha Vida e Minhas Experiências Com a Verdade (Livro - autobiografia)
Gandhi - Sua Vida e Mensagem para o Mundo (Livro de Louis Fischer)
1.869

Infalibilidade Papal

Concílio do Vaticano
O Concílio do Vaticano deu-se de 8 de dezembro de 1.869 a 18 de dezembro de 1.870. Foi convocado pelo papa Pio IX. As principais decisões do Concílio foram conceber uma Constituição dogmática intitulada "Dei Filius", sobre a Fé católica e a Constituição Dogmática "Pastor Aeternus" afirmando a "infalibilidade do papa" quando se pronuncia "ex-cathedra" (o que seria a partir da cadeira de "São Pedro"), em assuntos de fé e de moral. A infalibilidade papal é um dos dogmas da Igreja Católica, portanto não pode ser discutido ou questionado.
"Para que as providências tomadas assim contra o revelacionismo generalizado tivessem eficiência completa, em 1.870, pelo concílio do Vaticano foi decretada a mais vergonhosa insinuação do Catolicismo – a infalibilidade papal!... Esse foi o maior ultraje à Verdade." - Livro: O Novo Testamento dos Espíritas

1.910

Osvaldo Polidoro

Encarnação do Princípio Sagrado
Fundador do DIVINISMO - Doutrina de Deus, Doutrina de Comportamento
Osvaldo Polidoro (São Paulo, 5 de junho de 1.910 - São Paulo, 25 de dezembro de 2.000). Cumprindo Profecias Bíblicas Elias volta a carne para entregar o Evangelho Eterno ou Divinismo (neologismo por ele criado), profetizado no Apocalipse, capítulo 14, versículos de 1 a 6. Restaurando totalmente a Vinha do Senhor, a Doutrina de Deus, Doutrina que não têm participação de relativos enviados, o Divino Monismo - Um Deus, Uma Verdade, Uma Doutrina! Restaura os Dez Mandamentos da Lei de Deus, o uso nobre, santo e gratuito dos Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades, deixa fundamentada a Tarefa de Jesus, como Verbo Modelar e Modelador, o Alfa e Ômega do Apocalipse, que exemplifica aos irmãos de Jornada Evolutiva como deve ser o comportamento humano para voltar a ser Deus em Deus. Deixa 116 Livros, quase 6 mil títulos de Boletins, Livretos que se perderam a conta de quantos estão espalhados pelo Mundo. Funda a Sede Mundial do Divinismo (A Casa Mater do Divinismo: Áudio ), em Santana, local que foi preparado desde Sua encarnação como José de Anchieta (quando ali esteve fazendo Sessões Divinistas com índios e caboclos), e que foi preservado desde essa época pelo Caboclo Pena Branca. Osvaldo Polidoro dou todos os direitos autorais e lucros advindos de todas Suas Obras para Instituições Espíritas.

Eu Sou Deus em Deus - Áudio
Eu Sou Deus na Carne - Áudio
Eu Sou Filho daquela Mulher, a Verdade - Áudio
Eu Vim Dizer Tudo - Áudio
Eu Não Vim Infusar na Carne - Áudio
Há dois modos de vir à Mim - Áudio

Frases e ensinamentos do Princípio Sagrado, Deus ou Pai Divino em Sua última encarnação como Osvaldo Polidoro:

"Aos três anos e meio me foi dito: Compre uma Bíblia, leia sete vezes o Evangelho de Jesus segundo João. Faça dela o travesseiro da vida!"
"Em criança foi-me dito: Volte ao Mundo com o Espírito Sem Medida, mas adstrito à Vontade de Deus!"
- Santana, 19 de Abril de 1.974.

"Quando Eu era mocinho de uns 15 anos. Ele me chamou na presença Dele e disse isso também: Filho Elias, lembra bem. Você é Sua consciência do Mundo, mas a carne pode entorpecer... Se encontrar um quartinho de pau a pique e desmanchar, errou. Se consertar, melhorou. Se construir um quarto de tijolo, melhorou... Se você deixar um castelo dourado para fazer a liberdade de quem o habitar, ótimo! Vá, a liberdade é Sua, a responsabilidade é Sua." - Itápolis, 28 de Março de 1.983.

"Era mocinho, tiraram-me do corpo e levaram para uma cidade, numa praça central onde havia todas as nações. Chegou a frente um Anjo Divino, tinha o aspecto da Verdade. Eu olhava para a humanidade. Ele fez com a mão aparecer um monte de lenha. Faça uma fogueira! Fiz aquela fogueira; naquela chama fui subindo e Ele ao Meu lado, varamos o espaço. Lá no fim um cone, em cima, uma agulha que varava o infinito. - Agarre isto!, e Eu agarrei. Lá, senti muito medo. - Filho Elias, do ponto em que está ninguém desce; ou se sustenta, ou se rebenta!" - Santana, 5 de Abril de 1.985.

"Eu vim com uma ordem: - Corte reto e profundo sem olhar para a esquerda nem para a direita. Nunca confunda quem é do Sim com quem é do Não; quem é da Virtude com que é do Vício; quem é do Certo com quem é do Errado; quem é do Bem com quem é do Mal... Não confunda ninguém!" - 23 de Março de 1.997

"Vim ao Mundo assim: Filho, título do Mundo, não queira; um anel, não queira; uma roupa diferente, não queira. Não queira nada do Mundo, nada daquilo que faça você parecer ser mais do que os outros. Na Sua consciência do que é, seja o que é. (E mais uma palavra, que só disse a alguém daqui ontem, e não quero que digam a ninguém). Ele não disse: - Você está precisando de alguma coisa a mais que Eu dê para fazer o que deve! Ele disse: - Faça o que sabe: o Evangelho Eterno e tudo o mais!" - 20 de Julho de 1.977

"Filho Elias, não tenha roupa, um anel, um título, nada que o torne diferente dos outros. Tanto no Exército, como na ONU, como na Presidência da República, nada aceitei. Nunca fiz Sessão numa casa Minha, porque nunca tive. Está muito agradável, porque é a Vontade de Deus." - Itápolis, 10 de Setembro de 1.984

"Lembra-te bem, filho Elias, lá no Mundo, quem tiver de ir até Você, Eu o Senhor teu Deus enviarei. Os que estavam assinalados por Deus de um dia aparecerem na minha frente, vieram. Verdadeiramente não virá a mim a não ser aquele a quem o Pai enviar." - Itápolis, 9 de Outubro de 1.980

"Os Grandes Sinais de minha vida...
Os grandes sinais de minha vida foram principalmente estes: Uma vez fui levado ao mais alto Céu da Terra, zona crística, onde o Brilho Divino reinava absoluto, de maneira que jamais poderia ser descrito.
Vi Jesus algumas vezes, que me falou e me mostrou o que fazer, no quadro da Lei, do Amor e do Batismo de Espírito Santo, uma vez que tudo era questão de consolidar e estender a Codificação da Restauração.
Tomei parte em várias reuniões no mundo espiritual, com avisos à orientação do Planeta, etc."
- Anotação em Sua Bíblia.

"Se o Deus Vivo... Se o Deus Vivo quis me falar através de Seus Divinos Emissários à frente dos quais estava e está o Cristo Planetário, quem é que se arvora com o direito de dizer em contrário? A Ele, o Pai Divino, e a Jesus, o Seu Despenseiro neste Planeta, rendo graças pelas Divinas Graças de que me fez herdeiro e possuidor." - São Paulo, 28 de Junho de 1.962. Anotação em Sua Bíblia.

"Eu escrevi Orações a mando de Deus, para vocês! Eu não leio Oração nenhuma, nunca! Eu não rezo, Eu vivo em Estado de Oração. Minha Oração chama-se Deus. Eu vivo em Unidade com Ele e quando há alguma coisa para fazer Eu converso com Deus diretamente e Ele conversa comigo, porque há uma convenção entre Nós, que Eu não falo à ninguém. Deus é minha Oração. A maior das Orações é Cumprir o Dever! O Dever é Viver os Mandamentos da Lei, é praticar o Santo Mediunismo!" - São Paulo, 24 de Dezembro de 1.995.

"De tudo que Eu fiz nesta vida, o que Eu mais usei e amei foi esta Bíblia!" - Itaim Paulista, 8 de Outubro de 1.998.

"Osvaldo Polidoro escreveu 116 Livros, de Boletins de 4 Páginas, de cópias, estão pelo Mundo trilhões de cópias, e, de Livretos de 100 Páginas, cadastrados Oficialmente, estão pelo Mundo, milhões deles, em diversos idiomas. Quando esteve encarnado, como Moisés e João Batista, escreveu os dois Testamentos, o Velho e o Novo.
Como Instrutor Sagrado, Biblicamente falando, sempre afirmou que, fora da Lei de Deus Vivida, das Graças do Espírito Santo cultivadas, e do Divino Comportamento também feito Divina Religião, ninguém desabrocha o Deus Interno, em menos tempo e com muito menos sofrimentos." - Boletim: "Osvaldo Polidoro Escreveu 116 Livros..."
"Por volta de mil e novecentos e dez, da Era Cristã, fizemos a primeira visita ao Brasil, com o fim de presenciar, acima de tudo, alguns elementos em trabalho ativo. Na França e nos Estados Unidos, bem pouco havia que merecesse atenção e fosse digno de observação. No Brasil, entretanto, alguns vultos se desdobravam e lançavam os marcos de uma grande obra, além de podermos ver, mergulhados na carne, alguns dos mais avançados servidores do Cristo, em preparativos para um novo lance. O plano, como nos disseram, era vasto em todos os sentidos, estando milhares de criaturas preparadas, a fim de tomar encarnação na hora aprazada e consoante fosse deixando a liça os mais antigos trabalhadores.
– Isso tudo – disse-me um dos mentores espirituais – visa aquilo que brevemente se dará, pois a determinação de Jesus é que o novo impulso parta deste país. Como sabe, todo surto carece de uma base, de um centro receptor, de onde possa desferir seus golpes contra a corrupção e o atraso. Não é possível transformar a Terra inteira num formidando centro receptivo; por isso mesmo faz-se a montagem de uma organização, de um agrupamento, a fim de estender os serviços e multiplicar as organizações e os agrupamentos. É a espiral evolutiva, é a regra comum. " - Livro: O Mensageiro de Kassapa

1.927

Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo?

"Quando Eu tinha 3 anos, sabia que Eu, o Profeta Elias reencarnado deveria fazer! Com 6 anos já tinha lido o Evangelho de João Evangelista sete vezes, e o resto da Bíblia. Com 17 anos escrevi um livro perguntando à Humanidade: "Que fizeste do Batismo de Espírito Santo?" - Itápolis, 14 de Julho de 1.983.

1.929

O Estado do Vaticano

Tratado de Latrão
As terras ocupadas hoje pelo Vaticano foram doadas à Igreja Católica em 756, por Pepino, o Breve, rei dos francos. Durante o processo de unificação da península, a Itália absorveu os chamados Estados Pontifícios. Em 1.870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entraram em Roma e incorporaram o Vaticano ao novo Estado. Na época, o papado recusou-se a reconhecer a nova situação e considerou-se prisioneiro do poder laico, dando inicio assim à Questão Romana.
A independência do Vaticano só foi reconhecida a 11 de Fevereiro de 1.929, e retificado a 7 de Junho desse mesmo ano, por meio do Tratado de São João Latrão ou simplesmente Tratado de Latrão, assinado pelo ditador fascista Benito Mussolini e a Santa Sé, representada pelo cardeal Pietro Gasparri, secretário de Estado do papa Pio XI. Mussolini queria que a Igreja reconhecesse oficialmente seu regime Fascista. A Igreja também foi clara ao falar de seus objetivos. Pediu o que havia perdido, no século XIX, durante o processo de unificação italiana: um Estado soberano.
O Tratado de Latrão formalizou a existência do Estado do Vaticano como Estado soberano, neutro e inviolável, sob a autoridade do Papa. Por outro lado, a Igreja Católica renunciava aos territórios que havia possuído na Idade Média, reconhecia Roma como capital da Itália e aprovava como legítimo o governo controlado por Benito Mussolini.
O acordo também garantiu ao Vaticano o recebimento de uma indenização financeira pelas perdas territoriais durante o movimento de unificação da Itália. O documento estabeleceu normas para as relações entre a Santa Sé e a Itália, reconheceu o catolicismo como religião oficial desse país, instituiu o ensino confessional obrigatório nas escolas italianas, conferiu efeitos civis ao casamento religioso, aboliu o divórcio, proibiu a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina e concedeu numerosas vantagens ao clero. Assim, com o apoio a um dos mais violentos tiranos do século XX, que nasceu o Estado do Vaticano como ele é hoje: o menor país independente do Mundo e a última monarquia absolutista da Europa.

Tenra Idade

Evangelho Eterno ou Divinismo

"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" - Apocalipse, 14, 6 a 7.

"Reconheçam, portanto, que Jesus avisou, ao descer do Tabor que Elias viria tudo restaurar. Estudem os capítulos 10, 14, 19, 20 e 21, do Apocalipse, sobre a Tarefa que cumpriria ao Profeta Elias cumprir – como já cumpriu, entregando o Livro EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS, contendo Divinas Verdades, como as seguintes:" - Boletim: Como a Bíblia Promete, Elias Tudo Restauraria...
"NÃO SÓ PARA RESTAURAR O QUE DEUS ENTREGOU POR MOISÉS E JESUS, ELIAS DEVIA VOLTAR, MAS TAMBÉM PARA ENTREGAR O EVANGELHO ETERNO, OU DIVINISMO, QUE DEUS SÓ VEIO A PROMETER NO APOCALIPSE, CAPÍTULO 14, VERSÍCULOS DE 1 A 6."
"Quando Elias desencarnou, depois de viver o personagem Kardec, foi assim que lhe ordenou Jeová, o Anjo do Sarçal, o Cristo da Galáxia, o que nela representa o Princípio ou Deus: "Filho Elias, arregimente a turma servidora e parta para a Terra do Cruzeiro do Sul. Porque lá, na Atlântida Redescoberta, onde entregaram a Bíblia mãe, com o nome de POPOL BUGG, entregarão a última, que se chamará O EVANGELHO ETERNO, prometido no Apocalipse, capítulo 14, versículos de 1 a 6." - Livreto: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas (Apocalipse, 14, 6)

"Como Deus não falha, mandou Elias reencarnar, o Anjo ou Mensageiro Poderoso, para entregar o prometido no Apocalipse, 14, 1 a 6, o EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS, o de Deus, completando os Divinos Informes, já que, até Jesus, a Bíblia ficou incompleta, como informou, antes de desencarnar. E o Evangelho de Deus deve ser lido e vivido por Seus filhos de toda a carne.
Com a Bíblia Final, o EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS, Deus vos entrega o DIVINISMO, através do qual cumpre a Promessa feita em Joel, 2, 28, enchendo os Cultos Divinistas de FARTURAS de VIDENTES, porque o terço que sobrar do Dilúvio de Fogo e da Expulsão dos Cabritos realizará a Divina Civilização, prometida em Isaías, capítulo 11, aquela que João Batista e Jesus não inauguraram, por terem sido assassinados. Porque em Deus, nada VOLTA ATRÁS!
Com o Livro EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS, Deus vos entrega o DIVINISMO, e, com Ele no mundo, cumpre o prometido em Joel, 2, 28, enchendo os Cultos Divinistas de FARTURAS DE VIDENTES, porque a Humanidade Vidente é que irá realizar o prometido por Deus em Isaías, capítulo 11, a Divina Civilização – porque em Deus, nada VOLTA ATRÁS!
Sendo o Livro EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS a Bíblia Final, prometida em Apocalipse, 14, 1 a 6, por Deus, é evidente que contenha, de Sabedoria Divina e Orações Prodigiosas, aquilo que não podem ter as montanhas de bibliotecas metidas a doutrinadoras. O rigor da Justiça Divina, tal como Jesus e o Apocalipse anunciam, provará isso aos que vierem a merecer os Ciclos Evolutivos, apontados no capítulo 21 do Apocalipse." - Boletins

Entrega do Evangelho Eterno ou Divinismo - Áudio
Sou o fundador do Divinismo - Áudio
37 Encarnações e o Divinismo - Áudio
As Traições contra o Divinismo - Áudio

"Neste meado de século, quando a Codificação ainda não completou cem anos de feitura, o Brasil sozinho faz mais do que todos os continentes juntos, ao repetir aquelas práticas que se acham contidas no capítulo dois do Livro dos Atos e na Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo quatorze.
Podem dizer alguns confrades, aliás muito bem intencionados em sua feição doutrinária, que não se faz no Brasil questão mais cerrada em torno do Espiritismo científico; mas nós afiançamos que se faz bastante em torno daquela tese tão subidamente cristã, que por ser assim mereceu toda aquela atenção que lhe deu Paulo no capítulo treze da mesma supracitada Carta.
De toda e qualquer forma, encarando friamente a obra levada a cabo em tão pouco tempo, não há mente sincera que não reconheça a importância da máquina que se acha montada, a fim de que sejam espargidos pelo mundo os frutos da celeste semeadura ou ressemeadura. Fica bem esclarecido, pois, que a função do Espiritismo é restabelecer aquelas práticas citadas nos documentos acima mencionados, para que o Cristianismo cultivado pelos homens venha a ser aquele deixado pelo Cristo, sem cleros interesseiros, sem formalismos, sem fantasias supersticiosas.
Que a Lei Intrínseca seja vivida no trato social; e que a Revelação seja cultivada naqueles moldes, a fim de que a humanidade possa crescer, aumentar-se no conhecimento das verdades básicas, verdades que, somadas, constituem a Verdade. É bem sabido que os rasteirismos sectários tudo farão para impedir os avanços da obra restauradora e consoladora; mas ninguém pretenda que o Cristo deixará de ser o vitorioso! Basta, portanto, aos verdadeiros servos, que sigam a trilha por Ele palmilhada. Surgirão dificuldades e trabalhos, trabalhos e dificuldades; mas, assim mesmo como Ele colheu os benditos resultados, assim os hão de colher aqueles que se fizeram dignos imitadores." - Livro: O Mensageiro de Kassapa
1.945

Manuscritos de Nag Hammadi

Gnose é um termo grego que significa "conhecimento". É um fenômeno de conhecimento espiritual vivenciado pelos gnósticos (cristãos primitivos). Os manuscritos são uma coleção de textos gnósticos do cristianismo primitivo (período que vai da fundação até o Primeiro Concílio de Niceia em 325) descoberta na região do Alto Egito, perto da cidade de Nag Hammadi em 1.945. Naquele ano, um camponês local chamado Mohammed Ali Samman encontrou uma jarra selada enterrada que continha treze códices de papiro embrulhados em couro. Os códices contêm textos sobre cinquenta e dois tratados majoritariamente gnósticos, além de incluírem também três trabalhos pertencentes ao Corpus Hermeticum e tradução/alteração parcial da "A República" de Platão. Na introdução de sua obra The Nag Hammadi Library in English, James M. Robinson sugere que estes códices podem ter pertencido ao monastério de São Pacômio localizado nas redondezas e tenham sido enterrados após o bispo Atanásio de Alexandria ter condenado o uso não crítico de versões não canônicas dos testamentos em sua Carta Festiva de 367, após o Concílio de Niceia, por monges que teriam tomado os livros proibidos e os escondido em potes de barro na base de um penhasco chamado Djebel El-Tarif. Ali ficaram esquecidos e protegidos por mais de 1.500 anos.
"UM MARAVILHOSO ACONTECIMENTO! Por longo tempo se reuniram os maiores sábios do Ocidente, em Princeton, procurando uma, por assim dizer, verdadeira religião para a Humanidade. Isto é, fora de máfias, engodos grupais, igrejinhas e panelinhas capciosas, etc. E deles surgiu a primeira fala, verdadeiro Tratado de Divino Monismo ou Ciência da Unidade, aquilo que Hermes, Crisna e Pitágoras tanto ensinaram, e que o Verbo Inconfundível representou. O livro chama-se GNOSE DE PRINCETON, do sábio Raymond Ruyer." - Boletim: Como Curar o Espírito e o Corpo?

Gnose de Princeton (Livro de Raymond Ruyer)

1.947

Manuscritos do Mar Morto

Os Manuscritos do Mar Morto são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas de Qumran, no Mar Morto, em 1.947 e durante a década de 1.950. Foram compilados pela comunidade de judeus conhecida como Essênios, que viveram em Qumran do século II a.C., até aproximadamente 70. Porções de toda a Bíblia Hebraica foram encontradas, exceto do Livro de Ester e do Livro de Neemias. Os manuscritos incluem também Livros apócrifos e livros de regras da própria comunidade. Os Manuscritos do Mar Morto são de longe a versão mais antiga do texto bíblico, datando de mil anos antes do que o texto original da Bíblia Hebraica, usado pelos judeus atualmente.
Os manuscritos do Mar Morto foram casualmente descobertos por um grupo de pastores de cabras (Beduínos), que em busca de um de seus animais localizou, em 1.947, a primeira das cavernas com jarros cerâmicos contendo os rolos de papiro. Inicialmente os pastores tentaram sem sucesso vender o material em Belém. Mais tarde, foram finalmente vendidos para Athanasius Samuel, bispo do mosteiro ortodoxo sírio São Marcos em Jerusalém e para Eleazar Sukenik, da Universidade Hebraica, em dois lotes distintos.

Essênios e os Manuscritos do Mar Morto - Áudio

AS MARGENS DO MAR MORTO

Os Manuscritos do Mar Morto (Livro de Geza Vermes)

1.954

O Grande Conclave

"Em 1.954, reuniram-se os dezoito maiores Reveladores da História, sob a égide do Cristo Planetário, aqueles que têm reencarnado, de tempos a tempos, a fim de instruir a Humanidade. Foi ordenado, por Jesus, apresentar a Unidade Doutrinária, à base de Moral, Amor e Revelação, que são os três sentidos da Lei de Deus, a Matriz dos Livros Sagrados. Por isso mesmo, como presidente do conclave dispus dos Livros: "Lei, Graça e Verdade", "O Mensageiro de Kassapá" e a "As Curas de Bezerra de Menezes e a Narrativa Iniciática", para apresentar o critério dos companheiros de Trabalho." Osvaldo Polidoro (Anotação em Sua Bíblia)

2.000

Saída da carne de Osvaldo Polidoro

"TODA FAMÍLIA É SAGRADA!"
Em 25 de Dezembro de 2.000, nos momentos finais de Sua Encarnação, em arroubo Supremo e Divino de Amor e Renuncia, pede para chamá-LO de irmão e culmina Seus Momentos Finais na carne, com a repetição (três vezes) da expressão: "TODA FAMÍLIA É SAGRADA!"

"Não olvide que todas as Grandes Revelações apontam o rumo do Batismo de Espírito Santo. Um dia, mais cedo ou mais tarde, cada casa será um templo, onde seus familiares hão de manter aceso o lume Consolador da Revelação. O lar, mantido sob a vigilância da Lei, por todos os seus elementos componenciais, apresenta-se como o templo perfeito. Por mais que Grandes Casas sejam necessárias, para efeito de movimentações em outras esferas de atividade, cultura e entretenimento louváveis, o sustentáculo da Verdade, como alicerce da imensa família humana, será sempre a conduta da entidade familiar, do homem e da mulher que tudo fazem para que seu lar seja um centro de culto verdadeiro. A função da família é, a tempo, renovar a atividade e acender nas almas desde o berço, o lume da Verdade." - Livro: O Mensageiro de Kassapa